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Quinta, Fevereiro 18

[o mensageiro]

Oren Moverman

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O primeiro filme dirigido pelo roteirista de Não Estou Lá (2007) começa impressionante, com uma sucessão de momentos encenados com muita habilidade, onde gente como Steve Buscemi e Samantha Morton nos oferecem pequenas e excelentes interpretações. Durante sua primeira metade, O Mensageiro é extremamente forte, com um texto afiado e uma dupla de protagonistas que merece elogios. Ben Foster, mais maduro, no papel de um oficial que volta da guerra e ganha a função de comunicar às famílias sobre a morte de soldados, e Woody Harrelson em seu melhor papel desde O Povo Contra Larry Flynt (1996).

O problema é a tal da virada na trama, que foi provavelmente o motivo do filme estar concorrendo ao Oscar de roteiro original - vejam como são as ironias. Aquele movimento obrigatório do manual dos roteiristas praticamente transforma o longa em mais um filme sobre os traumas de veteranos militares, com momentos óbvios e cenas que você já viu em algum lugar. Perto de Guerra ao Terror, o filme de Oren Moverman engatinha. Embora o conjunto ainda seja um belo filme, o terço final de O Mensageiro definitivamente não parece ter sido escrito pelo mesmo cara que descontruiu Bob Dylan num dos filmes mais inteligentes da década passada.

O Mensageiro EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
The Messenger, Oren Moverman, 2009

posted by Chico Fireman at 13:00:29 | 2 comentários



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Comentários




Marcio Claesen
Além das interpretações, o que eu mais gostei no filme foi o fato do Moverman fugir dos clichês e momentos melodramáticos. Na cena em que Ben deixa o Harrelson chorando sozinho, por ex, quase qq outro diretor o colocaria pra dar um abraço com uma música sentimental de fundo. Ele fez um filme que fugiu do óbvio. Até na escalação da Samantha Morton, que possui uma beleza comum. Quantas atrizes loiras e bonitas não seriam colocadas em seu lugar por outro diretor querendo mais público? É verdade que próximo ao final o roteiro dá uma descambada, mas mesmo assim, ele fez um filme com poucas concessões, o que é louvável.
18.02.10 @ 13:15



Concordo, Marcio, mas acho que na segunda metade o filme assume um melodrama muito mais convencional. Aquela invasão ao casamento, por exemplo.
18.02.10 @ 14:50


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