CASSETA E PLANETA - O FILME
24/11/2003
CASSETA E PLANETA - O FILME
Muito bom o filme! Gostei bastante! Fui preparado para o pior. Os críticos desceram a marreta. Mas gostei. Algumas piadas são, sim, bem óbvias. Outras são geniais. Essa é a essência do grupo, e esperar o contrário seria uma imbecilidade.
Tal "abrangência humorística" tem explicações óbvias demais para se gerar um debate. Trata-se de um grupo formado no "submundo do humor universitário", mas que aos poucos foi ganhando espaço, até se tornar quem eles são.
E até hoje são engraçados. Tanto para aquele que espera uma piadinha homofóbica de gosto duvidoso, quanto para quem espera uma tirada com triplos sentidos e citações para quem tem o raciocínio rápido. Há de tudo no filme.
A história é bem engraçada. Muito engraçada, mesmo. Poderia ser melhor? Sem dúvida. Mas somos suspeitos para falar, porque os brasileiros, além de técnicos de futebol, são também todos humoristas.
Natural que os "críticos" venham falar mal. Eles morrem de raiva do "cinema entretenimento". Querem que o "filme-chato-com-cenas-longas-de-plantações" vença a guerra. Mas não é uma guerra. O povo vai ao cinema ver o que lhe agrada. E essas baboseiras não agradam ninguém; só servem para enriquecer cineasta (*) e dar emprego para crítico que não sabe fazer outra coisa na vida, além de ver filme.
Aliás, crítico é a pior profissão do mundo. A mais deplorável. É algo para se fazer de vez em quando, acompanhando uma outra atividade produtiva. Já pensou viver de crítica? Uma vergonha existencial.
- O que você faz da vida?
- Sou crítico!
- Hum... Personalidade forte... Legal... Mas o que faz, assim... Trabalha em quê?
- Sou crítico!
- Crítico como?
- Crítico, ué... Eu vejo, analiso, e falo o que eu acho. Digo se é bom ou ruim...
- E só?
- Como assim? Acha que foi fácil adquirir meu conhecimento?
- Não é isso... Nada contra você ser um "nerd" frustrado. O problema é você não fazer mais nada da sua vida sem graça...
- ...
Mas, enfim... Palmas também para o cartaz, que lembra os antigos dos Trapalhões. Muito bom. E mais uma coisa: Hélio de La Peña é disparadamente o melhor ator.
(*) - eles enriquecem não porque o filme é visto... na verdade, isso pouco importa... ficam ricos com a dinheirama dos "investimentos", todos realizados por renúncia fiscal... resumindo: nós que pagamos a conta...
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transubstanciado por gravata às 24.11.03 | Alguém?
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