últimos posts



filmes comentados




arquivos



Quinta, Novembro 26

[do começo ao fim]

Aluisio Abranches

Aluisio Abranches

Aluisio Abranches

Verossímil, diz o Houaiss, é aquilo "que parece verdadeiro" ou "que é possível ou provável por não contrariar a verdade; plausível". Verossimilhança é o principal problema de Do Começo ao Fim, um filme em que simplesmente não se consegue acreditar. Essa afirmação, embora possa ter alguma leitura moralista, está longe disso. Justamente porque o único mérito do filme de Aluísio Abranches - guarde o "único" - é tocar num tema tabu. E não existe maior tabu do que o incesto.

Seria, então, o caso de chamar o diretor de corajoso e estender o cumprimento a todos os envolvidos nos longa-metragem, sobretudo os atores que deram a cara a tapa e colocaram em risco a possibilidade de virarem galãs globais. Mas o adjetivo, corajoso, perde qualquer sentido depois de assistir ao filme justamente por causa da verossimilhança. Do Começo ao Fim, a história de amor entre dois irmãos, não oferece o menor conflito. Se não ter conflitos já é pecado mortal para um filme com uma temática convencional, o que dizer de uma obra que toca num assunto tão polêmico?

O diretor parece apostar que o tema já é tão particular que somente o fato de se estar tratando dele é o suficiente. Em momento algum do filme, o maior tabu que existe causa espanto, estranhamento ou gera qualquer tipo de reação contrária. A única cena em que se desenha algo do tipo é resolvida com uma passagem de tempo e uma solução pobre de roteiro, como se fosse uma maneira rápida de se livrar de um incômodo e se abster de falar sobre preconceito. Não passa disso, o que leva a crer que Abranches situa seu filmes numa dimensão paralela, onde a sociedade enxerga o amor entre dois irmãos, homens ainda por cima, como mais uma das brincadeiras da vida. Ê, mundão!

Fica bastante claro que Abranches tem uma boa intenção em adotar essa narrativa rio-sem-correnteza: ele quer que a história de amor entre os irmãos seja vista pelo prisma da história de amor e não pela polêmica. Mas entre entender o namoro dos dois como mais uma possibilidade de relacionamento e simplesmente ignorar como esse namoro seria olhado, entendido, recebido pela sociedade nos padrões em que ela está formada hoje é muita ingenuidade, ou pior, é uma atitude acovardada. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento sabe que uma relação desta natureza enfrentaria percalços bem maiores do que uma viagem para o exterior.

Guardou o "único", né? Pois bem, os problemas de Do Começo ao Fim não se resumem a verossimilhança ou acomodação. O filme é de uma fragilidade dramática que parecia ter sumido do cinema brasileiro. Nada parece realmente sólido no filme. Como se esquiva de fazer um filme inteligente, Abranches dirige como se estivesse num comercial de sabonete, com tudo muito limpinho em cena. Visualmente há momentos constragedores, como a cena em que os dois irmãos ficam pelados na sala: aí percebe-se que Abranches adota uma estética gay (músculos, corpos depilados, riqueza e conforto) para atrair um público específico, que se contenta apenas com beleza.

Não há direção de atores. Como o roteiro não ajuda, mesmo nas cenas mais banais, os intérpretes parecem vagar em busca de alguma coisa que indique o que fazer, que tom adotar. Quem mais sofre são os protagonistas adultos: Rafael Cardoso mantém sua performance a la Malhação, que trouxe da TV Globo, não incomoda. Mas João Gabriel Vasconcellos, a quem cabe manter o clima de sofrimento (ainda que nunca se justifique o sofrimento no filme), aparece com os olhos marejados e a expressão de "tenha dó de mim" em todas as cenas. É quase insuportável, ainda assim, acredite, ele é o menor dos problemas.

