SUPERMAN III - O GRANDE INJUSTIÇADO

03/11/2003

SUPERMAN III - O GRANDE INJUSTIÇADO




Comprei, como os leitores sabem, o Box Superman. Os três primeiros filmes. Neste findi, revi o terceiro da série. Muito bom. Mas perecebi que cometem algumas injustiças com essa obra.


Os dois primeiros episódios são como que uma seqüência. Há partes de um que se concluem no outro. O primeiro é o grande filme, aquele que lançou uma nova modalidade de efeitos especiais, que lançou a série etc etc.


O segundo é a grande aventura. Historinha de amor, pancadaria, reviravolta, vilões humanos e extraterrestres. Até os EUA se viram ameaçados, mas foram salvos pelo Super. Aplausos.


Mas o que fazer no terceiro episódio? Lançado um tanto depois dos outros, trataram de inventar um gênero que quase sempre é lançado de forma involuntária: A COMÉDIA DE SUPER-HERÓI. Digo "involuntária", porque há várias comédias assim, mas os produtores, originalmente, pensaram em fazer um filme sério (p.ex.: filmes antigos do Hulk, o primeiro Punisher, Liga da Justiça América, Quarteto Fantástico etc...).


O argumento de "Superman III" é uma piada. Computadores antigos, fazendo coisas impossíveis até aos micros de hoje. Há buracos e mais buracos na história. Os poderes do Super oscilam (quando a cena não é emocionante, ele é poderosíssimo; na hora da treta séria, ele é quase um humano).


Mas os roteiristas, provavelmente putos da vida por ter que fazer o roteiro dessa possível bomba, resolveram radicalizar e encher de lances cômicos uma série que até então era séria e "respeitada" por fãs.


Bom, vamos lá. Seguem algumas das palhaçadas desse terceiro episódio:


Gus Gorman
Richard Pryor rouba a cena. Aliás, por onde anda esse negão? Seu estilo de humor faz com que se fundam características de Eddie Murphy com os trejeitos típicos do Jerry Lewis. Seria um misto do negrão malandro com o americano babaca. O caldo dá num sujeito, antes de tudo, muito engraçado. Nem um milímetro mais ou menos humano do que nós.


Várias Tretas na Cidade

Logo nos créditos, acontecem mil tretas. Passa uma loira boazuda, um sujeito olha e derruba uns pingüins do camelô, esses danados atraem o cachorro de um cego, o cego pega uma máquina de pintar rua e começa a fazer faixas heterodoxas, um outro cai num buraco, vixi... A coisa "acaba" quando um camaradinha leva tinta na cabeça e abre o guarda chuva. Nota que não está chovendo, guarda o dito cujo. Até que cai mais tinta ainda, e até a lata.


Desvio de "Centavos"
Gus Gorman descobriu um jeito de desviar, pelo computador, uma nota preta da empresa. O golpe perfeito. Todos os empregados, por questões de pura burocracia, recebem "meio centavo" no salário; uma fração que não conseguem sacar. Nosso amigão desvia TUDO para sua conta. O patrão é avisado do desvio e diz "pode ser que o ladrão seja um idiota". Ele vai à janela e nosso ex-pobre Gus aparece de FERRARI chegando na firma.


Bebedeira em Smallville

Gorman vai para Smallville entrar na Internet (chique, né?). De lá, acionaria um satélite. Tudo bem, tudo bem. Mas precisa desviar a atenção do vigia, que por sinal é o pai do filho da Lana Lang. Cena 1: ele mostra uma porrada de garrafas para o bebum. Corta. Cena 2: o bebum está falando merda, babando, e o Gus usa um CHAPÉU GIGANTE DE COWBOY.


Semáforos Brigando
Enquanto tenta acionar o satélite climático, Gorman faz várias cagadas. Primeiro afeta o sistema bancário (aparece um fulano recebendo grana pra caceta, bem mais do que tinha sacado). Depois, faz bosta no sistema viário (os semáforos BRIGAM DE PORRADA, como se fosse jogo do Atari).


Kriptonita com Alcatrão

Usando seu talento para a informática, o simpatia descobre a fórmula da Kriptonita. Ou quase. Falta uma substância, que o computador acusa como "Unknow". Preocupado em não decepcionar o chefe, olha para seu maço de cigarros e tem uma idéia: troca o "desconhecido" por "alcatrão". Pronto! Fez uma "Kriptonita COM ALCATRÃO"!!! Altos teores!!!


Super Malaco
A KriptoAlcatrão não mata o Superman. Mas o deixa malandrão. Até o uniforme vai ficando mais escuro. Ele cata a loirona, manda brasa, fica dando uma de malandrão. Só falta fumar. Até beber ele bebe. Depois, dá peteleco no amendoim e destrói o boteco.


Exibições de Poder

Nos dois primeiros episódios, há as famosas "exibições de poder", que na verdade não são "exibições", mas sim o Clark Kent usando os poderes de Superman para fazer alguma coisa que seria tecnicamente impossível. Em Superman III, ele DESTRÓI TODAS AS GARRAFAS DO BOLICHE, simplesmente assoprando, enquanto o filho da Lana Lang joga a bola, além de dar uma castimbada no pai do moleque, que cai num carrinho do hotel e vai parar no final do corredor, batendo no elevador que ESTAVA COM A PORTA ABERTA (e parado naquele andar, claro).


Curiosidades:
- Lana Lang, que é o amorzinho do Superman no terceiro episódio, já tinha aparecido no primeiro da série. Ela é a mocinha com quem ele conversa, mas acaba interrompido por um babaca (o mesmo com quem vai à forra no III).



- Mario Puzo, que é autor de obras como "O Poderoso Chefão", foi roteirista do primeiro episódio.


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transubstanciado por gravata às 03.11.03 | Alguém?



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