01/09/2010

EU ODEIO O CORINTHIANS, MAS... PARABÉNS, CORINTHIANS!

Sim, odeio. Tenho raiva, torço contra, tiro sarro e, é óbvio, quero mais é que se exploda (o verbo seria outro, vocês sabem). Mas o que é a rivalidade senão essa coisa ambígua que deixa transparecer vez por outra uma admiração relativamente infantil? Não se trata da inimizade oriunda do desprezo, mas de um sentimento próprio, único, havido única e tão-somente nas arquibancadas.

Seria muito ridículo não reconhecer os méritos do Corinthians, fingir que não se trata do clube com a torcida mais inacreditavelmente absurda, fiel e "louca". Além de ser, sem dúvida alguma, a maior do Brasil - um número honesto quando consideramos o fato de que seus torcedores não foram beneficiados pelo alcance de rádios e TVs Nordeste adentro, e sim pela paixão por uma equipe que muitas vezes ficava anos e anos SEM ganhar e ainda assim CRESCIA no número de "fiéis" (!!!).

Nós rivais, e somente nós, sabemos o que é essa sarna. E uma sarninha que hoje comemora cem longos anos de existência, de uma história feita dos mais variados episódios, mas boa parte deles interessantíssimos, a começar, por óbvio, de seu nascimento. Também lembro com admiração e relativa inveja a época da "democracia corintiana", foi na minha infância e acho que qualquer moleque gostaria daquilo no seu time - não tenho problema em confessar esse tipo de coisa, como também confesso tranquilamente minha inveja do Flamengo que conquistou a Copa União e, assim, venceu legitimamente um Campeonato Brasileiro que eu gostaria muito de ostentar.

Acho que paro por aqui, porque se não, provavelmente, começarei a fazer piadas e a idéia é dar os parabéns, mesmo. Não se faz cem anos toda hora, não é mesmo? E, claro, parabéns também ao Norusca (Noroeste de Bauru), também centenário e já dono de um estádio - o Corinthians terá o seu, providenciado num esquema com CBF e entidades ilibadíssimas.

Tá, parei. Parabéns e pronto. Voltemos à programação normal que isso aqui já ficou piegas demais.


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26/08/2010

#GRAVZFACTS: SOU TÃO CHATO QUE...

A revista Superinteressante listou 180 perfis relevantes do tuíter, em comemoração à marca de 180 mil seguidores atingidos pela própria publicação. O rol é dividido em subgrupos e muita gente reclamou: uns porque não viram seus favoritos, outros porque não apareceram e, claro, alguns até mesmo porque lá estavam.

No meu caso, até poderia chiar, pois apareço como "quem paga de chato". Mentira, não é meu caso: EU SOU CHATO. Tanto que aqui estou reclamando porque erraram. Não pago, ora. Eu SOU mesmo uma maleta. Meu amigo Edney também está nessa categoria, mas rapidamente explicou os motivos:

"O @gravz é tão chato que só de hospedar os blogs dele eu ganhei o título de chato tb! :)"

"Aliás o @cardoso só entrou numa lista de chatos do twitter q uma revista fez pq deu RT no @gravz #gravzfacts"

Nasciam assim os #gravzfacts, e passamos um tempão ontem à noite brincando disso. Publico a seguir uma pequena coletânea.

Afinal, SOU TÃO CHATO QUE...

...um filme paquistanês já dormiu me vendo;

...empato com Legendários no IBOPE;

...o Galvão Bueno já me mandou calar a boca

... o Suplicy já pediu pra eu ir direto ao ponto e parar de enrolar

...até mesmo na União Soviética você me acha mala. Nem a reversal russa escapa da chatice

...um cineasta iraniano não consegue acompanhar cinco minutos do meu dia

...chego ao ponto de ter conta no tuíter e... SOU O MAIS CHATO ENTRE ELES!

...uma vez liguei pro CVV e A ATENDENTE SE MATOU!

