Terça, Julho 6
[valhalla rising]



Valhalla Rising engana fácil. Tem clima de grande épico, mas é um filme fantasmagórico. A trama parecia girar em torno de um guerreiro viking, se transforma numa Cruzada e, numa metamorfose insinuada lentamente, vira numa jornada sem rumo. O diretor Nicolas Winding Refn criou um projeto arriscado: um épico praticamente sem batalhas, quase mudo, com personagens vagando sem direção. O resultado deve frustar a maioria que pode se interessar pelo filme pela ação que não existe ou pela mitologia nórdica que mal é citada, mas me pareceu instigante.
O filme, anti-climático, é a mais radical desromantização das Cruzadas que eu vi no cinema. Nada que lembre de longe aquela tentativa rasa de criar um filme político-religioso sobre o assunto, como fez Ridley Scott. Aqui, o diretor trabalha muito mais numa arena existencialista e leva seus personagens com ele. A violência existe. Na maior parte das cenas em que há violência, ela é brutal - e muito bem filmada. Mas são poucos esses momentos. O filme, no geral, é um exercício de contemplação. Quase não há ação.
Uma sequência, na virada da primeira hora do filme, é o melhor exemplo para como todos os personagens estão completamente perdidos num lugar sem nome. Chega a ser angustiante. Mas talvez o mais impressionante seja a construção visual de Valhalla Rising. A fotografia, mesmo cheia de filtros, coisa que eu costumo não gostar, é uma obra-prima na criação de quadros. Há pelo menos uns quinze momentos de beleza sublime em que a tela parece pintada. Mas todos eles servem ao roteiro; são fundamentais para a criar a ambientação do filme. Um filme sobre a busca incessante por um sentido.
Valhalla Rising 



Valhalla Rising, Nicolas Winding Refn, 2009
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Comentários
Mas assim, fiquei na dúvida se vale ou não a pena ver o filme.
Filme paradão, lento, humm, sei não!
Voce aconselha assistir ou não quer se arriscar?
Voce me parece crítico e conhecedor profundo de cinema. É meio suspeito, pois entende bastante e, a gente, nada!
Que dizeis?
Agradeço antecipadamente!
Olha, Gilmar, vc falou tudo: se arriscar. E quem decide se se arrisca é você. Eu gostei do filme.
Resumindo, nem uma coisa nem outra encontrei no filme, Muito paradão, pouca ação e uma história meio sem pé nem cabeça, assisti duas vezes o filme para tentar entendê-lo.
Para quem gosta de um filme tipo "viagem" é uma boa pedida, do contrário, se gosta de um história que você consiga resumir facilmente, ou de fácil compreensão, "abandona" !!
É o filme que você precisa assistir e passar horas para conseguir achar um sentido.
Ele cria uma expectativa por ser dividido em 6 partes, cada uma com um título diferente, isso vai criando uma expectativa, fora isso, o filme acabou e cheguei até a pensar que o DVD estivesse com problema, mas quando vi os créditos no final, cheguei a seguinte conclusão, após 88 minutos de filme:
UÉ....ACABOU ????? RSRSRSRSRS....
Quem quiser se arriscar...assista !
sai de lugar nemhum e chega a lugar algum
mais valia ter feito um slideshow com o filme
que por sinal tem uma ambientação lindissima, mas é só
É mais uma das milhares historias sobre as Cruzadas que deram errado.Como iria ter dialogo em um filme traduzido como GUERREIRO SILENCIOSO com um olho e mudo !!!!!!!!!!!!!
ACHEI ÓTIMO !!!!!!!!!!!
O costume dos comedores de pipoca em só assistir o "pop" hollywoodiano, tira quaisquer possibilidade de um filme realmente bom ser um sucesso nestas terras...
Não deveria explicar o filme para aquele que ainda irá assisti-lo, mas para que a película não seja mais prejudicada pela ignorancia tupiniquim darei um pista.
Esqueça "gladiador" e outros nesta mesma "teórica", tente comprender a condição humana a cerca de 3 mil anos antes de Cristo...
Em uma época que a vida não valia praticamente nada...
Onde a forma de se impor perante a uma sociedade daquele tempo era ditada a base da espada...
Não havia romantismo naquele tempo e tão pouco heroismo...
Erma povos bárbaros e sem quiaquer discernimento sobre o certo ou o errado baseadas somente em suas crenças míticas...
A partir desse momento você que irá assistir a esse conceitual filme ja estará livre das opiniões absurdas e descabidas aqui postadas...
tenha uma boa "diversão".
Pois... o filme tinha tudo pra ser, mas não foi. Que seja conceitual, que tenha poucas falas, que seja cinema arte... mas seja alguma coisa. O filme não é nada! Não passamos a conhecer os personagens, não entendemos a trama (se é que existiu), não nos encontramos na história (talvez entre a primeira e a segunda cruzada (o que certamente não foi a 3000 anos antes de Cristo), enfim... tirando as primeiras cenas, o filme foi horrível! Ah, da próxima, M.Cipriano, vai ler um livro de história.
Nilton, filme é filme, não é história. Fosse assim, teríamos um documentário. O filme não procura traduzir um período, retratar nada além das angústias dos personagens.
Achei o filme interessante. é do meu gosto ver algo diferente do convencional.
Respeito a opinião de todos. Gosto é Gosto.
Masvenho corrigir uma informação que esta gerando discussão:
O filme não se passa em 3000 antes de cristo e sim 100 anos depois do seu nascimento (1000 AD) A denominação A.D., abreviação de anno Domini ("no ano do Senhor"), delimita os anos posteriores ao nacimento de Cristo, também conhecido como Era Cristã.
Fonte: http://www.imdb.com/title/tt0862467/
E ver filme não é se arriscar, arriscar é transar sem camisinha, seus nerds.
Bem, acabei de assistir o filme (faz uns 5 minutos)
Sinceramente, poderia dizer q gostei e nao gostei
Gostei pq gosto de algo nao mt convencional, e nao gostei pq simplesmente nao entendi nda da historia do filme!
Um adjetivo pra descrever o filme? "estranho", eu diria
A crítica não pode ser baseada numa frustração de desejos.Desejos estes, de encontrar mais um filme (réplica de outras obras facilmente divulgadas)que pode ser interpretado à luz da consciência e digerido pela razão.
POR ISSO O FILME NAO É PARA TODOS, FATO!
Mas para aqueles, que gostam de pensar e sentir. Percebe que há um contexto não linear mas recortados, e que pode ser montado no final. "Conhece jesus? ele morreu, para nos libertar da dor e nos salvar... Ora, o que one eye fez?
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