Sexta, Dezembro 3
[a rede social]

Se existe ousadia em A Rede Social, ela mora no fato de que seu diretor amadureceu. David Fincher não usa nenhum dos artifícios narrativos que fizeram sua fama nos anos 90. Justamente onde eles mais cabiam, num filme sobre internet. Esse novo trabalho é incrivelmente sóbrio para sua temática. Fotografia funcional, montagem comportada; apenas a trilha sonora, assinada por Trent Reznor do Nine Inch Nails, que inclui elementos metálicos, soa diferente. E muito boa, por sinal.
Mas o que realmente chama a atenção no longa sobre a história do Facebook é como Fincher fez um filme simples, com a fluidez pop de sempre, mas sem recalques formais. O cineasta parece estar a serviço do roteiro, que executa com graça, equilibrando humor e melancolia como nunca fez. Mesmo que para isso altere fatos e dê mais espaço para personagens menos importantes, mas mais cinematográficos.
Jesse Eisenberg ofereceu ao projeto sua performance mais furiosa, compondo um personagem nerd vibrante ao mesmo tempo em que abre espaço para um pós-adolescente influenciável e inseguro. Andrew Garfield está tão bom quanto, mas seu personagem perde quando ele some da história. E Justin Timberlake, como o criador do Napster, não fica para trás. Os três parecem estar se divertindo muito sob o comando de Fincher, que fez aqui seu melhor filme desde Zodíaco.
A Rede Social 



The Social Network, David Fincher, 2010
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Comentários
Forte abraço.
Marcos, sem nexo? Eu achei ultrasimples.
Rafael, a montagem rapidinha de "Clube da Luta" era maneirismo dos anos 90. Qualquer filme "moderninho" daquela época tinha que ter uma edição assim. "A Rede Social" tem uma montagem mais comportada, mas muito funcional e sem "estrelismo".
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péssimo 