...quando apareço na rodinha dos médicos todos começam a falar de eutanásia

...pedi uma chance ao Chuck Norris antes dele me bater. Eu me expliquei e ele dormiu

...uso compasso e transferidor para cortar igualmente a pizza aqui em casa

...já deixei o @inagaki nervoso

...atendente de telemarketing tira no palitinho e QUEM PERDER liga pra mim

Obviamente, os GALEROSOS também colaboraram, como vocês podem ver (não pus link porque dá uma preguiça desgraçada):

@vinnysacramento
O @gravz é tão chato que o Muricy Ramalho desistiu de discutir com ele.

@tatato
O @gravz é tão chato que o Fidel Castro dormindo fazendo um discurso pra ele.

@valleyasskicker
O @gravz é tão chato que as crianças cabulam ele indo pra escola.

@afagundes
O @gravz é tão chato que foi recusado no clube dos virginianos com TOC.

@Paulo_Flores
O @gravz é tão chato que quando ele fica ON no MSN aparece uma janela "Gravz acabou de entrar. Você deseja ficar invisível?"

@gusfune
O @gravz é tão chato que ele se intitula blogueiro só pra lembrar que tem gente mais chata por aí. #gravzfacts about 14 hours ago via Twitter for iPhone

@FilhoDoOCriador
Se você pesquisar @Gravz no Google aparece: Você quis dizer: Chato.

@novasvisoes
@gravz é tão chato, que será compositor do próximo disco do KennyG

@catupiry
O @gravz é tão chato que os Testemunhas de Jeová o chamam de mestre

@martorelli
O @gravz é tão chato que os carneirinhos contam gravzes pra pegar no sono

@lolhehehe
o @gravz é tão chato que quando a parede faz bagunça ela tem que ficar de frente pra ele

@bobagento
O @gravz é tão chato que a brincadeira preferida dele quando criança era ficar de pé no canto, olhando pra parede.

@anebason
O @gravz é tão chato que eu já dei um beijo na boca dele. Só pra fazer ele se calar ;)

Se alguém tiver mais idéias para os #gravzfacts, é só mandar brasa. Evamoquevamo!


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transubstanciado por gravata às 26.08.10 | 9 comentários

23/08/2010

CURTIA GAMES NA INFÂNCIA? ENTÃO VOCÊ...

...curvava todo o corpo nos jogos de corrida, quando o carrinho fazia a curva.

...narrava as partidas de futebol nos jogos respectivos, com direito às expressões do mestre SÍLVIO LUIZ e tudo mais.

...já quis tirar foto (e nem havia máquina digital!) de algum recorde em qualquer jogo - e, se bobear, REALMENTE tirou essa foto pra mostrar pra turma, PROVANDO sua superioridade.

...sentou na graxa naquela última e fatídica tela de Alex Kid in Miracle World, por causa da MALDITA SENHA (sim, não havia Internet, o conhecimento era transmitido de-camarada-para-camarada e, enfim, não dava para deixar a TV pausada por meses).

...quebrou uns 5 controles jogando Decathlon no Atari (e/ou tinha alguma técnica para o jogo nos fliperamas como, por exemplo, usar palito de sorvete).

...tinha raiva daquele amigo que era bom em algum jogo chato e, por isso, demorava horas enquanto você perdia rapidinho (nos esquemas de jogar em casa de camarada era assim, cada hora era um jogo...).

...pelo menos em algum momento, já achou que a máquina estava "roubando" (o normal é achar isso em VÁRIOS momentos).

...ouviu pelo menos umas 10 histórias diferentes sobre O FINAL DE RIVER RAID (uma variante gamística sobre o final de A CAVERNA DO DRAGÃO).

...sabe que X-MAN pode significar algo diferente de fazer parte da equipe do Wolverine.

...falava TIGER ROBOCOP no Street Fighter II.

