Quinta, Setembro 1
[submarino]

A verdade é que, desde Festa de Família, seu primeiro, mais impetuoso e mais completo filme, Thomas Vintenberg nunca mais apresentou um trabalho com um conjunto tão forte. Submarino é uma experiência dramática bem mais refinada do que seus últimos filmes, mas o diretor ainda se perde em excessos estilísticos, como no flashback de abertura, e desvios que enfraquecem a trama principal, como a história do coadjuvante psicótico, ruim, clichê, desnecessária. Quando elege o que é importante, geralmente se dá melhor.
O filme mostra o reencontro entre dois irmãos, separados por uma tragédia na infância. Cada um guarda sua coleção de fracassos pessoais. A reaproximação catalisa suas decepções. O cineasta dinamarquês dá seqüência à trama em tom realista-fatalista, tratando seus personagens como vítimas de um destino do qual se é impossível de escapar. Submarino é herdeiro do cinema escandinavo psicológico, embora o determinismo aqui beire o exagero. Tudo é abusivamente triste, mas o diretor acerta na profundidade dos personagens.
Submarino 

Submarino, Thomas Vintenberg, 2010
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