NO AR (E NAS LIVRARIAS) PRK-30!!!

11/12/2003

NO AR (E NAS LIVRARIAS) PRK-30!!!

Meu avô falava sempre desse programa.


A idéia que se faz do humor radiofônico bem sucedido, algo além das imitações babacas e trotes sem criatividade, nasce (e morre?) com os Sobrinhos do Athaíde.


Antes (beeem antes) deles, porém, havia a dupla formada por Lauro Borges e Castro Barbosa, cujo programa, denominado PRK-30, permaneceu no ar "somente" por VINTE ANOS (1944-1964).


O livro que tenho agora em mãos foi escrito por Paulo Perdigão (Editora Casa da Palavra), e ao que parece é uma tese acadêmica. De todo modo, é um resgate mais do que importante.


Quem gosta de humor, e principalmente quem pretende fazer humor, PRECISA conhecer essa história. Afinal, falamos aqui dos MAIS IMPORTANTES humoristas do rádio até os dias de hoje.


Esse livro ainda por cima vem com DOIS CDs contendo gravações originais remasterizadas. Jóia rara, meus amigos!!! O primeiro CD tem 18 esquetes e vinhetas; o segundo tem 20.


Já sei, já sei! Querem pérolas do programa... Então lá vai:


"Megatério Nababo d'Alicerce, português que se orgulha de falar inglês em vários idiomas"


"Uma rádio 48% honesta..."


"A estação que venceu, viu e chegou..."


"Excelentíssimos senhores ouvintes do Estado do Rio, do Estao de São Paulo, do Estado de Mato Grosso, dos Estados Unidos e dos demais estados interessantes, boa tarde."


"nossa desconcertante orquestra de concertos...contraproducente orquestra composta por 65 professores de Matemática, Geometria, História, etc"
(eles tinham umas vinhetas desafinadas de propósito)


Há uma série de outras citações no livro, inclusive transcrições de quadros inteiros.


Esse tipo de humor, similar ao feito por Max Nunes, que para alguns pode parecer excessivamente ingênuo, é o alicerce de todos os demais humoristas. Mesmo sem saber, praticamente todos são influenciados pelo PRK-30. Guardadas as imensas proporções, é o que acontece com os roqueiros em relação aos Beatles.


E se algumas piadas parecem "manjadas", cuidado com a crítica, pois foram eles próprios que as criaram (e, claro, outros as repetiram por muito tempo, tornando-as manjadas).




Esta é a capa do livro; se o virem, comprem. Não pensem, apenas comprem. Usem o consumismo para o bem.


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transubstanciado por gravata às 11.12.03 | Alguém?



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