08/02/2010
UM RACIOCÍNIO MEIO BURRO DOS CIBERATIVISTAS
Conheço um "ativista da cibercultura" que viaja pelo Brasil lutando por nós, vocês e eu, em especial quanto aos direitos de quem navega na web. Quem custeia os passeios é o Ministério da Cultura, dando-lhe passagens de avião e ótimas hospedagens. Com isso, ele vai aos mais variados eventos difundir várias ideias e, entre outras, defende o seguinte: compositores devem abrir mão de seus rendimentos com direitos autorais.
Não são egoístas, pois, sem os rendimentos dos compositores, haveria menos contribuintes a pagar impostos e, com isso, talvez menos viagens e hospedagens – ou hotéis de categoria inferior. Eles realmente estão preocupados conosco e com a cibercultura. Tá, tudo bem, não acredito nisso. E nem vocês. E, sejamos bem honestos, nem eles. É pura abobrinha.
Sim, os "compositores". Quando falam em música e decretam a falência do atual modelo, não estão errados. De fato, a coisa está feia e os músicos ganham, mesmo, com os shows. Mas isso diz respeito ao comércio de música, não aos direitos autorais, em si. A facilidade com que canções circulam, agora por meios "imateriais", faz com que seja quase impossível controlar seu fluxo. Mas não... SUA EXECUÇÃO PÚBLICA, notadamente nos eventos de grande porte.
E aí estão os ganhos de artistas e compositores. Porque, sim, são figuras distintas num mesmo universo. Exceto, é claro, para o "ativista da cibercultura". Para ele, as analogias são sempre voltadas ao mundo do PC, e usando raciocínios os mais toscos, como quando querem convencer um programador a usar software livre, na base do "não é legal ganhar dois milhões vendendo uma licença, o bacana é compartilhar o código fonte e passar o resto da vida consertando computadores numa sobreloja na Ponte Rasa".
O que dizem aos compositores? Em primeiro lugar, ignoram a existência dessa categoria. Presumem que TODO CANTOR SEJA TAMBÉM COMPOSITOR, pois simplesmente dizem "o artista ganha com o show". Isso mesmo. Ponto final. E o compositor faz o quê? Pega um pandeirinho meia-lua e batuca pra tirar uns 10% da renda? Porque, se ele ganhar um percentual em cima da execução da obra, lamento dizer, mas estamos aí diante da cobrança de direitos e, desse modo, há o COPYRIGHT, nada menos que DIREITOS AUTORAIS SOBRE A OBRA. Ele continua dono (nunca deixaria de ser, o que é óbvio).
Desse modo, a falência – inequívoca – da indústria fonográfica está adstrita à VENDA e não à AUTORIA. Tanto menos teria cabimento exigir do compositor que compareça ao palco para ganhar como EXECUTOR e não pelo que de fato produziu. A ditadura coletivista precisa ver limites no ridículo de suas teses. Retirar do compositor seu direito de receber pelo próprio trabalho e talento é uma espécie de "stalinismo vocacional".
Então por que fazem isso? Porque precisam. Sim, precisam. Estão comprometidos com essa idiotice de que as obras "não têm dono" e, nesse caso, o pobre coitado do compositor não deveria receber qualquer grana pelo fato de ter criado uma obra – pois isso implicaria no fato de que, bom, ele é o "proprietário" de sua própria criação (meio ridiculamente óbvio, não é mesmo?).
E esse compromisso com tese tão risível se dá porque, em tese, ela chega ao mundo do software e, assim, também não querem que um programador seja "dono" do programa que criou. Enfim, é mais ou menos isso. Basta seguir o raciocínio com qualquer tipo de produção humana intelectual.
A ideia é fazer de conta que ninguém é "dono" do que cria – fingindo que não há evolução na produção científica quando há estímulo dentre aqueles com talento e capacidade para produzir. Você é dono de uma casa, que comprou com seu dinheiro obtido por meio do trabalho, mas – para eles – não deveria ser "dono" de uma música, livro ou software criado também por meio de trabalho. O motivo? Não são bens materiais. Podem rir, mas não de mim.
Ah, sim! Se você é de alguma forma contrário a esse raciocínio, imediatamente é tratado como inimigo mortal. Muitas vezes, por exemplo, pode até ser chamado de filho da puta. Mas seus impostos continuarão pagando passagens e hospedagens para que ativistas façam seus discursos nos mais variados eventos. Essa última parte, infelizmente, não é optativa.
Não há os revolucionários de sofá? Pois há os de poltrona de avião e caminha de hotel. Tá pensando o quê?
ps.: Claro que não são todos! Obviamente, trato aqui de casos específicos. Há muitos militantes que são, sim, pessoas de muito boa fé etc. etc. etc. Mas, na parte dos direitos autorais, desculpem, o raciocínio continua mocorongo. ![]()
Revisão: Hellen Guareschi
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transubstanciado por gravata às 08.02.10 | 9 comentários
05/02/2010
TEMOS MEDO E VERGONHA DO SEXO
Nas sessões de exibição vespertina de filmes televisivos, é totalmente admissível, para a 'sociedade', que passem cenas de tiroteio, morte, sequestro, lutas, espancamentos e toda sorte de crimes. É totalmente proibido, porém, a exibição de cenas de sexo. Se for explícito, de qualquer modalidade, daí não pode ser exibido em qualquer horário. Ponto final.
