GRANDES LEPRAS DA MÚSICA BRASILEIRA
17/06/2003
GRANDES LEPRAS DA MÚSICA BRASILEIRA

Falar mal dos outros é bem legal e fácil, não? Principalmente quando o alvo da maldade é algo que nos tira do sério brutalmente, e os defeitos são evidentes e irritantes.
Indo no embalo da semana passada,vamos aproveitar para descer a brasa em mais algumas bandas que temos por aí, lembrando que hoje só vou mandar lenha nas nacionais, pois aí sim o leque de opções se amplia absurdamente (levando-se em consideração o grande número de lepras musicais que incomodam e ocupam a nossa mídia).
O que dizer de bandas medonhas, que pagam para tocar em programicos(*) não menos podres para tentar vender CDs e fazer sucesso na marra? Isso vale principalmente para “Twister” e “LS Jack”.
Também gosto de dizer que não é só a porcaria da banda que ajuda a foder tudo; o idiota, que no dia seguinte ao programa vai a uma loja e compra o CD, talvez seja o maior contribuinte pra essa merda toda funcionar.
Depois de feito tudo isso, o ciclo está completo; ou seja , a banda lixo paga, toca e aparece, o trouxa compra o disco e a banda-lixo fica famosa. O mais importante para uma banda ser reconhecida musicalmente passa longe nesses casos: o talento! Esse, infelizmente, nunca existe nesses casos.
Ter pai dono de gravadora, ou apadrinhadores no meio musical, ou apenas grana pra ser notado pela mídia na marra, claro, ajuda pra caralho!! Esse é o caso de morféticos como “KLB” e, óbvio, “Sandy e Júnior”.
Ah, Esqueci! Para panaca ao extremo é preciso também usar roupas ridículas e fazer luzes no cabelo (isso serve principalmente para Mauricio Manieri e, novamente, para “Twister”).
Uma vez tive o azar de pegar uma entrevista do débil mental dessa “Panaca Manieri” na TV e ela tava inconformada que um cara desceu a lenha no disco dele sem ter ouvido antes!! Precisa????? Basta olhar a cara de otário e o título do disco, que deve ser “Meu Amor” ou algo bem corno, que já se chega à conclusão de que aquilo é contagioso, e deve ser triturado imediatamente!!!
Regravar hits americanos, cantando em português (e pagando pelos direitos, é claro), também resolve o problema!! (isso serve pra muitas músicas da “Sandy e Júnior”). O mais inacreditável é que na maioria das vezes a música que estoura por aqui é um baita sucesso nos EUA e pertence a um puta músico ou compositor consagrado, e a ignorância do brasileiro (principalmente do cabecinha) é tanta que o cretino nem desconfia que aquilo já é mais do que conhecido, e jamais foi composto por aquela banda, e que ele está ouvindo uma nova versão absurdamente piorada da original, e muitas vezes é até o próprio cover sem alteração nenhuma da versão original.
Ou seja, o cara assassina a música original e piora mais. Isso serve pra todas as bandas sertanejas modernas que usam pop music americano e põe aquela vozinha monstruosamente nojenta e irritante. Triste isso.
Outra coisa que me deixa absurdamente inconformado é a rapidez com que essas porras chamadas de “bandas” fazem sucesso!! Isso serve para todos aqueles Welbersons(*) que ficam conhecidos no Raul Gil, e demais programas vespertinos. O treco nem saiu nas lojas e os otários já estão na TV, já fazem 15500000 shows pelo Brasil e, o mais estúpido e arrumado de tudo, os Palermas GANHAM DISCO DE OURO!!!
Nem tá na loja, mas já tem “disco de ouro”!!!!! Que anedota!!! O pior é que fazem um puta papelão num programa tipo Gugu ou Faustão: entregam o disco, e todo mundo aplaude a nova fabricação lixo-musical, como se eles fossem os Beatles da atualidade.
Esses palermas citados acima, se não tivessem o apoio da grana, dos influentes no meio musical, dos jabás, e da burrice do público que compra qualquer porcaria da pior qualidade só porque apareceu domingo na TV (ou porque o vocalista parece um Bebê Johnson com cara de frango), jamais chegariam a lugar algum por talento ou competência próprios.
Diante de tanta merda amontoada, deve haver outras que não aparecem pra gente. Com alguma criatividade (não precisa ser nada muito fértil), você pode imaginar essas porcarias num estúdio, para gravar o disco!! Nossa!!! Só vendo ao vivo pra confirmar tamanha incompetência!!!
Se não existisse o nosso amigo “PRO TOOLS”, o amigo dos cabaços em estúdio, nunca essas merdas iriam aparecer, pois não conseguiriam gravar nada. Isso é óbvio! O apelido para essas bandas deveria ser “INIMIGOS DO RITMO”!!! Isso serve para Patu Fu!!!
Tem também a categoria lepra brega, que aí pelo menos é engraçado e podemos cascar o bico com o tamanho mau gosto que predomina no palco. Isso serve para “Roupa Nova”, “Placa Luminosa” e a mais brega da história: “Yahoo”.
E, por fim, tem a turminha que não merece muitos comentários, como “Pedro Luis e a Parede”... O que seria essa merda???? “Otto”? Lixo Puro!!! “Jota Quest”? Podre!!! E a família também, pois “Wilson Sideral” é digno de marteladas no pé!
Algumas bandas de nome também merecem seus croques, como “Paralepras do Sucesso”, “Engenheiros da Lepra” a ex- “Lepra Urbana” e assim vai .
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(*) Glossário Ostrogodo
Programico – Essa eu tenho certeza que saiu sem querer. Vejam que neologismo bacana: programa + mico. Legal, né? Realmente, tocar no Gugu é um mico desgraçado. Pois é, mas a expressão saiu sem querer. O Denera, assim como eu e boa parte de quem foi criado neste prédio dos diabos, em vez de usar o sufixo “inho” usa o “ico” para o diminutivo. Carro é “carrico”, pneu é “pneuzico”, chute fraco é “chutico” e por aí vai...
Welberson: Sim, leitor atento, o termo deriva do famoso leitor da revista MAD. O Shamu (veja que apelidinho lindo) resolveu chamar de Welberson um suposto “garoto prodígio” que morava aqui no prédio. Esse CDF, que tinha terminado o colegial (Mendell Zé-Ruela) aos 16 anos, estudava feito um ensandecido para passar no vestiba. Resultado: pegou uma faculdade bem tosca, e hoje trabalha com o papi. Mas continua Welberson. Ah! Também chamávamos de Wilber (beeeeeeeem antes dos Sobrinhos do Athaíde) e de Welber.
Mande um e-mail para o Ostrogodo!!!
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transubstanciado por gravata às 17.06.03 | Alguém?
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