COMO EU FARIA O “MATRIX REVOLUTIONS”

18/11/2003

COMO EU FARIA O “MATRIX REVOLUTIONS”

A única coisa que talvez supere a minha vaidade é a pretensão. Nesse sentido, nada mais justo que tenha minhas próprias idéias para o roteiro de Matrix. Em suma, algumas idéias de como "Matrix Revolutions" seria desenvolvido por mim.


Vejam só:


O Surgimento das Máquinas
As máquinas "inteligentes" foram desenvolvidas para trabalhar para os homens (até aí, bate com o roteiro de Animatrix, e com o enredo de filmes que vão de Robocop a Planeta dos Macacos - bastando trocar máquinas por símios).


Esses trabalhos, que inicialmente eram braçais e acessórios, foram se tornando mais complexos e decisivos. Antes, empilhavam caixas; depois, passaram a controlar a produção de indústrias inteiras.


Aos poucos, o que era classe ociosa tornou-se espécie sem trabalhos. A população humana foi naturalmente diminuindo. Após algumas centenas de anos, as máquinas se desenvolveram a tal ponto que passaram a realizar todas as atividades, até mesmo auxiliando na programação de outras máquinas, por meio do projeto "Inteligência Artificial" (fazem menção a isso no Matrix I, mas como se fosse uma descoberta de 1999).


A "Inteligência Artificial" foi desenvolvida sob o mais rígido dos comandos: preservar a espécie humana (dose de Blade Runner aí). Mas, com a capacidade de formular não somente entendimentos independentes, mas de decidir e de ter meios para executar o que decidiu, ela controlou máquinas e aos poucos foi tomando todos os sistemas, sem que os programadores notassem (dose de 2001).


Nunca houve exatamente uma guerra. As máquinas simplesmente dominaram toda a elite do planeta. Em questão de instantes, todos foram colocados em animação suspensa. As metrópoles, sem exceção, passaram a ser dominadas pelas máquinas.


A Criação da Matrix

Qual o interesse em controlar o mundo? Simples: preservar a espécie humana. As máquinas concluem, após cálculos e mais cálculos, que o homem vai se destruir em questão de séculos, e a única forma de preservar a espécie humana consiste na retirada do ser humano dos poderes de controle material.


Baseadas nos relatórios das outras máquinas (afinal, já foram policiais, trabalharam na assistência médica, e em todos os serviços de manutenção urbana), chegaram à conclusão de que a destruição coletiva é uma constante na vida do homem em sociedade.


Em seu raciocínio lógico, as máquinas compreenderam que os impulsos cerebrais substituiriam a contento a vida material, e que com isso finalmente conseguiriam preservar a vida humana.


A "Matrix Individual"
Passa-se a idéia de que Matrix seja uma espécie de Sistema Operacional, no qual os habitantes da Terra interagem como se fossem programas, os agentes "vigiam" como se fossem "antivírus" e os agentes "libertos" atuam como vírus, programas autônomos.


Mas não seria nada disso.


Os humanos vivem cada um em sua "Matrix Individual", preservando condições razoáveis de sucesso e fracasso, permitindo sua existência, garantindo sua reprodução e, com isso, mantendo a espécie.


Na verdade, nenhum humano serve de "bateria" para uma grande máquina. Bem ao contrário: as máquinas buscam formas alternativas de energia para manter vivos os humanos.


O "Mundo Real"

Na verdade, aquilo que se considera "mundo real" seria outra simulação (já vi essa idéia em algum desses sites de fãs, mas sem explicação). Daí explica-se os "poderes" de Neo. O "mundo real", na verdade, é uma "Matrix Coletiva", a primeira realizada, e que permite aos que nela vivem "entrar" no programa de simulação Matrix, que na verdade é apenas um programa de simulação.


Com isso, em vez de se preocupar em sair da Matrix em que vivem, tentam retirar "rebeldes" da suposta Matrix, e isso se reitera por ciclos e ciclos e ciclos (são sempre os mesmos "libertos", é sempre o mesmo "messias" etc etc). Mais ou menos como foi dito ao Neo pelo Arquiteto.


Arquiteto x Oráculo
As máquinas sabem que os humanos somente raciocinam sob a dualidade. Sem o "bem" e o "mal", as coisas tendem a não funcionar. Uma das "desgraças" da humanidade foi que, com os séculos avançados, já não se via religiões. Todos os salvadores, profetas e messias foram desacreditados vexatoriamente mediante descobertas científicas.


Isso levou a humanidade a "perder o rumo" e passar a viver o aqui-e-agora (daí a iminente destruição planetária, ou no mínimo a falta de reprodução diante das mortes precoces e outros que tais).


Quando criaram a simulação coletiva, a primeira delas, também fizeram por inserir dois programas que são as próprias consciências principais das máquinas, supostamente divididas em duas personalidades.


Tudo que uma aconselha, a outra desaconselha.


Neo x Smith

Smith é a consciência das máquinas, como Oráculo e o Arquiteto, mas servindo exclusivamente para colocar fim em mais um ciclo. Seria ele o encarregado de dar o "Reload" no programa.


Embora Neo seja o bam-bam-bam, a Matrix continua sendo um sistema operacional CRIADO PELA MÁQUINA, e ela vai sempre ter o domínio. Neo sabe quebrar as regras? Que fofo! A máquina recria uma regra ainda mais foda, até que Neo não consegue mais fazer nada e se entrega e morre.


O Encontro com a Máquina
Por fim, Neo se dá conta dessa realidade. Com todos os "poderes", as máquinas não sabem (nem nunca saberiam) lidar com a imprevisibilidade humana. Quando ela percebe que Neo se dá conta, a consciência das máquinas resolve "bater um papo" com ele (é nessa hora que o roteiro todo se apresenta para o espectador).


No final, Neo propõe que seja "devolvida a realidade" aos humanos, porque eles são, afinal de contas, os responsáveis pelo próprio destino. A consciência das máquinas, depois de um "discursão", acaba concordando, e promete tudo isso. Ato contínuo, Neo cai como se estivesse morto. O mundo se dissolve como se fosse um protetor-de-tela entrando em ação. E a Matrix recomeça. O Messias, como o bem e o mal, faz parte do ciclo. E esse papo, inclusive, faz parte do ciclo. Não há imprevisibilidade.


A última cena seria o mundo real, fora das simulações. Morpheus, Neo, Trinity, todos em câmaras como os outros que "dormem", em extensos galpões. Mas em seu redor perfeitas e intocadas florestas, muitos animais, muita vida.


Sol, florestas, riachos... Bichos pastando... De repente, bichos começam a correr. A velha cena do predador que persegue antílopes. O antílope cai. Não há leão, leopardo ou outro felino. Ele cai com uma flechada.



Esperava o quê? Piadinhas? Que nada! Quando sou pretensioso, sou DE VERDADE... E quem falar mal das idéias para o roteiro levará um peteleco e será xingado de cabeça de melão.


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transubstanciado por gravata às 18.11.03 | Alguém?


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