Do Começo ao Fim Bolinha azul
Do Começo ao Fim, Aluisio Abranches, 2009

posted by Chico Fireman at 23:55:14 | 186 comentários



Posts similares:
a casa de alice
frankie 2007 - filme do ano
shortbus

Comentários




Jean Fabian
Acredito que posso defender o filme: acho estranheza doer tanto na lógica neurótica da nossa sociedade da verossimilhança ter um filme que trate à revelia de algo tão desconhecido.Não obviamente a homossexualidade e sim a questão do incesto. Arte e visão são inerentes e específicas da obra. O que vejo é que foi a primeiríssima vez que um diretor causou furor com um filme de felicidade homossexual e curiosamente esses gays são irmãos e vivem numa década onde o preconceito velado é incomensurável. Não acredito que o filme seja ingênuo, e não é, senti sim que a idéia incomoda tanto que a maneira de enxergar essa realidade, também não a incestuosa separadamente, e sim gays vivendo o incesto e sendo acompanhados in loco. Talvez a questão seja que eles não são mortos, ou que não são apedrejados na praça, ou, ou, ou...Façamos um exercício simples para ver se muda a dinâmica,se a verossimilhança aparece, se a realidade muda magicamente: substituamos o casal gay por um casal hetéro, ele negro e ela loira. Mudou alguma coisa?
27.11.09 @ 00:29



Acho mudaria muito porque o incesto ainda é nosso maior tabu. Eu sinto muito em ver um filme que, como você diz, é o primeiro a mostrar um casal de gay felizes (se bem que não é exatamente o primeiro), ser tão raso na construção dessa felicidade.
27.11.09 @ 00:35


Social comments and analytics for this post
This post was mentioned on Twitter by interneyblogs: do comeco ao fim http://tinyurl.com/ykgbz9h - Filmes do Chico - Cinema
27.11.09 @ 03:42


Esse filme me deixou constrangido e com vontade de sair do cinema desde os primeiros minutos. Concordo com tudo no texto, só prefiro acreditar que João Gabriel tenha algum PROBLEMA nos olhos, porque não é possível a pessoa fazer aquela cara e achar que está atuando.
27.11.09 @ 10:15



É realmente constrangedor.
27.11.09 @ 12:49


Quando assisti ao trailer imaginei as caras de espanto e horros dos espectadores. Aquele incomodo sabe? Como moro em Blumenau, SC, esse filme nem entrou em cartaz. Vou tentar assistir semana que vem.
27.11.09 @ 14:09


Thaís Pontes · http://www.dicadodia.com
Na minha primeira aula da pós de roteiro na Faap, a questão da verossimilhança já foi a questão principal. Por mais que o filme envolva magia, aspectos sobrenaturais, whatever... o importante é fazer o expectador acreditar. Muito boa sua crítica. Fiquei curiosa para ver o filme e poder apoiá-lo ainda mais :)
27.11.09 @ 15:25



Pois é, verossimilhança só é coadjuvante em filmes escapistas - e não parece ser a intenção deste aqui.
27.11.09 @ 15:57


João Gamgi
"Abranches adota uma estética gay (músculos, corpos depilados, riqueza e conforto) para atrair um público específico, que se contenta apenas com beleza". Que "público específico", cara pálida?
Espero que o filme não seja tão hipócrita quanto a sua crítica. Só concordo com a questão da verossimilhança e isso parece ser o grande problema para o filme.
Endosso as palavras do Jean Fabian.
27.11.09 @ 16:27


Jean Fabian
O filme é bom sim, ele traz audaciosamente uma praxis de que gays podem viver uma história de amor onde uma minoria, por amarem demais os envolvidos e saberem que o que eles sentem não é "descaração" não é rebeldia e não é doença, onde a família conhecendo os envolvidos ao invés de interná-los, mandar matá-los ou expulsá-los de casa, os protegem do resto da sociedade. Quando vemos que um pai expulsou uma filha de casa por ter engravidado do primo uns acham absurdo outros acham normal. O filme não tem verissimilhança porque é uma fábula, existe num tempo e local, onde não sei porque a natureza de repente resolveu criar seres do mesmo sangue que se amaram e nessa linha tênue, onde o desejo controverso de quem assiste e vive ainda numa sociedade homofóbia não consegue desnudar-se de uma "autofobia" para ver que Abranches quis dizer que: dois homens podem se amar mesmo que sejam irmãos sem serem massacrados por toda a sociedade,UMA MÃE A FRENTE DO SEU TEMPO PODE AMAR DOIS MENINOS QUE SE AMARAM SENDO IRMÃOS. ELES CONTINUARAM SENDO AMADOS POR SUA MÃE...Será que há lição nisso?Há tanta falta de verdade nisso para tornar-se a principal discussão sobre uma obra de arte?Ou vamos discutir o que é arte?Acho que isso sim já foi feito nos séculos passados.
27.11.09 @ 19:58


Meu twitter, acho que começarei a usar mais para expor contrapontos. Me senti responsável.

http://twitter.com/jantavares
27.11.09 @ 20:23



João Gamgi, o público específico de que eu falo é o público gay que só sai de casa para ver filmes com temática gay. Ou você vai ser hipócrita e dizer que esse público não existe?