Mandei 10 na pressa. Agora, é com vocês. Vamoquevamo! E eu sei que muitos ainda fazem coisas assim até hoje :D


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transubstanciado por gravata às 23.08.10 | 13 comentários

23/08/2010

A TWITTERIZAÇÃO DO ORKUT

Tenho perfil no Tuíter e no Orkut, mas não sigo exatamente os protocolos estabelecidos para essas redes sociais. No primeiro, por exemplo, meu negócio é fazer bagunça e, no segundo, participo ativamente de apenas uma comunidade - por causa dos seriados (em tempo: também tenho conta no Facebook, usada exclusivamente para jogar Mafia Wars e afins).

Há algum tempo, porém, percebi muito receio por parte dos tuiteiros quanto à ameaça das pessoas que poderiam migrar do Orkut para a então nova rede social. Chamavam o possível e provável fenômeno de "orkutização do tuíter". Trocando em miúdos, haveria uma queda na qualidade das discussões e, pulando eufemismos, também um tombo no poder aquisitivo.

Mas, se é para prosseguir jogando limpo, o Tuíter nunca foi exatamente uma Ágora dos debates mais profundos, nem uma bolsa destinada a negócios milionários. Ainda assim, fazia bem aos mais antigos cultivar esse "localismo" diante da hipótese dos "orkutianos". Babaquice extremada, eu sei.

Como quando um sujeito burro e pobre, daqueles que confundem "por que" e "porquê" e não têm um gato para puxar pelo rabo, diz: "maldita inclusão digital" (notem: ninguém realmente rico e inteligente diz isso).

Vida que segue. E seguiu.

Apesar de ser um sujeito atualmente inativo nas bandas orkutísticas, já participei de forma mais assídua daquela coisa (entre 2004 e 2005, p.ex.) e, confesso, nunca vi o que hoje se vislumbra pelo Twitter. Sorteios DISPUTADOS de comida servem como exemplo e, sim, há pessoas brigando por gêneros alimentícios, coisa nunca havida no Orkut.

Peças básicas de roupa - como camisetas - também são objeto de peleja entre partícipes do Twitter, a rede social das discussões de alto nível e integrantes socialmente mais bem posicionados. Durante meu pouco tempo de Orkut, entretanto, nunca vi nada parecido com "pedido de RT em scrap para ganhar peça de roupa".

Desta feita, é provável que os orkuteiros já estejam com medo do pessoal do tuíter, talvez até mesmo criando expressão "twitterização do Orkut". Já imaginaram aquilo ali repleto de brigas por comida, inimizades em busca de vencer concursos e o equivalente ao unfollow em caso de não adesão ou maldizer alguma campanha?

E cumpre destacar as promoções para ganhar vestimentas básicas, lembrando que, em época de eleição, candidatos distribuem isso tudo às centenas.

No fim, talvez seja esse o curso natural das coisas e, mais dia menos dia, um "RT em scrap" poderá garantir uma camiseta, um par de ingressos ou ticket para o almoço (mais suco). Quem viver verá a twitterização do Orkut.


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transubstanciado por gravata às 23.08.10 | 12 comentários

21/08/2010

DOUTORES E DOUTORES

Uma das coisas mais cafonas de ser advogado - e coisas cafonas não faltam na carreira jurídica - é essa coisa de chamar de doutor. Não gosto, acho chato, é risível. Mas não tem jeito: mesmo durante a faculdade há quem se trate dessa forma, uns a sério e outros por pirraça.

Daí, como sempre, surgem os soldados do Batalhão da Obviedade, sacando da manga aquela observação manjadíssima segundo a qual "doutor são os detentores de doutorado". Não, não são. Por mais que seja ridículo (e é) chamar advogado e médico dessa forma, o valor semântico originário remete à sabedoria e, no plano acadêmico, à capacidade de passar um ensinamento.

