Sexta, Março 25
[sucker punch]



Zack Snyder pode não ter inventado a câmera lenta, mas seus filmes usaram uns 10% de todo o slow motion da história. Sucker Punch - Mundo Surreal honra esse estilo clássico do diretor. Começa com um cover de "Sweet Dreams (Are Made of This)", dos Eurythmics, e, de cara, já desacelera as imagens. As músicas pop, muitas vezes regravadas pela protagonista Emily Browning, e a fotografia estilizada, como de praxe, fecham o pacote estético do longa, que é uma trama de mistério/ação sobre uma jovem que é internada num manicômio e mistura realidades.
Dessa maneira, o primeiro literalmente filme feminino de Snyder pode ser definido como um encontro de Burlesque com Mortal Kombat (with lasers). Sucker Punch é um 300 de saias. Quer dizer... A ideia poderia até resultar num filme interessante se o diretor não estivesse tão interessado em explorar tecnologia (de uma forma pouco inovadora), que reprisa a experiência de filmes que trabalharam nesta seara, como Capitão Sky e o Mundo do Amanhã, por exemplo. O resultado, além de chato, parece genérico e reciclado.
Até a maneira como as mocinhas aterrissam no chão é clichê.
Fazia tempo que não se via um blockbusters de ação abusar tanto da trilha sonora, cheia de hits do indie pop, como mandam as regras dos... anos 90! Além de Eurythmics, há um cover de "Where is My Mind", dos Pixies, também na voz da protagonista, e, entre outras, "Army of Me" com a Bjork mesmo. Elas servem para embalar as cenas de ação, que acontecem no terceiro nível de realidade apresentado pelo filme. No melhor estilo O Último Mestre do Ar, com efeitos visuais bons, mas infantilizados, mesmo que o filme use uma embalagem de filme de guerra moderno para esses momentos de batalha.
Essa infantilização é levada a cabo inclusive na narrativa, que se pretende inteligente, mas cujas camadas de realidade parecem brincadeira repetida. Se alguém se impressionou, posso fazer uma lista com filmes que trabalham melhor esta premissa. No fim das contas, a melhor coisa de Sucker Punch foi perceber como Abbie Cornish, a atriz de Brilho de uma Paixão, tem um corpão que funciona direitinho para filmes de ação. Mesmo que eles sejam mais do mesmo.
Sucker Punch - Mundo Surreal 

Sucker Punch, Zack Snyder, 2011
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Comentários
Jena Malone, pra mim, é uma das mulheres mais sem sal do cinema norte-americano. Só perde pra Ellen Page! haha
Gostei de ver a garota do High School Musical nesses trajes sexies.
A oriental não tem o que falar; a Abbie, vc já o fez.
Abraços
Enfim, Chico, ótimo texto. Assino embaixo.
Abração!
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péssimo 