E sobre a verossimilhança, devo estar errado mesmo, dois irmãos que namoram, transam, se casam não devem chocar tanto o pessoal.

Jean, não quero brigar com ninguém, mas esse filme não tem nada de conto de fadas. Ele pretende tocar numa ferida. Existe essa intenção. O próprio diretor fala isso. O problema é que ele toca na ferida, mas faz isso como se estivesse escondendo justamente o que quis mostrar. Na boa, tem outros filmes muito melhores que mostram um casal gay feliz. Isso não é mérito desse filme.
27.11.09 @ 22:35



E, sinceramente, não acho que esse filme seja importante para coisa alguma. Pelo contrário, acho um desserviço.
27.11.09 @ 22:41


Chico, não estamos brigando, mas se não concordar com seu ponto de vista for briga isso já ocorreu desde minha primeira postagem. Não tenho que aceitar nada e vc também, não vou ficar num bate-boca, porém o que Gamgi quis te perguntar é se o público especifico existe e se a beleza não atrai, desde que não sejamos hipócritas pra aceitar. Bom eu acredito no filme e não me acho um cara muito burro, portanto a verdade é que existe gay, existe gay que ama gay, existe gay homem que troca de sexo e namora mulher, tornando-se algo sem verossimilhança, existe lésbica que se apaixona pelo namorado de infância, pelo padre, existe gente que se apaixona pelo cachorro e vive uma relaçõa estável. Querido Chico, não estamos aqui xingando como vc disse no twitter, estamos te dizendo que discutir hipoteticamente se o filme é filosoficamente possível é pequeno demais pruma crítica que deveria se ater a fundamentos de mudanças sociais atuais. Você deveria ter falado da péssima atuação do protagonista estrábico, deveria ter falado da direção, da luz errada ou do erro de edição, mas na boa querer que q realidade tenha um fundamento prismático caolho, pelo seu modo de ver, é no mínimo infantil.Acredito que possa inclusive ter um pai agora no interior de Sampa, do Rio ou da Noruéga que se identifique totalmente com o filme, já que a realidade é tão cheia de nuances múltiplas infinitas. bju.
28.11.09 @ 00:04



Gostar de um filme só porque ele mostra gays felizes é muito pouco, não? Um filme que não se aprofunda em nada, que poderia ter um papel contestador importante, mas que morre na superfície. Um longa mal filmado, de plástico, ora... se nem o André Fischer gostou do filme (http://afischer.blog.uol.com.br/), o que mais falar?
28.11.09 @ 03:44


Diego Maia
Além das atuações constrangedoras, o que mais me irrita no filme é a sensação de que partiu-se do mote - "uma história de amor entre dois irmãos homens" - e pouco foi se fez além disso.

Essa estética de comercial de sabonete, como você bem colocou, também reforçou em mim um senso de oportunismo gay bastante idiota - do tipo "meu filme tem dois homens lindos se beijando em um cenário de bom gosto, é claro que você tem que vê-lo".
28.11.09 @ 23:39



Exato, Diego, é um filme bastante interessado em levar gays para o cinema. Para anhar dinheiro, claro.
28.11.09 @ 23:45


Wanderson Mathyas · http://www.modafusion.org
Chico, independente de você ter gostado ou não do filme (eu gostei) quero registrar aqui meus PARABÉNS a sua crítica.

Extremamente bem fundamentada e descritiva de onde e como você percebe que poderia ser melhor.

Críticos assim realmente fazem a diferença no aprimoramento da arte.
29.11.09 @ 02:08


Wanderson Mathyas · http://twitter.com/wmathyas
Esse é o contato correto.
29.11.09 @ 02:17


Fernando
Jean, concordo plenamente com voce, mas vejamos uma coisa, nunca se viu ou ouviu falar de um amor entre dois irmãos homens de uma forma tão explicita como o filme. Acredito que a homossexualidade já não é mais um tabu, mas o incesto isso sim ainda é um grande tabu. Com relação a atuação dos protagonistas isso não vem ao caso, mas sim a falta de proficionalismo dos produtores do filme, faltou algo mais maduro para o tema, algo mais fundamentado, realista. Essa é a minha opinão.