A palavra "doutor" deriva de "douto" e, nesse sentido de ensinar, é datada do séc. XIV. Nessa época, como se pode presumir, não havia a graduação acadêmica, mas já se tinha noção do significado de "sabedoria" e "ensinamento" - nesse caso, algo próximo de um preceptor, talvez, como Aristóteles ou Gamaliel, para ficar em dois exemplos históricos tradicionais (que não tinham 'doutorado' e eram pra lá de 'doutos').

Essa bobagem de chamar qualquer advogado e médico de doutor, aqui no Brasil, vem do fato de que as faculdades de direito e medicina foram as primeiras do país. Os jovens 'doutos' d'antanho eram assim chamados e, bom, o resto é história. Qualquer Zé Ruela vira doutor com um desses dois canudos nas mãos.

E somos mesmo um país mocorongo na adoção desses tratamentos, como deixa claro a palavra "senhor", usada no lugar de "você". A palavra usada como mais 'educada' é, na verdade, uma forma de tratar a pessoa em função de suas posses. "Senhor" é dono, proprietário. "Você", ao contrário, deriva de "Vossa Mercê" (vossemecê, vosmecê etc.), que seria a pessoa pelo que ela é.

Para completar o caldeirão imbecil, além de consagrarmos o sinal de respeito pelo "proprietário" em vez da pessoa por sua própria integridade, ainda por cima inventamos de trocar a segunda pela terceira conjugação verbal no uso do "você". Lambança máxima e quase inexplicável.

Por fim, nos dias de hoje é moleza ser doutor (direito/medicina) ou doutor (graduação acadêmica). Há faculdades em todas as esquinas, dessas que dando duas voltas no quarteirão já se passa no vestibular e, também, mestrados e doutorados a rodo. Se antes era ridículo brigar por isso, agora o motivo já se tornou folclórico.

Virou tema para blog, mesmo.


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transubstanciado por gravata às 21.08.10 | 8 comentários

16/08/2010

ELEIÇÕES: FAMOSOS, INFAMES E VOTO DE OPINIÃO

Hoje chegou email com o registro da candidatura de Tiririca, mas não precisaria da mensagem porque há tempos alguns de seus bordões circulam pela web. Não sou entusiasta desse tipo de candidatura, embalada na fama e que confunde platéia e eleitorado. Mas cabe uma reflexão não exatamente complexa: e quem mete o pau nessa turma para, em seguida, votar no Maluf ou num corrupto notório?

Sim, eu sei, não há apenas essas duas opções. Os partidos tomam cuidado nas candidaturas para o Poder Executivo, deixando a "festança" para os cargos legislativos. Ainda assim, até mesmo diante da fartura de candidatos, é possível escolher com cautela e sem essa de "cruz ou caldeirinha". O que não pode, evidentemente, é condenar um palhaço declarado para colocar no Congresso um safardana velho de guerra.

Apóio parte da gritaria contra a profusão de "famosos", mas não consigo entender a tolerância, nesse silêncio complacente, diante das vitórias sucessivas dos "infames". Concordo que o eleitorado não deva ser tratado como fã-clube, mas também não deve ser feito de curral eterno. E há, sim, opção a isso. Sempre houve, na verdade, e é tal Voto de Opinião, desmoralizado há um tempo diante de tantos escândalos, mas que não pode ser abandonado, sob pena de, assim, entregarmos os pontos aos que pretendem vencer essa parada - e os derrotados aí seremos todos nós.

Uma das bases do negócio é a informação equivocada. Candidatos ao Legislativo, por óbvio, vão legislar, além e fiscalizar o Executivo. Não vão, por exemplo, estabelecer políticas públicas, de modo que são imbecis as promessas em favor de "saúde, saneamento básico, moradia" e quejandos. Isso compete à Administração Pública que tem em mãos orçamento para investir em tais áreas.

No mesmo sentido, os candidatos ao Executivo até dão suas opiniões sobre questões estritamente legislativas como legalização do aborto, casamento gay e que tais, e isso é interessante do ponto de vista ideológico, mas são matérias para o Congresso - e nos interessa saber o que pensam os candidatos aos governos ou Presidência apenas para, no máximo, ter idéia de como orientariam suas bancadas.

