Domingo, Abril 4
[tulpan]

Pode-se dizer que Tulpan é uma gracinha. Imagino o quanto essa palavra - gracinha - possa ser entendida como sinônimo de um filme feito para "distintas senhoras ricas" sempre dispostas a conferir pequenos filmes étnicos como este. Afinal de contas, não é todo o dia é que um longa do Azerbaidjão chega a circuito no Brasil. Mas Tulpan deturpa o sentido tanto do filme étnico quanto o da palavra "gracinha". Deturpa no melhor sentido porque este é longa é surpreendente. Tudo indicava (sinopse, lugar de onde ele veio, atores não-profissionais) que seria mais um daqueles exemplares de filme pequenos sobre lugares pequenos dispostos a encantar o espectador por sua simplicidade e o cotidiano singelo de seus personagens.
Mas o diretor Sergey Dvortsevoy, em seu filme de estreia, passa ao largo desta proposta, com dois grandes acertos: uma ótima direção de atores e um roteiro bem escrito e executado, que exalta a história, celebra os personagens e não cai no conto da paisagem bonita. Além disso, o filme é dono de um senso de humor delicioso, que tem no irmãozinho que dá as notícias do dia e na cena da foto de Charles e Diana seus melhores exemplos. Tulpan acerta porque parte do particular para o mundo. É um filme universal.
Tulpan 



Tulpan
Sergey Dvortsevoy, 2008
Posts similares:
mostra sp 2008: boletim 11
a festa da menina morta
mostra sp 2008: boletim 9
Comentários
Sem Comentários para esse post ainda...
Deixe aqui seu comentário:


péssimo 