É difícil usar a lógica para explicar as razões pelas quais isso acontece. Sim, é hábito, "é assim que funciona" etc. Mas por quê? Por que motivo ninguém tira as crianças da sala quando alguém, num filme, massacra meio mundo com uma metralhadora, mas muitos trocam de canal quando um casal dá início a carícias mais ousadas? Não faz o menor sentido. Não deveria ser assim.
Vejam o caso das telenovelas: claro que há sexo, mas todo ele é implícito, em táticas de edição que são verdadeiros clássicos. O casal vai para o quarto, geralmente à noite, fecha a cena, e no instante seguinte já amanheceu e ambos tomam café. Todos sabemos o que houve. Mas, vá lá, para mostrar corrupção de agente público ou qualquer outra coisa que também faz parte da vida, não há choque algum que seja tudo explícito.
Nenhuma associação conservadora envia carta ou promove abaixo-assinado reclamando do corrupto mostrado ali, em horário nobre, como fazem nos casos raros em que alguma emissora audaciosamente mostra algo mais sexy. Talvez deem os parabéns, dizendo que há toda uma função pedagógica, denunciando as falcatruas do poder, tal e coisa. Mas o sexo, bom, aí é melhor esconder. E assim vamos.
Chega de TV. É um exemplo, um reflexo, claro que a coisa escapa daí. Uma amiga esclarecidíssima, progressista, politizada, certa vez foi surpreendida por uma pergunta inconveniente e de bate-pronto (minha, claro): "Você prefere encontrar um maço de cigarros ou uma carta do namorado gay no quarto do seu filho?" – ela demorou para responder, não pela dúvida quanto à resposta, mas sim diante da vergonha. Ela preferiu o cigarro.
Forçando a barra: Ela preferiu altas chances de câncer a ter um filho gay, a doença fatal à livre escolha quanto ao sexo. Mas, claro, foi uma resposta de supetão. Tenho certeza que, como mãe e com o amor falando mais alto, ela jamais daria essa resposta. Ainda assim, isso não deixa de ser intrigante.
Depois disso, repeti a "brincadeira" em várias outras ocasiões, como uma espécie de experimento macabro. Muita gente responde da mesma forma, em seguida refletindo sobre o que disse. Alguns (não são poucos), contudo, mantêm a opinião do maço de cigarros, de forma convicta, o que não deixa de ser significativo.
Talvez tenhamos medo ou vergonha do sexo. Ou ambos. O engraçado é que não se trata de algo errado, não é um crime, e ainda assim sua exibição é vedada por normas sociais e algumas efetivamente jurídicas. Mas ninguém se choca quando mostram cenas de crimes, ou quando começam a conversar numa roda sobre algum tipo de contravenção. Nada disso nos aterroriza ou nos envergonha a ponto de alguém pedir silêncio.
Dizem que vincular pudor e sexo é uma forma de tornar este último mais interessante, uma maneira de incutir mistério e, talvez por isso, ampliar alguns campos da fantasia e do desejo. Mas, seguramente, há uma distância imensa entre o jogo da conquista e a hipocrisia moralista que impera em todo o mundo.
E há aquela história do "eu prefiro fazer a falar". Bobagem. É fuga do próprio medo, da própria vergonha. Ninguém fala porque todos foram criados, e isso há gerações e gerações, para ter medo e vergonha do sexo. É evidente que todos (em tese) preferem fazer. Todos também preferem velejar, mas isso não impede que se converse sobre veleiros. Isso vale para a gastronomia e assim por diante.
Será que, quando perdermos medo e vergonha do sexo, ele perderá a graça? Ou talvez não falte isso para que fique ainda melhor? Talvez valha a pena correr o risco.
Revisão: Hellen Guareschi
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transubstanciado por gravata às 05.02.10 | 33 comentários
04/02/2010
BRASILEIRAS DA ESCANDINÁVIA
As mulheres brasileiras moram na Escandinávia, região formada por Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e... Brasil. Isso, claro, quanto às mulheres. Se alguém duvida, por favor, pergunte a uma garota o que é comprar roupas, ou veja alguma propaganda televisiva - especialmente quando se trata de algo para elas próprias.
Ah, sim! Já vou avisando: não tenho a menor simpatia nem vocação para nacionalismo. Falo aqui de tipo físico. As escandinavas são geralmente altas, magras e, sim, também brancas e quase sempre de cabelos claros. Mas nem falarei da cor da pele para não cair muito na patriotada. Fico apenas com altura e magreza, ok? É o ponto; voltemos.
Uma mulher brasileira vai a uma loja, no Brasil, comprar uma calça jeans feita aqui mesmo. Ela é baixa e tem quadril grande (já falamos de sua nacionalidade), mas o que acontece? A referida indumentária respeita o rigor geográfico exposto no primeiro parágrafo: para o estilista, ela é sueca - e a oficina de costura prepara uma calça sob medidas escandinavas.
O publicitário não faz muito diferente, e as propagandas televisivas servem de prova, pois nelas desfilam norueguesas de todo gênero. E não apenas para vender cosméticos, perfumes e afins, mas até para contracenar em anúncios de postos de gasolina, lingotes de aço ou empresas estatais. Só pode ser para torturar as brasileiras baixinhas e bundudas.
