Quinta, Fevereiro 2
[HISTÓRIAS CRUZADAS]

Do que se faz um bom filme? Se a resposta passar por tocar num tema importante, como os conflitos raciais nos anos 50 nos Estados Unidos, Histórias Cruzadas está qualificado. Se, além disso, o critério for mostrar um posicionamento sobre a questão e fazer chorar, a qualificação é dupla. Se ainda contar um elenco grande em número e em estrelas, não há como deixar este filme de fora de tal classificação. Mas, embora se utilize de todos estes elementos que conversam diretamente com o público, que naturalmente quer justiça quando vê situações de humilhação, o longa assinado pelo desconhecido Tate Taylor não sai do superficial.
O diretor, que está em seu segundo trabalho, não acrescenta nada à discussão. Pelo contrário, reduz seus personagens a estereótipos lineares. Uma simplificação que não explora o bom elenco. Viola Davis, celebradíssima embora não seu personagem nunca aconteça, é a "guerreira silenciosa". Octavia Spencer reprisa Oprah Winfrey em A Cor Púrpura, tanto no quê cômico quanto na "rebeldia indomável". A vilã Bryce Dallas Howard parece saída de um cartoon, enquanto a mocinha Emma Stone parece não funcionar fora de uma comédia.
A estratégia do roteiro é provocar a identificação pela emoção imediata, sem se preocupar em dar camadas à trama. Faltam nuances. Falta cor num filme tão colorido. A sensação é de um cinema pasteurizado, que escrito e dirigido com burocracia. Mesmo com todos os lugares comuns, o personagem mais complexo ainda é o da excelente Jessica Chastain, a única das atrizes que oferece algum contraste num filme cujo maior pecado é ser tão ou mais velho quanto o preconceito que tenta denunciar.
Histórias Cruzadas 
(The Help, 2011), Tate Taylor.
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Comentários
Elinaldo Barros
Elinaldo, meu padrinho no cinema! Sem você esse blogue não existiria!
Ainda não vi o "2 Coelhos", mas acho que pra ele chegar no Tarantino vai ter que comer muito feijão com arroz.
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péssimo 