Mas vocês sabem o que pensam ou pretendem seus candidatos ao legislativo sobre isso tudo? Que tipo de LEI vocês gostariam de ver aprovada? Quais legislações vocês gostariam de ver modificadas? A única forma de resolver isso é escolhendo um candidato cujas idéias sejam parecidas com as suas - e fiscalizando sua atuação depois de eleito.

Claro que, sozinho, ele não fará coisa alguma, mas seu voto assim não seria desperdiçado. E, sim, também sei que a grande maioria do eleitorado acaba votando sem qualquer noção de poderes, funções, atribuições, direitos ou deveres.

É imperdoável, porém, que os mais informados e mais bem formados não tenham esse tipo de cuidado antes de escolher em quem depositar seu voto. Depois não adianta correr abaixo-assinado ou tentar emplacar alguma hashtag rebelde.


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transubstanciado por gravata às 16.08.10 | 3 comentários

11/08/2010

LIMITES PARA A TROLLAGEM?

O termo "troll" muitas vezes é um coringa para escapar de maiores embaraços ou mesmo para fugir da realidade (como falei aqui), mas não é totalmente inadequado em qualquer ocasião. Qualquer um pode muito bem dar uma 'trollada', que é o nome dado genericamente às brincadeiras e gozações feitas via web. Não sei quem inventou isso, mas é assim que chamam o negócio. E o nome pegou.

É preciso haver limite nisso? Creio que sim. E dificilmente alguém discordaria, porque tudo na vida, num mundo civilizado, é norteado por alguns limites razoáveis. O problema está em estabelecê-los, principalmente nas ocasiões em que a grita sobre eventual ruptura parte de quem já os rompeu há tempos.

E isso é fácil demonstrar, mas convém narrar os fatos para ilustrar de forma mais razoável.

No dia da tal #trollagemdobem (que obviamente NÃO foi uma trollagem, embora meia dúzia de pangarés resolvessem fazer análise semântica), uma boa turma xingou pesadamente a noiva do Izzynobre. Antes disso, o vídeo do casamento do Marcel (bqeg) foi objeto de escárnio. Ontem, foi a vez da minha mãe. A falecida mãe do Morroida também já entrou na dança dos xingamentos (1º lingerieday).

Não pára por aí.

Um problogger tem como emprego e empresa seu próprio blog e, diuturnamente, esse mesmo blog pode ser detonado no tuíter sem que haja qualquer reclamação de que estejam "apelando". O Felipe Neto - posso citar seu nome tranquilamente, pois é meu amigo - tem como principal fonte de renda seu 'vlog' e, da mesma maneira, pode ter seu ganha-pão massacrado pela turminha, sem que digam ser 'apelativo' tal ataque.

É do jogo? Ok, ora, é do jogo! Então vamoquevamo, pô!

Ontem, falei da possibilidade de 'trollar' qualquer campanha promovida pela agência na qual trabalha um dos que estavam atacando e, curiosamente, fui rechaçado porque, nesse caso, seria "apelar". Na hora até fiquei mesmo meio preocupado, mas depois pensei melhor. Como assim "apelar"?

Vale xingar família, noiva, mãe, casamento e o cacete a quatro. Quando não se respeita a atividade realizada por um adversário, vale detonar o emprego do caboclo - sob o risco óbvio de lhe provocar prejuízos. Mas NÃO PODE bagunçar o coreto de uma campanha online, dessas evidentemente públicas? Qual é a desculpa? O cara é "amigo"?

Já pensaram se o Felipe Neto, com seus quase 500 mil seguidores, resolve colocar um "CALA BOCA XXXX" (marca cliente) a cada nova campanha online dos social-media que ficam detonando o cara? Ou se os blogueiros sempre zoados começam a fazer o mesmo? Sim, JÁ pensaram. E foi ontem. Daí, acharam ruim e disseram que isso seria "apelar". Até então, valia tudo.