Essa coisa de "ditadura da magreza" já se tornou um clichê, mas é a pura verdade. E o pior é que existe também "ditadura da altura". E as cenas da SPFW, por exemplo, seguramente assustaram qualquer pessoa minimamente comprometida com a saúde humana. Aquilo já não era a Escandinávia, mas qualquer região em época de guerra - e falo aqui do país derrotado, evidentemente.
Daí que as garotas ficam desesperadas e entram em dietas malucas, tomam remédios estrambóticos, entram nas mais variadas paranóias e a origem disso é uma imbecilidade estética imposta por quem não está no rol dos que apreciam a mulher da forma como nós as apreciamos. Se para quem faz roupa a mulher é um provador ambulante, para nós o deleite é outro - e depois, vejam só!, os machistas objetificadores somos nós...
Sério: vocês são burras. Porque bastaria simplesmente não comprar nada, mandar tudo à merda e fim de papo. Mas, não. Vocês caem nessa conversa-fiada. Pagam caro, vivem feito malucas, umas cobram das outras (e ainda tiram sarro!), para no fim das contas ficarem de um jeito que... NÓS NÃO GOSTAMOS! - sim, nós, homens héteros, não gostamos muito da "beleza padrão" inventada pela turma da alta costura.
E era de esperar, né?
Mas, ok. Se as mulheres continuarem com essa bobagem de obedecer ao "comando do patriarcado das confecções", e com o detalhe idiota de uma patrulhar a outra, eu me dou por vencido. As magrelas altíssimas definitivamente não fazem meu tipo e sei que jamais teremos o Welfare State dos avançadíssimos países escandinavos.
Mas, poxa, poderia fazer aquele friozinho, né?
(sem revisão e com emoção)
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transubstanciado por gravata às 04.02.10 | 26 comentários
31/01/2010
TESSÁLIA, A NOVELA - CAPÍTULO DE HOJE: "APELOU, PERDEU"
Por mais que se possa alegar "fatores de edição", diante de todos os comentários das fontes mais isentas e seguras, é inequívoco que Tessália, a Twittess, se porta como vilãzinha no BBB. Desse modo, é totalmente compreensível concordar com quem não vai com sua cara (e isso é diferente de ofendê-la gratuita e violentamente).
Para piorar, há um romance com rapaz outrora comprometido, o que leva às cabecinhas puritanas aquela bobagem das telenovelas. O raciocínio é "importado" das tramas feitas para, sejamos honestos, uma gama da população não exatamente acostumada a roteiros muito elaborados. É "bem x mal" e pronto.
E, por fim, uma cena que foi considerada sexo oral (é uma constatação suspeita, muitos que o disseram evidentemente não praticam esse tipo de coisa com a regularidade considerada saudável). Mas, taí o tal momento. Realizem a perícia visual e sonora, atestando assim a eventual feitura da polêmica felação:
Se você é "inimigo da Tessália" (sim, isso existe, não ria...), daria para aproveitar o momento de vilã, as bobagens ditas na casa e deitar e rolar. Mas, por N motivos, seria muita burrice cair na falácia moralista explorando a cena suposta ou efetivamente sexual. Pois adivinha o que fizeram os espertuchos? Claro, óbvio, evidente... Armam um tribunal da santa inquisição.
Senão pela inteligência estratégica, poderiam fazer parte de conhecida universidade paulista também pela sanha linchadora - e nem acho que pelo moralismo, mas simplesmente por ver gancho para xingar a desafeta. Enxergaram uma forma de explorar a situação e o fizeram.
É o tal negócio: "apelou, perdeu". E apelaram feio.
Apelidos grosseiros, xingamentos pesados com referências do tipo "engolir porra", "sêmen na goela", "boquete", "teste do sofá", "chupa, twittess", "fenômeno do boquete", "cuspir pentelho"...
Não, ela não é uma "coitadinha", não é uma garota indefesa vítima de pessoas inescrupulosas que pretendem destruí-la. Mas, sim, houve um surto ridículo de moralismo provavelmente motivado pela raivinha da moça (quero crer seja esse o motivo, pois seria decepcionante supor que tais pessoas sejam mesmo moralistinhas e hipócritas a esse ponto). Baixaria tosca.
Vamos supor a seguinte hipótese: ela não apenas fez sexo oral, mas efetivamente transou debaixo do edredon. E daí? Em que medida isso muda a nossa vida? Xingá-la dessa forma é uma maneira inteligente de, sei lá, provar aos outros que ela não é uma boa pessoa?
Ao que parece, isso revela raiva irracional. Daquelas que, na primeira brecha, na primeira gafe, no primeiro motivo, irrompe-se e traz à tona as maiores bobagens, trocadilhos, ofensas... Coisa comum em torcedores fanáticos de futebol (situação talvez mais ou menos justificada, até porque quase sempre é um "ódio de mentirinha", já que horas depois tudo volta ao normal).
Mas, nesse caso, qual a justificativa? Eu sei que não podemos falar em "inveja", ok. Então, qual o motivo?
Certo dia, perguntaram: "ah, mas por que você defende tanto". Não, não defendo - essa é uma leitura errada. O ataque agressivo vem primeiro, e isso aqui não é uma "defesa", mas antes e acima de tudo um questionamento em busca da razão de tanta fúria.
