Quarta, Dezembro 28
[top 5: os filmes mais superestimados de 2011]

Black Swan, Darren Aronofsky
Darren Aronofsky tem fãs e detratores, todos devidamente exaltados, mas com O Lutador tinha atingido uma rara unanimidade. Muita gente enxergou em Cisne Negro uma história parecida, mas o filme, apesar de algumas boas ideias, também tem seu lado frágil, sobretudo na composição de Natalie Portman, que não raramente comete seus excessos.

Un Conto Chino, Sebastián Borensztein
Impressionante como o Brasil continua a louvar os filmes argentinos, mesmo que o auge criativo do cinema deles já tenha passado. Qualquer comediazinha dramática com Ricardo Darín fazendo um personagem caricato e abusando do lúdico vira uma "pequena pérola". Esse Um Conto Chinês é pra ser fofinho e encantador, mas pra mim não passa de um exercício simpático de manipulação dos espectadores.

The King's Speech, Tom Hooper
O Oscar adora eleger novos clássicos. Dessa forma, filmes somente bons ou medianos (quando não ruins) ganham status de grandes obras. O Discurso do Rei tem aquela fórmula de filme de superação. Tom Stoppard explora ao máximo essa escalada na vida do rei gago de Colin Firth. Faz isso com alguma sensibilidade, embora pese a mão nas cores do drama mais de uma vez.

127 Hours, Danny Boyle
O único mérito real em 127 Horas é a bela interpretação de James Franco, que segura o filme literalmente sozinho. Um filme que nunca parece acreditar na força de sua história real, recorrendo a todos os subterfúgios possíveis para "ilustrá-la". A montagem, televisiva, videoclíptica, é um horror.

As Canções, Eduardo Coutinho
Basta a assinatura de Eduardo Coutinho pra começar a babação. O documentarista mais famoso do país tem uma carreira cheia de marcos, com Jogo de Cena como seu ápice, mas vez por outra recorre a mecanismos piegas e fórmulas batidas para conquistar a plateia. As Canções é assim: uma sucessão de entrevistas em que as pessoas são personagens, mesmo que o filme seja vendido como "sem pesquisa". E o formato cômodo, de historinha, vai contra a maré da busca pela inovação de linguagem que Coutinho vinha buscando. E as historinhas nem são tão interessantes assim.
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Comentários
Wendell, os guilty pleasures são filmes que eu imaginavam que seriam ruins e foram bons.
Concordo com vc em gênero e número,apenas com algumas resalvas:Em o discurso do Rei o q realmente me surpreendeu foi a interpretação do ator Colin Firth, o filme em si não tem nada de exepcional mas vale a pena pelo ator ... 127 HORAS foi a grande decepção pra mim esse ano por 2 motivos: o primeiro foi q o filme em si é realmente fraco e sem uma história q empolga e outra pra quem assistiu ou aqueles q ainda irão assistir tem uma cena no filme q fiquei martelando ele na minha cabeça o filme todo depois q a vi ... é a cena do relógio , quando ele com muita, mas muita dificuldade consegue tirar o relógio do pulso e colocar em uma pedra ... mas na cena seguinte o relógio volta pra seu pulso como em um passe de mágica ... isso tirou todo o meu tesão kkkkk afinal de contas as horas eram de enorme importância no filme todo.
bom é isso ...
parabéns pelo BLOG e feliz 2012.
ahhhhh
e adorei a foto q vc colocou do filme CURTINDO A VIDA ADOIDADO ... é o meu filme preferido , me faz lembrar da minha infância que assistia sempre na tv e sem dizer que me divirto toda vez q assisto , apesar q tenho q comprar outro pq o meu DVD caiu e danificou
Abraço
Eu pensei que só eu pensava isso do cinema argentino! Incrível como tem gente que enche a boca para falar tão bem do cinema deles. Eu sempre digo que o cinema deles é tão construído de exceções quanto o brasileiro.
127 Horas eu nem vi. Entrou pro Hall "Prefiro ver o filme do Pelé", junto com alguns Trasformes e parecidos.
Da sua lista, apenas discordo de Cisne Negro. E nem acho que foi tão superestimado assim.
Eu tive que abrir o IE para comentar no seu post. No Chrome, eu simplesmente não consigo. É assim mesmo? rs
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péssimo 