Para todos os efeitos, deixo a reflexão a vocês e, agora, conto uma história um pouco mais complicada.

Trollagem x Crime
Marcel, do Byte Que eu Gosto, fez uma consulta jurídica comigo, há uma semana e também ontem, sobre comentários recebidos em seu blog. Na primeira, era um IP identificando-se como alguém da Rede Globo e, ontem, revelou que o mesmo IP se identificava como de um Delegado de Polícia.

É crime.

No caso da Rede Globo, a parte criminal é de fato menor e mais complexa, pois poderiam alegar apenas uma brincadeira, embora ele teria todos os subsídios para um processo civil, já que havia inequívoca tentativa de ludibriá-lo. Mas, ao passar-se por Delegado de Polícia, o comentarista realmente passou de todos os limites, pois não apenas tentou novamente aplicar tal golpe, como incorreu agora nos crimes correlatos.

O caso, por óbvio, será levado adiante e até agora sabemos apenas que o IP é de São Paulo. Se for residencial, será talvez menos problemático, mas já imaginaram se for de uma empresa?

No fim das contas, nunca existiu nem existirá troll "do bem" x "do mal". Há o inteligente e o burro. Como em tudo na vida.


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transubstanciado por gravata às 11.08.10 | 10 comentários

09/08/2010

UMA CASA PARA LUCAS BRITO E FAMA PARA LUCAS CELEBRIDADE!

Lucas Brito é um rapaz de 25 anos, nascido em Fortaleza, que mora em uma cidade no interior do Piauí e leciona no ensino primário. Lucas Celebridade é um fenômeno da Internet, para o bem e para o mal, conhecido por seus posts grandiloqüentes, tuítes definitivos e, não menos importantes, ensaios sensuais.

Há uma pessoa e uma personagem.

Na websfera internética, porém, tudo é uma coisa só e, claro, prevalece a caricatura. As pessoas soterram a história humana e gargalham do palhaço que existe na casca dessa figura. Muitos, aliás, não têm motivo algum para rir ou escarnecer - mas talvez o façam esconder sua própria miséria, seja de espírito ou material.

Isso tudo é bobagem. Para agora, o importante é trazer à baila Lucas Brito, o Lucas por trás da CELEBRIDADE, o Lucas que sustenta sozinho uma família e dorme numa rede para que três crianças ocupem a única cama de seu quarto. Sim, aquele cara de quem todos tiram sarro - porque ele próprio dá motivo, eu sei -, mora nessa casa:

Seu sonho de ser famoso é aparentemente tragicômico, mas nasce num contexto lúdico. É quase uma aspiração pueril, pois, como se sabe, trata-se de alguém que mora nos confins do Brasil, sustenta sozinho toda uma família e abre mão do conforto de uma cama! Não persegue o "sucesso" como um capricho, mas faz disso uma brincadeira, enquanto toca sua vida honesta e arduamente.

Lucas Brito merece ao menos uma casa, e é por isso que hoje muita gente falará sobre isso nos blogs e no tuíter. LUCAS CELEBRIDADE merece e é provável que terá talvez alguma fama, nossa parte é fazer o possível para que LUCAS CELEBRIDADE apareça nos TTs do Brasil e do Mundo, mas o que queremos, na verdade, é melhorar a vida do rapaz que sustenta sua família em Luzilândia.

Ele agora tem um videolog (é "vlog", né?), e provavelmente terá tudo que inventarem, porque ele é o LUCAS CELEBRIDADE e, como diz, está aí para "sensualizar". E nós, a começar de hoje, faremos tudo para ajudá-lo em uma empreitada um pouco mais complexa.