Por quê? Qual o motivo disso?
Updatezinho: Há um ingrediente machista nessa virulência toda. Todos - TODOS - os ataques são em face da Tessália, mas, como se sabe, o sexo (consentido) é sempre feito pela vontade das duas partes. Por que cargas d'água a 'errada' da história é a mulher e o homem é o 'esperto? Presumem, pelo vídeo, que somente ela fez qualquer coisa, mas isso seria ridículo (até porque os autores das presunções, vale repetir, entendem tanto de sexo quanto eu de mísseis balísticos). Então ela é a safada que merece apelidos e xingamentos e ele... Bom, no máximo leva chacota por trocar a ex por uma mais feia? Que beleza...
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transubstanciado por gravata às 31.01.10 | 57 comentários
31/01/2010
POBRISMO DE BUTIQUE
Lembro do primeiro ano na faculdade, era 1996, e havia um amigo com uma mania provavelmente trazida do colégio, de vestir-se como 'rapper'. Mas vamos ao tipo: rico, muito rico, e evidentemente branco. Era – e talvez ainda seja – relativamente comum esse negócio de garotos ricos e brancos usarem indumentárias como aquelas dos músicos de rap da periferia de São Paulo.
E então um outro amigo, esse sim batalhador e de família muito pobre, mas ganhando um salário razoável porque era funcionário público concursado, certa feita interpelou o 'rapper riquíssimo':
- Cara, você acha legal ser pobre? Você é rico, todo mundo sabe que você tem grana, não entendo por que você usa essas fantasias de pobre, de maloqueiro. Você não é! Eu pego metrô, ônibus, acordo cedo, ralo pra caramba, pago conta, sustento uma parte da minha casa, e quero sair dessa o quanto antes. Você, que tem tudo, parece que quer ser eu! Não dá pra entender... Por que você faz isso?
O carinha, que era mesmo gente boa, apesar dessa bobagem do visual, ficou desconcertado, tentou argumentar qualquer coisa, explicou que respeitava os amigos "da bocada" (sim, usou esse termo), disse também que entendia o drama do "bróder", mas por óbvio continuou como "mano" até a metade do curso. Depois, é claro, tomou jeito e apareceu de terninho, tal e coisa. Arrumou também uma namorada. Vida que segue.
Mas desde esse dia guardei comigo uma lição importantíssima. Tinha ali de dezenove para vinte anos e, embora não tivesse pendores de imitar Racionais MCs, também achava bonito o enaltecimento da pobreza. Ali, depois da bronca de alguém que vivia pra valer a desgraça das privações, passei a ver com outros olhos esse 'charme' imputado às coisas 'alegoricamente despojadas'.
É possível que muitos parem com esse tipo de babaquice também com essa idade, mais ou menos quando também deixamos de lado simpatias socialistas e ideias mirabolantes de todo gênero. Mas alguns insistem – em tudo isso, diga-se. O "pobrismo de butique", sem dúvida alguma, irrita sobremaneira.
Há uma zona cinza imensa entre esbanjar dinheiro (sobretudo não o tendo) e enaltecer a miséria (em especial a 'caricatura da pobreza’). A pessoa tem uma remuneração adequada, um carro bom, paga as contas e sobra uma grana, tem até aplicação financeira. Então, sério, POR QUE INSISTE NISSO DE "BOTECO COPO SUJO"?
Não, não é legal. Todo mundo sabe que não é legal. O sujeito que está num bar desses simplesmente não vê a hora de SAIR dessa situação. Basta surgir a primeira oportunidade e ele imediatamente vai para outro lugar, obviamente melhor, ambiente menos detonado etc. Nenhum pobre gosta de ser pobre. Aliás, nem o falso pobre gosta da pobreza. Explico.
Em São Paulo, quando se fala em "copo sujo", ninguém vai MESMO para um bar boca-de-porco. Vão para a Rua Augusta, que é tão 'do mal' quanto meu amigo 'rapper'. Lembro de frequentar alguns barzinhos por ali, já que era perto de minha faculdade, há coisa de quinze anos. E JÁ ERA normalzinho, não tinha nada de 'underground', nem nada de 'copo sujo'. É só barato, mesmo.
Querem sentir o prazer da noite? Sugiro bares do CAPÃO REDONDO, PONTE RASA, ITAPECERICA DA SERRA, DIADEMA, FERRAZ DE VASCONCELOS e afins. Ué? Não gostam de um copinho sujo? Não são "da quebrada"? Não são "dos manos"? Não são "do rap"? Ah, precisa ser no centrão? Ok... Rua Aurora, Cracolândia, Baixada do Glicério. Vai lá, valente!
"Baixo Augusta", né? Baladinha pra fazer de conta que é alternativo, entra, toma vodca e paga 150 mangos. Super pé-sujo.
Talvez isso tudo tenha nascido ou mesmo ganhe força como forma de responder aos riquinhos esbanjadores, e nisso haja mesmo alguma legitimidade. Mas, no fim das contas, em vez de afirmação, o tiro sai pela culatra. Os burgueses acham tudo ainda mais engraçado e os pobres, podem apostar, são os grandes ofendidos da história, pois sua desgraça real é tratada como uma espécie de experimentação exótica casual.
