GRANDES MOMENTOS DA FESTANÇA DA EMPRESA
18/01/2004
GRANDES MOMENTOS DA FESTANÇA DA EMPRESA
Neste sábado, houve uma “Festa de Confraternização” promovida pela empresa em que trabalho. Foi uma verdadeira festança, realizada num clube de São Paulo, com quase quatro mil convidados (apenas pouco mais de dois mil foram, mas já era o suficiente).
Por incrível que pareça, e quem trabalha lá vai achar mesmo incrível, não economizaram. Cerveja à vontade, refrigerante à vontade, salgadinhos circulando o tempo todo, e no final tinha até um café, com direito a docinhos.
Mas vamos ao que interessa, os tais grandes momentos, que obviamente não foram poucos. Vejam só:
Vestimentas Variadas
Algumas garotas usavam vestidos longos, desses que se usam em formaturas e bailes de debutantes. Outras, mais arrojadas, trajavam calças jeans e blusinhas. Tinha de tudo. A variação de indumentárias era puro reflexo da variação de pessoas. Estavam lá desde o presidente da empresa até os contínuos do prédio. Enfim, uma coisa pra lá de heterogênea.
Passos de Dança
É comum fazer aqueles passinhos de dança, para tirar um sarro. Dureza é quando tem uma turma fazendo isso MAS ACHANDO LEGAL. Você espera alguém parar para dar risada. Mas não. A balada é aquela mesmo. Todos dançando igual. Pra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Você procura o professor de aeroaxé, e nada. Aquilo É MESMO A BALADA. Dureza, meus amigos. Damos boas gargalhadas no começo, depois dá raiva, aí no final fica triste mesmo.
Meninos Pulando
Sabe aquela propaganda dos homens pulando, falando que suor de homem só atrai mais homem? Exatamente aquilo. Os caras começam a pular, todos de olhos arregalados, em catarse coletiva. Pulam, bem agarrados, de um lado para o outro, gritando. Aquela suadeira, cabelo despenteado, roupas esgarçadas. Conseguem superar os carinhas dos “passinhos combinados”.
Tranqueiras Serelepes
Aquele monte de bagulho que se vê no dia-a-dia, resolve se tornar traquinas em dia de festança. Olhares lascivinhos, reboladas sarajanísticas, todo aquele conjunto semiótico que significa “hoje-eu-quero-levar-chinelada”. Era divertido ver os camaradas fugindo dos dragões. Na verdade, eles bem que gostariam de rebocar o canhão, mas não fazem isso na frente dos outros. Aí fica aquele gato-e-rato (ou melhor: dragão-e-rato).
Todos Alegrinhos
Não falo aqui somente da bebida. A alegria é no sentido da bobeira. Parece que antes de chegar na festa todos tomam “bobol” em dose cavalar. As piadinhas, que são irritantes nos bebedouros e corredores, tornam-se INTOLERÁVEIS nessas festinhas. Além de intoleráveis, são em quantidades maiores. Dureza, meus caros.
Ataque aos Docinhos
Em dado momento, serviram os quitutes do café. A banda ainda tocava, mas estava lá o cafezinho, para os que estavam saindo. Doces, chá, leite, café etc. Começou o zum-zum-zum, e aos poucos os calanguinhos começaram a atacar, em massa, todos aqueles acepipes. Parecia aquela propaganda da liquidação do DIC. Vexatório.
Embrulhando Doces e Salgados
Não bastasse o ataque dos Visigodos aos docinhos do café, a horda bárbara saiu, civilizadamente, com pratinhos de doces e salgados. Sabe como é, meu filhinho adora essas coisas... Sei, sei. Dá um pouco de raiva, quando se trata de gente simplesmente sem educação. Mas até respeito, no caso daquelas pessoas que obviamente não têm condições de participar desse tipo de convescote.
Briga
Sim, teve treta. Começou um rapapé de voar cadeira. Coisa bem feia. Engraçado que culparam a filial do Rio de Janeiro. Puro preconceito. Quem provocou o cais-cais-cais foram uns carinhas de Santos. A briga, claro, foi por causa de mulher. O engraçado é que foi por causa de uma mina bem feia. Na boa, a garota não merecia nem um peteleco, tanto menos aquele sururu todo.
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