Porque sensualidade e fama ele já tem e seguramente conseguirá, mas a casa e um mínimo de conforto, aí é outra coisa, e acho que todos podemos colaborar fazendo uma pequena parte, bem pouca coisa. Talvez você não goste da "sensualização" do LUCAS CELEBRIDADE, mas pense com carinho na casa do Lucas Brito. Tenho certeza de que concordará que ele merece, ou melhor, ele precisa.

Até porque, como sabemos, todos os demais grandes mestres da blogosfera já estão ricos e milionários e não precisam mais da ajuda de ninguém. Vamos então ajudar LUCAS CELEBRIDADE, que não tem vergonha de dizer quem é e de onde veio.

Vamos ajudá-lo! Uma casa para Lucas Brito e LUCAS CELEBRIDADE nos Trending Topics mundiais!


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transubstanciado por gravata às 09.08.10 | 5 comentários

08/08/2010

A CAPA PERFEITA PRA PLAYBOY

Obviamente, essa é MINHA opinião até porque - reparem só... - este é meu blog. E assim como debatemos escalações da seleção e outras questiúnculas de importância superestimada, muitas vezes alçamos a "capa da Playboy" ao status de "Instituição Brasileira". Nesse caso, falarei sobre o que seria minha "capa perfeita", especialmente diante do que tenho visto:

Gordelícia
A revista SEMPRE publica fotos de magrelas, ou então daquelas "bombadas do Axé", variando entre dois perfis absolutamente fora de qualquer padrão natural de beleza feminina. SEGURAMENTE, uma gordelícia não faria feio nas páginas da Playboy, mostrando suas coxas, bunda e peitos deliciosamente reais.

Claro que a idéia da revista, entre outras tantas, é trazer ao povão mulheres maravilhosas, mas o engano também está aí: HÁ MUITAS GORDELÍCIAS MARAVILHOSAS E MUITAS VEZES FORA DO ALCANCE DOS POBRES MORTAIS. A própria Cleo Pires, anos atrás, era bem gordelicinha, mas aí entrou nessa paranóia de ficar magrela. Mas vê se estava "fácil" para alguém naquela época. E vê se era feia. Pois é...

Depilação
Todo mundo já sabe, com exceções raras (tipo Sabrina Sato), que quando posam para a Playboy uma parte do corpo NÃO SERÁ VISTA. Veremos peito, veremos bunda, mas... enfim, não veremos tudo. Prova disso é que a Roberta Close POSOU COM PINTO E TUDO! Era só mostrar um chumacinho que, digamos, "estava no padrão editorial" - e, vale dizer, no padrão estético dos amantes do matagal.

Não estou aqui defendendo o aquecimento global nem propagando a fúria contra feminazis, mas REALMENTE é melhor quando tudo está lisinho, não apenas pela beleza da coisa mas também, se querem saber, até por questões práticas no campo sexual (superfície de contato para o sexo oral, p.ex.). E, claro, é bem melhor ver fotos de mulher pelada quando PODEMOS VER TUDO, né?

Fama
Sim, tem que ser famosa. Uma "capa ideal" sem mulher famosa não teria a menor graça. E, por famosa, entendam: da Globo. Ah, sim, ser do BBB não significa "ser da Globo". Nada contra outras emissoras, mas a única exceção seria novamente a Sabrina Sato, e olhe lá. Depois da Internet, ninguém iria até as bancas para comprar uma revista com fotos de alguém de uma retransmissora da TV Zé Ruela de sei lá onde.

Ok, ok. Depois da Internet, enfim, sei lá quem ainda compra esse negócio. Mas acho que entenderam o que quis dizer com este tópico.

Loira, Morena? Nada disso!
Prefiro ruiva. Há quem prefira oriental, negra ou qualquer outra coisa. E é foda isso de "loira ou morena?", desconsiderando outros tipos de mulher. Mas como eu mando no blog, fiquemos com RUIVA. Não há muitas, é verdade, o que talvez nos obrigue a improvisar com algumas tingidas, desde que não escapem do padrão básico da ruivice aceitável (uma japonesa de cabelo vermelho não ficaria bem, né?).