E, claro, com a devida assepsia. Porque os "pobristas de butique" apenas fingem essa simpatia com a pobreza, mas na verdade jamais querem por perto algum pobre de verdade (vejam como alguns deles, jornalistas, falam de pessoas como Geisy ou Steffhany, p.ex.).
São como os turistas estrangeiros que fazem aqueles passeios pelas favelas cariocas, mas num circuito protegido e maquiado – nunca passariam dois dias num barraco de verdade, enfurnados na miséria de quem vive ao lado de córregos abertos.
Gostam de boteco "pé-sujo", mas vão com os tênis da moda. Pedem a "breja de garrafa, num preço camarada", mas pagam com cartão internacional. Com o garçom, fingem camaradagem, e vão embora de carro novo. Ele não. Ele volta de busão, de manhãzinha.
É péssimo ostentar riqueza, verdade. Mas o que dizer de quem emula e enaltece a pobreza? Se bem que muitos, na verdade, até que ganham mal, mesmo. E aí temos uma categoria engraçada: estão sempre duros, fazem de conta que têm grana, mas estão ali apenas "fingindo dureza".
Freud se mataria.
Revisão: Hellen Guareschi
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transubstanciado por gravata às 31.01.10 | 18 comentários
29/01/2010
LINGERIEDAY: SEM NINGUÉM PRA ATRAPALHAR, O SUCESSO É ABSOLUTO
Aqui me arrisco em exercício perigoso, o de contrariar teses consagradas por sábios da "social media". Uma delas prega aquela lenga-lenga de que polêmicas tendem a ajudar determinadas campanhas. E isso foi dito por 10 entre 10 especialistas quando do primeiro #lingerieday. Eu embarquei nessa, pois era a evidência que tínhamos.
Barca furada.
Claro que um pouco de polêmica chama atenção, mas será que ela é bem-vinda até mesmo quando um dos lados está coberto de razão? A única forma de saber seria comparar dois casos, um polemizado e outro esvaziado de críticas ferrenhas desse tipo. E foi exatamente o que houve da primeira para a segunda edição dos LDs.
Em julho do ano passado, fomos bombardeados ao extremo, na véspera e no próprio dia. Havia desde críticas fundamentadas, até opiniões radicais de pessoas simplesmente contrárias por divergir politicamente de alguns dos organizadores (isso não é piada). Um dos maiores críticos do LD, por exemplo, organizava ele próprio, no Orkut, um concurso denominado "Miss Direito Penal", cujo critério de desempate consistia no envio de "fotos sensuais".
Mesmo assim, o resultado foi um sucesso, a adesão foi maciça e conseguimos mobilizar um número espantoso de pessoas, mulheres e homens, todos ali de calcinhas e cuecas bagunçando o coreto do Tuíter. Mas os derrotados não se deram por vencidos. A explicação era a mesma: "nós lhes demos voz". E, como já disse aqui, todos acreditamos nisso. Porque, a bem da verdade, não havia outra explicação para aquilo tudo. Diante da expectativa mais otimista, estava tudo mesmo muito impressionante.
E veio a edição de hoje, sem qualquer ataque ou crítica, sem a mínima manifestação contrária. Em termos de marketing, portanto, estratégia acertadíssima dos opositores, não é mesmo? Se houve sucesso por causa deles, dessa vez não nos dariam o gostinho. Fracasso à vista, não é mesmo?
Não foi exatamente o que aconteceu. A adesão foi maior (cerca de cinco vezes mais pessoas, num cálculo aproximado), umas dez empresas resolveram patrocinar promovendo sorteios ou dando brindes (detalhe: não convidamos nenhuma, nem ganhamos um centavo) e, quando chegou a hora, eu não conseguia acompanhar a miríade de avatares, fotos, emails etc.
Hoje, entre onze da manhã e aproximadamente três da tarde, a hashtag #lingerieday estava nos Trending Topics mundiais do Twitter (e não dentre aqueles apenas do Brasil). Em dado momento, estávamos em terceiro lugar, e era engraçado ver pessoas do mundo todo perguntando o que exatamente era aquilo, e muitos outros descobrindo e... ADERINDO! Obviamente, jamais imaginávamos repercussão dessa monta.
Tudo sem polêmica. Seria maior caso houvesse discussão e bate-boca? Poderia dizer que duvido, mas arrisco ir além: NÃO. Não chegaríamos a tanto. Muita gente chata gera um único produto, que vem a ser a chatice, e esse produto afasta as pessoas, inibe a participação espontânea (espírito máximo de uma brincadeira como o #lingerieday, p.ex.).
Então, prezadas feminazis e seus amigos bocoiós, vocês deitaram na sopa! Foi bom pra cacete e o truque de não fazer nada deu erradíssimo. Obrigado, mais uma vez. Vocês perdem quando apanham, e perdem-e-meio quando fogem da briga.
E, se querem saber mesmo como estragar um #lingerieday, dou a receita: apareçam em trajes menores. Vai ter gente fechando conta no Twitter, abandonando a informática e se mudando para comunidades Amish, podem apostar! Nunca pensaram nisso, né?