29.11.09 @ 22:20


Eduardo Miranda
Constrangedor. Roteiro frágil, tudo muito sem sentido, paisagem Leblon-Ipanema-BsAs, trilha sonora IRRITANTE pontuando praticamente todas as cenas. Lamentável!
30.11.09 @ 02:55


Alexandre
Assisti ao filme no dia da estreia e estava extremamente ansioso para vê-lo.. Mas confesso que o filme foi decepcionante para mim. Além das cenas de nudez totalmente desnecessárias, os beijos ardentes transparecendo tesão, na verdade, não passou pra mim como dois atores héteros que por "amor à arte" quase se comeram durante a cena na chuva junto ao carro mas apresentando nojo do que estavam fazendo. Realmente faltou verdade, faltou assunto...faltou questionamento... Não culpo os atores por isso, mas sim o roteiro que recorreu a um asunto tão "rico" em vertentes a serem discutidas e apenas lançou aos expectadores belas cenas de homoafetividade.... Realmente foi um filme fraco, que não me emocionou, não me surpreendeu, e nem mesmo foi capaz de me prender na cadeira.. um filme arrastado e muito superficial!
30.11.09 @ 12:01


Leo Name
Eu acho importante ser um filme sobre FELICIDADE, já que as obras gays carecem deste tema. E acho, sim, que a aus~encia de conflito é proposital, pra centrar no amor de fato, querendo mostra a partir de certo plano paralelo, que tanto o incesto quanto o amor gay tratam-se em suma, de amor.

Mas nada justifica os péssimos atores mirins e demais atores fracos que parecem recitar receita de bolo. Não achei um lixo, mas isso pesou pra ficar incomodado.
30.11.09 @ 21:44



Leo, acho que gostar do filme porque ele é feliz é muito pouco porque ele é muito infeliz enquanto cinema.
01.12.09 @ 11:44


Soraia Lins
Assisti ao filme ontem 30.11 aqui em Salvador e fiquei constangida. Venho de uma familia onde as gerações passadas eram muito conservadoras.. Não gostei do filme, do enredo ( poderia ter mais criatividade ) e nem do fim....ficou vago demais...

01.12.09 @ 13:57


Até consigo relevar o fato de Aluizio Abranches não ter explorado em nada o tema que vendeu no trailer. Porque a relação homossexual e o incesto estava no trailer. Até consigo aceitar o fato de Abranches querer falar apenas de amor, puro e simples, sem ter que discutir sobre ser homem ou mulher, irmão, irmão, tia, avó. Porém nem do tema AMOR o diretor dá conta. Não dá para acreditar neste amor. Como acreditar no amor se não acreditamos em quem ama?
02.12.09 @ 00:09


Ricardo A.
Mesmo antes de ver o filme já me instigava o fato de como um diretor poderia colecionar num mesmo filme duas pérolas preciosas de bilheteria: homossexualismo e incesto. Só se o filme desenvolvesse algo mais criativo que valesse a pena desembolsar o valor e torná-lo R$ 20,00 reais mais rico pela compra do meu ingresso. Apesar da tentativa de polêmica, as criticas me convenceram e eu não me leguei a assisti-lo. Pra vocês, valeu o ingresso?
02.12.09 @ 17:08


Reginaldo
Não. Não valei, e olha que sou gay e nada conservador.
03.12.09 @ 03:09


Reginaldo
Não. Não valeu. E olha que sou gay e nada conservador.
03.12.09 @ 03:10


