MENORES E MAIORES

24/10/2003

MENORES E MAIORES

Hoje tive a sorte (?) de ler o menor conto do mundo. Uma frase, com todo e nenhum sentido. Isso me remeteu a Dalton Trevisan, autor daqueles contos curtíssimos. Mas me remeteu também às possibilidades de sempre algo ser men or que o objeto anterior.


Não existe no universo nem o maior nem o menor tamanho possível. Não existe medida no universo que não possa ter uma outra maior, e o mesmo em relação às menores.


Mas como sou um zé mané, essa coisa de maior/menor me remeteu a uma piada espanhola. Ela só tem graça em espanhol, mas tenho certeza que meus leitores hermeneutas entenderão a contento.


Seguinte... Diz que três espanhóis disputavam para quem poria o nome mais curto no filho. Nasceu o do primeiro: "O". Isso mesmo. O filho se chamou "O". Uma letra. Já se declarava campeão, quando nasceu o filho do segundo.


"Casio" (quase "o"). Ou seja, era menos ainda do que "O". O segundo encomendou rojões e cervejas, mas infelizmente nasceu o filho do terceiro.


"Nicasio" (nem quase "o"). Foi esse o vencedor.


Juro que tem muita graça quando contada. Mas é exatamente a graça de não ter graça que nos leva a pensar sobre até onde é bacana essa coisa de "o menor conto do mundo".


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transubstanciado por gravata às 24.10.03 | Alguém?



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