Blasés Futebol Clube
Gosto também do pessoal que solta aquelas pérolas do tipo "gostava mais quando era um movimento sério, agora massificou". Daí, em uma semana você encontra o "outsider" num evento de blog desses que distribuem bebida cuja garrafa custa 20 reais, pacotinho de chiclete, ou pré-estréia às dez da manhã em dia de semana. Eles curtem um "movimento sério" e uma "exclusividade", sabe como é?
Patrocínios: Algo a Repensar
Todas as empresas foram de gentileza extrema e competência inatacável, mas, agora em julho, pretendo não manter mais essa política de patrocínios. Manteremos, é claro, a parceria-irmã com a gloriosa RevistaVIP. E só. Quem quiser aproveitar a data do #lingerieday para fazer promoções, é claro, fica à vontade. Mas não temos condições físicas para gerenciar tudo, organizar etc. Eu mesmo estou com 14 DVDs aqui e provavelmente marcarei uma botecagem para sorteá-los lá mesmo.
No mais, vamoquevamo!
(sem revisão, Hellen dormindo)
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transubstanciado por gravata às 29.01.10 | 22 comentários
28/01/2010
LINGERIEDAY: SORTEIO DOS FILMES (CONCURSO CULTURAL)
Acompanhem, por aqui, o sorteio dos filmes adultos, cortesia da Produtora Sexxxy. Para participar, obviamente, é preciso ser maior de idade e, no email para retirada do prêmio, é preciso enviar cópia do RG comprovando isso (desculpe, filho, mas é a Lei do Oeste).
1º Filme: Twittando & Transando (há dois para entregar)
Para ganhá-lo, responda nos comentários dizendo o nome de pelo menos quatro atrizes.Vencedores: Fernando Rossini e Totonho
* * *
2º Filme: A Volta de Bruna Surfistinha (há dois para entregar)
Para ganhá-lo, responda nos comentários dizendo quantas cenas há no filme.
(ponha seu email verdadeiro no comment, só eu vou ver, pois ele será verificado quando você enviar a mensagem para o MEU email reclamando o prêmio após ser aclamado vencedor - já que os comentários são moderados e eu sei quem comentou pela ordem)
Boa sorte!
(Depois sortearei o resto, nem sei como fazer isso, pra falar a verdade. São 14 filmes, obviamente darei um jeito...)
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transubstanciado por gravata às 28.01.10 | 13 comentários
26/01/2010
CAMPUS PARTY: TEATRINHO ATIVISTA, CORPORAÇÃO E KMAX
Eu não acredito nos líderes do "ativismo digital brasileiro" e sempre deixei isso muito claro, porque praticamente todos eles estão, antes de tudo, comprometidos com partidos políticos ou com pontos não exatamente nobres e, apenas depois disso, olham para a "causa".
A Campus Party é prova disso.
O evento, em si, é ótimo para seu segmento, é uma ideia interessantíssima, nota-se a legítima empolgação da molecada e é inegável que sirva para movimentar um mercado. O problema é quando entra o "ativismo" nessa história toda. É aí que o caldo entorna e entra um teatrinho bem pouco convincente.
Vejam o caso de Vinícius K-Max. Ele sofre PROCESSO PENAL por divulgar uma falha da empresa Telefonica, a grande patrocinadora da Campus Party. Em vez de defendê-lo ou sugerir "rede de apoio", os "organizadores ativistas" do evento simplesmente ficaram quietos, não promoveram coisa alguma e enfiaram a viola no saco. Mas, curiosamente, levam hacker norte-americano para discursar e, sempre que podem, mostram que são favoráveis aos hackers, são "do bem", são "da pesada", são a favor da "cibercultura".
São nada! Inventam aquelas bobagens de "rede de apoio" quando alguém recebe uma coisa mixuruca, como NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL, mas mantêm um silêncio vergonhoso diante de uma ação que corre em vara criminal contra um cara inocente. Por coincidência (claro...), ele apontou uma falha na principal patrocinadora do evento do qual esses "ativistas" são diretores – falha essa que comprometia a segurança de milhares de assinantes em São Paulo.
Por aí, temos uma ideia do quanto são revolucionários. E não é só isso, obviamente. Claro que tem mais.
Gostam de xingar a Microsoft. A empresa de Bill Gates é o verdadeiro SATANÁS. Motivo? Seria um "monopólio" e, quando a ela se referem, escrevem até com caixa alta: MONOPÓLIO. Pois bem: a Telefonica exerce efetivo MONOPÓLIO de telefonia fixa em São Paulo, um serviço essencial (e, não, a Microsoft não é monopolista em segmento algum). Depois de muitos anos, é possível obter linha telefônica por meio de serviços alternativos, como VoIP e afins, mas LINHA, mesmo, só a empresa patrocinadora da Campus Party – cujos diretores se consideram "ativistas da cibercultura e inimigos da empresa do Sr. Gates".
Qualquer pessoa minimamente comprometida com a inclusão digital, especialmente as que fazem discursos inflamados e revolucionários, jamais aceitaria patrocínio de uma empresa que exerce monopólio na área da telefonia fixa, repercutindo no serviço de banda larga, em sua qualidade e, claro, seu preço.