Maxswel
Parabens Chico pelo a trama do filme, El mostra a sociedade que o amor não só pode existi entre um homen e uma mulher, mais pode sim existi entre dois homens e por cima irmãos, Algo bem curioso que percebi quando estava na sala de cinema uma senhora virou para mim e disse " Eu queria que meu filho foi um pai compreensivo" acho que ela vive uma situação parecidada com a do filme.
03.12.09 @ 08:03


jr
Algumas pessoas deveriam parar de ver cinema , como algo que tenha de ter tragedia ou um emaranhado na historia para que no final seja desatado.
Acredito que a proposta do filme como ( iniciante) esta de bom tamanho( so lembrando que infelizmente existe um lado comercial e que tem de ser respeitado ou entao filme brasileiro nao existiria a beleza "limpinha " se faz necessario para a venda. TRagedia grega nao necessariamente deve esta presente em tudo .
03.12.09 @ 08:42


nick
Eu entendo perfeitamente o Aluizio. Entendo que ele quis apenas fazer uma história feliz, realmente um sonho que não aconteceria nessa sociedade, mas felicidade é o que todo mundo quer ver. Todos os filmes gays ou de romance hetero que eu assisti acabam em morte ou separação: Brokeback mountain, Um amor para recordar, Titanic... Acho que o Brasil conseguiu superar uma de suas proezas que era ver filmes sujos e com aquela temática de sexo, sexo e mais sexo. Em Do começo ao fim, a coisa é diferente, a beleza é limpinha como você citou e mostra uma história tão simples com interpretações naturais, nada tão exagerado como novela mexicana, eu acho que está ótimo e defendo o filme. Nunca, repito, Nunca vi um filme brasileiro com tanto estereotipo americano, simples, limpo e com bastante originalidade. Natural apenas, eu gostei bastante!
03.12.09 @ 12:32


EDSON
AINDA NAO ASSISTIR O FILME DO COMEÇO AO FIM PORQUE O CINEMA DE ONDE MORO AINDA NAO ADIQUIRIU,NA SEI POR GUAL MOTIVO.
POREM JA VI O TRALLE VÁRIAS VEZES E JA ATE ME EMOCIONEIEM VER O AMOR ENTRE DOIS IRMÃO,CONFESSO QUE É UM POUCO ESTRANHO POIS A A HISTÓRIA SE PASSA ENTREW DOIS IRMÃOS O QUE PODERIA SER ENTRE DUAS PESSOAS DIFERENTES AMIGOS TIPO AMIGOS QUE ACABARAM DESCOBRINDO QUE GOSTAVA DO OUTRO COISA ASSIM,MAS TUDO BM NAO FOI ASSIM ME CONTENTO COM O QUE TENMHU QUE VER MESMO SENDO ENTRE DOIS IRMÃOS,QOUE MAIS IMPORTA AGORA É O CINEMA DE ONDE MORO ADQUIRIR O MAIS RÁPIDO POSSIVEL POIS ESTOPU AFIM DE VER ESSA HISTÓRIA.
04.12.09 @ 15:23


Preciso arrumar uma palavra pra definir esse público gay que só sai de casa para ver filmes gays (ou uma lua nova aqui e um 2012 ali).

Do começo ao fim é o maior mico do ano, de longe. Mas um mico anunciado, soubemos antecipadamente que seria ruim. A vantagem que teria um filme desses, é de sermos surpreendidos positivamente por detalhes, o que não acontece em momento nenhum do filme. É um lixo, mas não é motivo para deixar de vê-lo o curioso cinéfilo.

E como você disse, há outros filmes que tocam em tabus ou que mostrem gays sendo felizes. Mas ter isso como "qualidade" é muito, muito pouco para fazer um filme bom.
04.12.09 @ 17:38


Xico Savino
Prezados,
Estive lendo sobre as postagens e não pude deixar de compartilhar com todos minhas idéias.
Creio que fatores visuais interferem muito nas relações de entendimento do público e, por esta razão talvés tenha-se filmado a certa maneira. Afinal, o insesto nao e um assunto facil de se lidar (ainda mais no cinema, que abrange todo tipo de publico, se mesmo ainda o preconceito entre amor de mesmo sexo ~e.
Creio que as pessoas deveriam olhar sobre um ponto de vista simples O AMOR. Quando tentamos desvendar e criar teorias gigantescas sobre algo, acabamos nos perdendo.
Li algo aqui em que menciona-se sobre alguns dos prismas existentes no mundo e, concordo. Existem muitas situacoes em que as vezes nem sempre o sujeito gostaria de passar (ou sentir) por~em existem e est"ao ali.
Se enxergarmos sobre o prisma do amor, inpependente se ENTENDEMOS ou nao, melhorariamos nosso ponto de vista sobre o preconceito.
O que nao entendemos, nao significa que nao existe ou que nao seja realidade.
Para algume, existe aquela realidade. O que devemos fazer para se ter paz e mantermos uma politica de boa vizinhan~ca (entre todas as cores, credulos, crencas e escolhas), ~e simplesmente nao criticar (se nao concordamos com algo, nao o faremos em nossas vidas pessoais, porem entendemos que existe e nao temos direito de abolir outras pessoas por razoes diferentes).
Creio que o tema deveria mesmo ter sido abordado pelos atores de forma mais s~eria (em sua interpretacao).
Talves algum dia sejamos capazes de entender mais sobre as diversas facetas do amor. Enquanto nao entendemos, estamos convencionados a ser induzidos por figuras limpas visuais para que nosso inconsciente não nos perturbe demais em questoes as quais nao queremos acreditar (porem existem).
O universo é grande, seria realmente um pensamento muito pequeno abordar fatos reais com um certo tom de preconceito sobre algo que nao se tem capacidade de entender.
Achei chocante num aspecto, verdadeiro em outro, inoportuno mas também necessario.
Abraco a todos
Xicão

