Quinta, Junho 2
[estamos juntos]

Estamos Juntos é um filme que carece. De habilidade, em sua tentativa de retratar o isolamento típico do morador de São Paulo. De substância, em dar corpo ao drama de sua protagonista. De consistência, em incorporar a questão social à trama que propõe. O novo longa de Toni Venturi quer dar conta de mais coisas do que consegue. Joga em muitas frentes e termina é mais ou menos em todas.
Leandra Leal, que é uma grande atriz, aproveita todas as brechas para partir para o contra-ataque. É sua interpretação que garante os momentos em que o filme parece mais coeso, mas mesmo assim seus esforços não são recompensados pela direção, frouxa, que deixa escapar o peso de cenas importantes, como aquelas em que a protagonista tenta contar seu problema. Tudo parece batido no liquidificador.
Cauã Reymond é um adorno ao filme. Ele acerta e erra na composição do amigo gay. Sai no saldo, mas o roteiro não desenvolve o personagem , mesmo que o objetivo fosse retratar como ele é raso. O argentino Nazareno Casero entrega uma participação irritante que vira comédia (ruim) quanto tenta fazer drama. Débora Duboc é mal aproveitada e é difícil se decidir sobre se o personagem de Lee Taylor. Na maioria das vezes, parece uma ideia espertinha. Só isso.
O argumento parece ter mais culpa na história do que a direção. O maior pecado do roteiro de Hilton Lacerda, que já assinou os "engajados" Amarelo Manga e Baixio das Bestas, é o "núcleo de gente diferenciada", que parece colado à trama principal com fita crepe velha. A tentativa de encontro dessas linhas narrativas é forçado, didático, sem liga.
Apesar disso tudo, dá pra perceber uma tentativa sincera de Toni Venturi de contar uma história mergulhando na cidade grande. Pena que ficou na intenção.
Estamos Juntos 

Estamos Juntos, 2011, Toni Venturi
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Comentários
Acho que foi um dos maiores pecados, Mitchel.
Valeu, Jáder.
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péssimo 







