Quarta, Março 3
[o segredo de kells]



O Segredo de Kells foi o filme-supresa na lista do Oscar de animação deste ano, roubando a vaga que se acreditava ficar entre o novo Hayao Miyazaki e a o engraçadinho Tá Chovendo Hamburger. A surpresa fica ainda maior quando se descobre que esta coprodução entre França, Irlanda e Bélgica se passa num convento em plena Idade Média, é estrelado por monges e foge dos padrões narrativos e estéticos da Disney, para ficarmos com um exemplo mais imediato. De um certo modo, o longa de Tomm Moore é uma ode ao passado: o filme é uma declaração de amor aos livros e aos contos de fada, com seus personagens mágicos.
Embora não resolva tão bem sua história - e isso talvez seja uma cobrança disney de minha parte - já que não há clímaxes finais, este filme faz valer cada um de seus 75 minutos por causa de sue elaborado conceito visual, que homenageia mitologias, sobretudo a celta, utiliza símbolos medievais universais, e tem uma surpreendente composição quadro-a-quadro que valoriza o traço simples dos personagens com elementos, imagens e sobreposições, além de um uso de cores que merece muito mais elogios do que eu poderia escrever aqui.
O Segredo de Kells 



The Secret of Kells, Tomm Moore, 2009
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