05.12.09 @ 17:28


Maria Fernanda
Crítica perfeita! Tirou as palavras da minha boca!
06.12.09 @ 00:15


Eu vi o filme hoje e digo que é "Uma DROGA"... foi como entrar em um universo utópico. Foi até bom ver o filme, cenas bonitas, violinos, tudo lindo, de verdade!!! Mas sai da sala do cinema e o efeito foi passando.. Foi só uma droga!
06.12.09 @ 01:58


André
Bom, falo de um lugar de "não especialista"; apenas espectador que não se curva a qualquer filme.

Achei interessante a construção do filme; digamos assim, a forma "poética" pelo qual o diretor optou por conduzi-lo. Pelo que pude ler por aqui, a opção por quase não passar perto dos "julgamentos" talvez tenha sido proposital, visto que esse aspecto parece ser o mais comentado por aqui, quando já havia sido nitidamente expresso durante a sessão quando pessoas saíram ao longo dela.

Tratar da temática homossexual já provoca reações conservadoras; falar de uma relação incestuosa , homossexual, que não se dá por intermédio da violência, mas talvez pelo ótica daquilo que alguns aqui chamaram de amor, certamente provoca reações ainda mais conservadoras.

Sem querer me ater às diversas questões técnicas ou não do filme, acho que ele tem por mérito nos provocar certo incômodo; potencializá-lo para além de certos moralismos/julgamentos talvez seja o que possamos tirar de melhor dele.

Encerro o breve comentário com uma fala da mãe, presente numa das poucas cenas onde parece haver certo "julgamento", ou seja, ao ser indagada sobre certa intimidade "exagerada" entre os filhos, ela diz:

"Você quer que eu diga a eles que o sentem pelo outro é errado?".

É nesse sentido que me refiro à potência do filme, ou seja, irmos além do certo/errado já seria algo bem interessante.
06.12.09 @ 09:54


hugo veloso
O filme é ruim.
A escolha de não tratar o incesto gay como tabu foi válida no filme. Ainda que não seja verossimel, pouco importa. A arte pode levar a tudo.
O problema é que o filme tem furos gigantescos, nenhuma escalada dramática e fica vazio.
Numa cena, sabe-se que o pai de uma das crianças morre. Na seguinte, sabe-se que a mãe morre. Na outra, os irmãos tiram a roupa fazendo o strip tease mais frio que já vi na vida. Nenhuma das cenas toca o público. A não ser que se refira a gays querendo ver corpos nus, o que não recrimino, mas não pode ser a razão do filme.
Tenta-se criar um conflito fajuto com a viagem, o interesse de um dos irmãos pela farra... a mulher fatal entra e sai de cena numa boa, e os irmãos voltam a se ver do nada. CONSTRANGEDOR!!! Eu esperava que esse pudesse ser um dos grandes filmes brasileiros. Foi apenas mais um.
08.12.09 @ 00:34


Glêidson Ferreira
DO COMEÇO AO FIM

Se a intenção do filme era abordar o drama de uma relação incestuosa homossexual entre dois irmãos, falhou. Ou se de fato abordar a ultrapassada temática gay de dois homens que se amam, o segredo de Brokeback Mountain já o fez de maneira mais densa.