Exceto, claro, os revolucionários brasileiros. Porque, como se percebe, a "causa" fica em terceiro plano. Primeiro pensam em si próprios e no partido, depois fazem discurso pra molecada, iludida, aplaudir, achando que estão falando sério. E a culpa é de quem aponta esse tipo de falha.
Como Vinícius K-Max, que nada fez além de apontar erros. E hoje é processado no Fórum Criminal. E ninguém dos revolucionários diz nada. Mas estão ali, com crachás da empresa patrocinadora, dirigindo o evento da Telefônica, fazendo de conta que não houve falha alguma e se omitindo diante do processo que o garoto sofre na Justiça, mesmo sendo inocente.
Enfim: tenho pavor dessa coisa de ativismo e revoluçãozinha, acho bobo e adolescente, mas, nesse caso, não tem como ficar em cima do muro ou bancar o esnobe. É uma daquelas situações em que podemos tentar, mas não escapamos de um certo "Bem x Mal".
E eu estou com Vinícius K-Max. Não sei vocês.
Revisão: Hellen Guareschi
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transubstanciado por gravata às 26.01.10 | 12 comentários
21/01/2010
GRAVATA RESPONDE - 062: LOROTA CLÁSSICA: "OS HOMENS TÊM MEDO DE MULHERES RESOLVIDAS"

IMPORTANTE: Agora, o Gravata Responde é assim: uma única pergunta, mas respondida de forma, hm, "profunda" e com perguntas diárias e constantes, aqui neste endereço. Vocês podem, inclusive, utilizar o formulário da barra da direita - mas, para ler, é preciso visitar a página do formspring, mesmo. Evamoquevamo!
Mantenho os clássicos dois pedidos: a) ENVIEM PERGUNTAS RESUMIDAS! e b) NÃO FAÇAM PERGUNTAS NOS COMENTÁRIOS, MANDEM PARA O EMAIL gravataresponde@gmail.com - certo? Vamos lá:
"Olá Gravata, acompanho teu blog há um tempinho e é o seguinte: eu confesso que nunca gostei de ter compromissos fixos como "namorar", sempre tive medo pelos caras que eu arrajnava só de a gnt começar a ficar eles já grudavem. Ultimamente conheci alguns homens, mas todos eles meio Mr. M, sabe? somem com a mesma facilidade que aparecem (logo agora que comecei a 'perder' o medo de namorar). Não sei se é o fato de eu REALMENTE GOSTAR de sexo que os assusta ou o quê. Mas queria muito enteder por que os homens sempre fogem de mulheres independentes financeiramente, sexualemnte e psicologicamente? Obrigada."
Vamos lá, prezada amiga. Não é bem assim. Você, na pergunta, embute algumas conclusões pra lá de equivocadas. Uma delas é o "medo", outra é o fato de perguntar sobre um comportamento "masculino" que, até ontem, você praticava de forma idêntica. Por partes:
A Farsa do "Medo Masculino"
Vamos deixar algo claro, e de uma vez por todas: esse negócio de homem ter medo de "mulher resolvida" é a mais pura MENTIRA. Os caras falam isso simplesmente para não dizer coisas horríveis, ou para não sair de fininho sem falar nada. É isso, simplesmente isso, nada mais que isso.
Ou você realmente acha algum sacripanta prefira namorar uma garota burra, sem capacidade para qualquer trabalho e sexualmente deplorável?
As coisas mudaram um bocado de 1950 para cá, mocinha. Os casais, agora, são formados geralmente por pessoas compatíveis nas partes mais importantes da vida - guardando-se eventuais diferenças para, no máximo (e quando muito), o tipo de filme a alugar num sábado de chuva.
O que provavelmente acontecia contigo? Quando filnalmente resolveu amarrar o burro na sombra, deparava-se com rapazes que faziam o que você fez durante um bom tempo: desciam o sarrafo e sartavam de banda. Para não dizer algo como "queria dar umazinha e tchau e bênção", mandavam o famosíssimo "você é muito foda, não sei se conseguiria" - e você ACREDITOU!
E vamos torcer para que seja isso, pois há hipóteses ainda piores. Eles podem ter declinado usando essa mentirinha do bem, para evitar coisas do tipo "você é muito ruim na cama", "não dá com esse bafo", "jamais andaria de mãos dadas contigo num shopping, mesmo no de Osasco" etc.
(sim, não é seu caso, mas é o de muitas garotas!)
De "Ninfomaníaca" a "Moça Séria"
O título de seu email era esse, "ninfomaníaca". No fim da mensagem, você deixa clara a busca por algo concreto, de maior valor sentimental. Vai da queixa aos "grudes" à reclamação dos que só queriam besuntar a manjubinha. Temos aí, portanto, a caçadora tornando-se caça.
Muitas mulheres cometem um equívoco clássico, não sei se é esse seu caso. Mas, quando decidem namorar, não esperam primeiro surgir um sentimento para depois evoluir a relação. Simplesmente CAÇAM UM NAMORO, ou seja, buscam A RELAÇÃO e tentam encaixá-la em qualquer pessoa. Trocando em miúdos: não procuram pacientemente um candidato para a vaga, mas saem correndo com a vaga debaixo do braço, impondo-a aos candidatos.
Claro que dá zica.
