O PUTEIRO PANSEXUAL

03/03/2004

O PUTEIRO PANSEXUAL

Tempos bicudos, estes. Antigamente, somente os bons ficavam sem emprego. Hoje, até os péssimos estão na rua. Ou seja, deve haver umas seis pessoas trabalhando com carteira assinada no Brasil inteiro.


Uma lástima.


O caboclo, com algum dinheirinho no caixa, resolve parir para a Livre Iniciativa. Quase sempre, porém, os burros dão n’água, a vaca vai para o brejo e todas as analogias de gados e lugares alagadiços são empregadas.


Pousadinha? Roubada braba. Barzinho? Fria. Usina Siderúrgica? Talvez precise de mais dinheiro do que você dispõe no caixa. O que fazer então?


A galera está aderindo aos puteiros. Afinal, esse tipo de negócio está na moda desde os tempos da pedra lascada. Atualmente, com o advento do Sagrado Manto Azul da Pfizer, a população “economicamente ativa” que poderia freqüentá-lo aumentou sobremaneira.


Mas, a exemplo do que foram as locadoras de vídeo nos anos 80, os disque-pizza nos 90 e os sushis há alguns anos, abre-se praticamente um puteiro em cada esquina. Mais um pouco, e teremos mais puteiros do que Faculdades de Direito (o que faz certa correção matemática, pois não é certo haver tanto filho da puta sem que haja um número proporcional de profissionais na ativa).


Desse modo, não há mais nicho algum para esse filão. Desde as bibocas de bairro até aquelas casas chiques, há praticamente um cais-cais-cais por esquina. A regra, como manda a política dos negócios, é buscar um diferencial.


Sugiro a vocês, prezados leitores, a abertura de um PUTEIRO PANSEXUAL. Todos pensariam, de início, em montar um negócio bissexual. Penso que é roubada, pois a idéia logo seria imitada e você seria mais um (não adianta jogar na freguesia a idéia de pioneirismo, pois nesse negócio ser pioneiro não vale nada; ou alguém aqui está vendo movimento no La Licorne?).


Em vez de mulheres ou rapazes, o PUTEIRO PANSEXUAL teria outros atrativos para aqueles malucos que, como o famoso Sergey, gostam de transar com objetos, plantas e afins.


Toda a lista abaixo pode ser oferecida como “acompanhante” para a freguesia. Sintam o drama:
- Consolo,

- Vibrador,
- Massageador,

- Pepino,
- Nabo,

- Mandioca,
- Abacaxi Havaí,

- Banana Nanica,
- Colchão,

- Colchão de Água,
- Tatame,

- Esteira,
- Pilastra,

- Quarto Emborrachado,
- Jequitibá,

- Flamboyant,
- Sequóia,

- Bananeira,
- Alicate,

- Chave de Roda,
- Enciclopédia Barsa,

- Ovelha,
- Cachorro,

- Girafa,
- Ornitorrinco etc etc etc



Como viram, o maior problema vai ser conversar com a galera de órgãos como IBAMA, CETESB e afins. De resto, nem mesmo poderiam denominá-los proxenetas (corram aos dicionários, aspirantes a rufiões!).



Sei lá, é uma idéia.


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transubstanciado por gravata às 03.03.04 | Alguém?



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