O filme do diretor Aluizio Abranches é realmente do começo ao fim, pouquíssimo ousado para o tratamento de um tema que poderia render muita polemica e aproveitamento.
Os atores mirins Gabriel Kaufmann (Thomas), e Lucas Cotrim (Francisco), que vivem os irmãos na primeira fase do filme, é talvez o que há de melhor, não esquecendo também da bela atuação de Julia Lemerts (mãe), que foi pouquíssima aproveitada, “já que a mataram na primeira fase do longa”. Fabio Assunção (pai) atua assim como Helouise Cardoso (mais perdida que cego em tiroteio) como quem faz uma novela das oito, não desmerecendo.

Os atores Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos irmãos na fase adulta, são apenas dois modelos bonitos que contracenam, não há nada de intenso nem tampouco intrigante na atuação de ambos.
O filme é ousado no que se diz respeito apenas às cenas de nudez desnecessária, onde os atores não poupam beijos e amassos.

O filme foi muito comentado na mídia antes do seu lançamento, prometendo tratar de um amor impossível e denso, mas na fase adulta dos personagens até esquecemos que são irmãos, parecem viver uma relação normal e tranqüila, e muito bem aceita. Com certeza deixou muitos amantes de um bom filme nacional decepcionado.

Se tratando de um tema tão polêmico, era necessário que houvesse no enredo, todos os conflitos psicológicos dessa relação, as causas e efeitos, traumas e entraves, que sendo uma relação homossexual, assunto que ainda é alvo de muito preconceito no Brasil,é também uma relação incestuosa. Precisávamos sofrer com os personagens, porque sem hipocrisia alguma, um amor desse tipo, o que não acha mesmo é um mar de calmaria, ainda mais numa sociedade tão preconceituosa como a nossa.

Ao sair do cinema, temos a sensação de que gastou – se um cartucho desnecessário, uma bala perdida sem que nem pra que.

Quem não viu veja, talvez não concordem comigo, e nem é preciso.Valeu a intenção, mas isso só não vale.
08.12.09 @ 17:09


Glêidson Ferreira
DO COMEÇO AO FIM

Se a intenção do filme era abordar o drama de uma relação incestuosa homossexual entre dois irmãos, falhou. Ou se de fato abordar a ultrapassada temática gay de dois homens que se amam, o segredo de Brokeback Mountain já o fez de maneira mais densa.

O filme do diretor Aluizio Abranches é realmente do começo ao fim, pouquíssimo ousado para o tratamento de um tema que poderia render muita polemica e aproveitamento.
Os atores mirins Gabriel Kaufmann (Thomas), e Lucas Cotrim (Francisco), que vivem os irmãos na primeira fase do filme, é talvez o que há de melhor, não esquecendo também da bela atuação de Julia Lemerts (mãe), que foi pouquíssima aproveitada, “já que a mataram na primeira fase do longa”. Fabio Assunção (pai) atua assim como Helouise Cardoso (mais perdida que cego em tiroteio) como quem faz uma novela das oito, não desmerecendo.

Os atores Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos irmãos na fase adulta, são apenas dois modelos bonitos que contracenam, não há nada de intenso nem tampouco intrigante na atuação de ambos.
O filme é ousado no que se diz respeito apenas às cenas de nudez desnecessária, onde os atores não poupam beijos e amassos.

O filme foi muito comentado na mídia antes do seu lançamento, prometendo tratar de um amor impossível e denso, mas na fase adulta dos personagens até esquecemos que são irmãos, parecem viver uma relação normal e tranqüila, e muito bem aceita. Com certeza deixou muitos amantes de um bom filme nacional decepcionado.

Se tratando de um tema tão polêmico, era necessário que houvesse no enredo, todos os conflitos psicológicos dessa relação, as causas e efeitos, traumas e entraves, que sendo uma relação homossexual, assunto que ainda é alvo de muito preconceito no Brasil,é também uma relação incestuosa. Precisávamos sofrer com os personagens, porque sem hipocrisia alguma, um amor desse tipo, o que não acha mesmo é um mar de calmaria, ainda mais numa sociedade tão preconceituosa como a nossa.

Ao sair do cinema, temos a sensação de que gastou – se um cartucho desnecessário, uma bala perdida sem que nem pra que.