Porque homem não é tão idiota (somos só um pouco). Assim que o caboclo percebe o DESESPERO e a CARÊNCIA EXTREMA, aplica o famoso GOLPE DA POSSIBILIDADE DA RELAÇÃO, mostrando-se altamente atencioso e aparentemente disposto a construir ele próprio uma casa no campo. Depois do orgasmo, o máximo de gentileza é ligar para o táxi.
E vai reclamar de quê? Até mês passado, era você que fazia isso. Fora que conheceu o picareta num bar, casa noturna, sala de chat, site de relacionamento, Twitter...
Enfim...
Não é fácil e nem existe o lugar certo para conhecer o homem da sua vida - aliás, é difícil concordar totalmente com essa idéia de "pessoa da vida". Mas, se busca opinião objetiva, atenha-se às estatísticas e às probabilidades. Por mais que seja chato e muitas vezes risível, é ainda mais fácil conhecer alguém bacana dentro dos círculos de amizade do que numa fila de banco; bem como numa "paquera de bar" é mais provável render apenas sexo (não que seja ruim) em vez de uma relação pra vida toda.
Nada disso é culpa das novas gerações, dos homens maus ou das mulheres que são todas umas safadas. Em linhas gerais, você hoje compete consigo própria. É isso mesmo. Essas garotas que saem querendo gracejos irresponsáveis são como se fossem você, mas anos atrás. E também não é culpa sua, pois a vida é assim.
E pode apostar: há muitos e muitos homens que querem, sim, coisas sérias. Falei disso na semana passada. Veja direitinho se você QUER MESMO algo assim, e tenha paciência. Só não caia nesse conto do "eles tem medo de mulher resolvida".
Lembre-se: nenhum homem sonha em casar-se com uma mulher mal resolvida, burra, sem perspectiva profissional e sexualmente esculhambada.
* * * * * * * * * *
Esta coluna é publicada todas as quintas-feiras e, para participar, basta mandar um email para gravataresponde@gmail.com - obviamente, sua identidade será preservada, nenhum nome será mencionado e você jamais será cantada, convidada para sair ou algo do tipo. E nem adianta insistir. Humpf!
(sem revisão)
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transubstanciado por gravata às 21.01.10 | 14 comentários
19/01/2010
LINGERIEDAY 28/01

(essa da foto é a AnneBecker)
Pois é, amigos, o #lingerieday está de volta, agora em sua edição de verão, já que o evento é semestral. A bagunça acontece no dia 28/01, quinta-feira.
O que é?
Um dia em que mulheres e homens (sim, ambos) trocam os avatares no Twitter por fotos de si próprios usando calcinhas, sutiãs, meias 7/8, corsets, cuecas etc. Ao contrário do que presumem os que antigamente "atacavam" a brincadeira, NÃO É OBRIGATÓRIA A PARTICIPAÇÃO, de modo que cada um faz o que quer, já que não vivemos no Irã - de novo, para tristeza dos que atacaram a brincadeira.
O negócio é organizado por mim, morroida e izzynobre, e, desde que começamos com isso (no ano passado), ganhamos alguns inimigos e inimigas sob acusações diversas - de machismo a coisas do tipo "objetificação da mulher". A parte boa é que fizemos muitas, muitas, muitas amizades. E adivinha qual das turmas faz as melhores festinhas?
Como Participar?
Moleza: troque a foto do seu avatar e avise usando a tag #lingerieday (use-a também em seus tweets). Pronto. Daí, postaremos a imagem em nosso tumblr - isso porque as melhores podem sair na RevistaVIP. Acha que é gozação? No ano passado aconteceu e, neste ano, eles já avisaram que vai rolar!
Independentemente disso, é legal organizar as fotos num tamanho maior - desde que, claro, participantes autorizem.
Deu Sujeira ou Não Tem Twitter?
Problemas no trabalho, família, algo do tipo? Não há motivo para ficar neurastênica! Você pode falar conosco e mandar sua foto, publicaremos direto no tumblr, sem identificá-la - desse modo, claro, talvez você não concorra a determinados brindes, mas ao menos participa do forrobodó.
Ah, sim, muitas simplesmente não têm Twitter, mas mesmo assim também querem brincar. Vale o mesmo: mandem as fotos que publicamos no tumblr, em seção separada. Daí ficam as "Secretinhas" e as "Sem Twitter". Todo mundo participa e maravilha.
Parceria e Patrocínios
Nossa grande parceira, sem dúvida alguma, é a RevistaVIP, que apostou no primeiro #lingerieday e, neste segunda edição, anunciou logo de cara a adesão. Valeu mesmo! E, sem dúvida, torcemos para que mais "talentos" sejam revelados no Twitter. Vamos ver quem serão as escolhidas de janeiro...
E outras empresas embarcaram no evento. A SexyDay fará uma promoção, bem como a SexyHelpDesk, tudo para as meninas. Mas os rapazes não estão totalmente abandonados, pois a produtora Sexxy/PlanetSex vai sortear nada menos que 18 DVDs e 3 camisetas (eram 12, mas já nos avisaram do aumento).
Ah, sim... Estamos abertos a demais apoios, como uma empresa que jajá será anunciada e, segundo negociações preliminares, sortearemos peças de lingerie Calvin Klein femininas. Conheçam todos os apoiadores.
Portanto, Não Esqueçam:

E, para informações atualizadas, visitem o tumblr.
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