Sexta, Dezembro 17
[um homem que grita]

É impossível não considerar Mahamat-Saleh Haroun um vencedor, um homem a se admirar. Além do fato de ser um diretor no Chade, um país com uma tradição cinematográfica zero, e de já estar em seu segundo filme, que teve o roteiro premiado em Cannes, o homem ajudou a reabrir a única sala de cinema de seu país. A única. Então, quando assistimos a Um Homem que Grita, já chegamos à sessão com uma visão mais abrangente de quem o fez. É natural, nesse caso, enxergar mais do que o filme realmente é.
E a história do ex-atleta, ídolo esportivo de um país sem ídolos, que hoje toma conta da piscina de uma embaixada, mas é substituído por estar velho e, tipo, perde o sentido da vida e tal é um conto moral bem tradicional, com subtexto humanista, mas literalmente "mergulhado" em lugares comuns, resoluções óbvias e uma realização convencional. É simpático, é bem verdade, mas poderia tratar os personagens com mais complexidade em vez de buscar aquela poesia da simplicidade que até os iranianos já esqueceram como se faz.
Um Homem que Grita 

Un Homme qui Crie, Mahamat-Saleh Haroun, 2010
Posts similares:
mostra sp 2010: post 10
mostra sp 2010: post 2
Robin Hood abre Festival de Cannes!
Comentários
Sem Comentários para esse post ainda...
Deixe aqui seu comentário:


péssimo 







