Terça, Maio 18
[os homens que não amavam as mulheres]



Antes de qualquer coisa, preciso confessar que, até ver o cartaz de Os Homens que não Amavam as Mulheres, nunca havia ouvido falar da trilogia Millenium, um fenômeno da literatura pop nos últimos anos. E foi justamente o poster, de gosto duvidoso, que já tinha me feito desistir de ver o filme. Só mudei de ideia quando descobri sobre a série de livros e as versões para o cinema. E, para minha surpresa, o primeiro filme da trilogia é um thriller eficiente, embora haja muita gordura.
A história de suspense, fio condutor do longa, é bem construída e bem amarrada, mas não oferece suspeitos ao longo da trama, o que, de certa forma, frustra as expectativas do público desse tipo de filme. Por outro lado, o autor Stieg Larsson - que morreu depois de concluir a trilogia - nunca parece interessado em atender a estas expectativas e tenta uma alternativa: em vez de se contentar com um grande mistério, cria o suspense como um trem encarrilhado, com sub-tramas que se sobrepõem, oferecendo revelações em sequência.
Dois problemas surgem daí: a extensão excessiva (150 minutos) aborta os clímaxes e deixa o resultado cansativo, embora o filme deva agradar e muito aos fãs da literatura policial. Além disso, a quantidade de sub-estórias diminuiu o impacto das descobertas, embora o caminho até lá seja bem gostoso de acompanhar. Os dois livros que encerram a trilogia também já ganharam versões cinematográficas nas mãos de Daniel Alfredson, irmão de Tomas Alfredson, diretor de Deixa Ela Entrar.
Os Homens que não Amavam as Mulheres 


Män som Hatar Kvinnor, Niels Arden Oplev, 2009
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Comentários
As duas horas e meia parecem durar mais do que são e há subtramas sem função alguma no filme.
1- Chico se fizeram a refilmagem DUVIDO que tenham culhão de mostrar a vingança da hacker. DUVIDO mesmo.
2- Eu concordo com sua resenha. O melhor do filme não foi a caça ao mistério, mas as sub-tramas. Porém, são tantas que o espectador se perde.
Eu tenho o primeiro livro, e ainda não li, mas depois que vi o filme, imagino (quse sempre é assim) que o livro seja melhor que o filme. As sequencias já rodam por ai. Comecei a ver o segundo filme hoje, e parece ser mais interessante do que o primeiro.
Já o filme... Achei bem mediano. Não era o que esperava, depois de ler o livro.
Se realmente essa informação de que a Carrey Mulligan está na versão EUA do filme é verdadeira, espero que não seja para fazer a Lisbeth. Do contrário, nem perderei meu tempo.
Olha, só de ver a quantidade de sub-tramas, tenho certeza que uma série de TV daria mais conta do livro.
que róliúdi faça isso há 315 anos é compreensível , mas q o cinema sueco entre nessa é brabo!!!!
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