Quinta, Dezembro 24
[a princesa e o sapo]

A Disney já tinha desistido das animações em 2D, sem computação gráfica, até que justamente John Lasseter, o pai da Pixar e mestre dos desenhos computadorizados, assumiu a direção de criação dos estúdios e resolveu bancar A Princesa e o Sapo. O resultado é o filme mais oldschool de 2009, uma volta a um tipo de produto que a Disney fazia muito nos anos 70: a animação com roteiro original, que namora com os contos de fada sem ser exatamente um.
A direção da dupla Musker/Clements é bastante tradicional, mas o filme faz a fábula conviver de perto com elementos místicos como vodu e magia negra, o que dá um certo frescor ao filme. Mas, mesmo com uma protagonista negra, marco histórico para os estúdios, o maior mérito de A Princesa e o Sapo é mesmo sua condição retrô, que remete imediatamente às manhãs de domingo da TV Globo e as férias dos anos 70 e 80, quando delícias como Bernardo e Bianca e Os Aristogatas faziam a festa da criançada.
A Princesa e o Sapo 


The Princess and the Frog, John Musker e Ron Clements, 2009
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