E assim chegamos a...

CAROLINIE FIGUEIREDO!

Vinte e um aninhos de pura beleza, magia e sedução, atualmente na novela das sete da Rede Globo, preenchendo exatamente todos os requisitos deste blog. A mulher mais linda da história da República Federativa do Brasil de todos os tempos da existência do planeta.


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transubstanciado por gravata às 08.08.10 | 18 comentários

03/08/2010

GRANDES AMEAÇAS DA INTERNÊ: OS PERIGOSOS SPAMS

Ontem falei dos "trolls", que são uma ameaça à sociedade e às estruturas do mundo ocidental. Chegou a hora e a vez do SPAM, esse grande problema que desafia a Nova Ordem Mundial, haja vista a quantidade de protestos e toda a gritaria contra tamanha poluição praticada por facínoras inescrupulosos.

Evidentemente, o povo exagera. O povinho online, claro.

Sim, SPAM é uma merda. Sim, não dá para tolerar. Sim, é preciso fazer o possível e o impossível para tentar acabar com isso. Mas, também sim, há uma galerinha exagerando na bronca quanto a isso e praticamente deixando de lado algumas práticas muito mais poluentes. Exemplo clássico: folhetos distribuídos nas ruas.

Já viram, por exemplo, quando um político OUSA enviar mensagens por email? A gritaria é avassaladora, como se tivessem invadido a casa da rapaziada. Ok, de fato, não é mesmo elegante. Mas, já era, muitos declaram: "NÃO VOTO NESSE AÍ". Ok, tá certo. Mas e aqueles que distribuem papel? Email, até outro dia, não entupia bueiro, nem provocava enchentes, tanto menos aumentava casos de leptospirose. A tchurminha online, entretanto, não se vê compelida a deixar de votar em quem polui as ruas com toneladas de papel - desde que não lhes mande email.

No tuíter, então, nem se fala. Muitos autores, diretores e produtores do curta-metragem "SPAMMER DE MERDA" costumam colocar em cartaz o "RT NESTA MENSAGEM PARA GANHAR UM BRINDE", nada menos que um glorioso spamzão de primeira. Venha a nós, e ao vosso reino nada, uma coisa é uma coisa/outra coisa é outra coisa e vamoquevamo.

Isso de "spammer de merda", aliás, é um caso à parte. Salvo raras exceções, obviamente não são os donos das empresas que enviam as mensagens, mas muitos se sentem aliviados xingando os pobres coitados e mal pagos que cuidam dessas contas de email. Pode ser uma forma de aliviar a raiva, mas quero ver se têm a mesma coragem de xingar quem distribui papel na rua. Aí complica, né?

Talvez essa preocupação exacerbada em salvaguardar o universo virtual seja também um reflexo da fuga do mundo de verdade e, vale reiterar, não estou aqui defendendo o SPAM. Apenas acho razoável colocar as coisas no patamar lógico de incômodo efetivo à sociedade. E, mesmo sendo egoísta, o "leitor de email", no fim das contas, vai sempre se foder mais com uma enchente, não adianta sofismar em contrário.

Mas voltemos aos políticos. Claro que algumas campanhas, sobretudo nacionais e executivas, são de impossível realização sem papéis e afins. Mas hoje em dia, ao menos os candidatos ao legislativo conseguem levar o máximo de suas propostas ao universo virtual, sem faixas, pichações, santinhos e afins. Melhor dois ou três meses com alguns emails (que podem ser cancelados!), em vez de anos com bueiros entupidos, enchentes, doenças e assim por diante, não?

Poderíamos até manter nossa chatice com essas coisas, mas vetando quem polui de verdade, não quem nos aborrece dessa forma menor. Seria um pequeno começo, mas algo já bem razoável.


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transubstanciado por gravata às 03.08.10 | 4 comentários