Quem não viu veja, talvez não concordem comigo, e nem é preciso.Valeu a intenção, mas isso só não vale.
08.12.09 @ 17:11


Glauco e Magno
Concordo com Chico, roteiro inconssitente, atores em péssimas atuações, argumento ruim, salve-se, como bem disse, o tema que fora abordado, melhor mal abordado...talvez um dia esse filme tenha seu valor sei la...mas so sei que saimso do cinema com uma sensação de que não sei a que veio esse filme...
Cito dois filmes que adoramos...
ANDER- flme basco...excelente
e croncamente inviável...roteiro ágil e muito bom de se ver...
08.12.09 @ 17:53


Daniel Vale
O filme se trata de pessoas que, por serem felizes, não se preocupam em criar histórias, fazer algo diferente acontecer. Trata-se, como diz a mãe, de observar a vida somente de um modo bom, o que nem todo mundo consegue. Trata-se de, na boa vida repetitiva e sem histórias, ser um ouvinte para caso os outros queiram falar algo.

Nessa sociedade extremamente libertária construída pelo diretor, não existem necessidades básicas nem outras necessidades sociais. Ninguém precisa de nada e de fazer nada. As pessoas somente fazem o que querem e porque querem fazer. São felizes e querem que os outros sejam felizes.

Quanto ao vislumbre do que seria o ponto máximo de uma sociedade perfeita - tão fácil de conseguir – esse filme me encanta.

Quanto a todo o resto, à edição, ao tempo, aos diálogos que parecem argumentos dissertativos, à atuação descompassada, à trilha sonora e à gratuidade/teatralidade de certas cenas, o filme me deixa furioso.
09.12.09 @ 01:54


É que Narciso acha feio o que não é espelho...

Esse filme não teve a pretensão de discutir a homossexualidade, suas causas e efeitos, nem tampouco o incesto e suas nuances...
Apenas pretendeu relatar a história de amor entre duas pessoas, um amor que extrapolou qualquer conceito ou preconceito, de tão grande, puro, bonito e verdadeiro e que nem cabia em si... História que poderia ser entre héteros, gays, lésbicas, negros, nordestinos, indianos, chineses, petistas ou peemedebistas, estranhos ou irmãos. Isso não era o mais importante.
E fez isso através de uma estética de comercial de sabonete sim, com atores bonitos, cenários bonitos, fotografia bonita. Tudo de encher os olhos.
Chega de achar que cinema nacional só pode mostrar pobreza, fome, violência, prostituição, mazelas sociais e chagas as mais diversas e só assim poderá ser cinema nacional de qualidade. Para se ver isso, basta abrirmos a janela de nossas casas e olhar para fora.
Chega de achar também que filme que trata a temática amor-gay só pode mostrar sofrimento, dor, culpa. Que um amor nesses termos nunca pode dar certo, ser feliz. Que tem que ser punido. Isso é o que a Igreja tentou (e conseguiu) incutir na cabeça das pessoas ao longo de séculos e séculos de dominação. E ainda faz isso!
Isso sim, é discriminação, homofobia, preconceito.
Assim como em frente à tv temos o livre-arbítrio para mudarmos de canal, nas salas de cinema podemos escolher assistir a um filme sobre Corínthians, sobre o Lula, sobre Os Filhos de Francisco ou Do Começo ao Fim. Isso é democracia, liberdade de escolha.
Ou pode ainda ir a um estádio ver uma final de campeonato de futebol, com todos os seus desdobramentos de violência e barbárie que presenciamos no último fim de semana. E isso parece ter se tornado normal, de tão banal que é (se tornou).
Cada um escolhe o que quer ver. E ser.
10.12.09 @ 01:00


Raphael
Realmente, seu comentário KIKO foi feliz e fechou praticamente todos os anteriores. Como vivemos numa democracia, aparentemente livre, todos tem o direito de gostar ou não gostar de algo, no caso, o filme "do começo ao fim". Ainda o vi, mas, pelo trailer, é de se parabenizar toda a equipe envolvida, desde diretores, atores, e patrocinadores. Realmente, se causa tanta polêmica, criticas das mais diversas, não pode ser tão ruim assim, afinal, coisa ruim não desperta interesse, entende-se ruim de qualidade, e não sob outro prisma.
10.12.09 @ 15:05



Kiko, todos nós podemos escolher o que quisermos, inclusive, ver um filme péssimo como este.

Raphael, pelamordedeus, defender um filme por causa do trailer nem merece comentário.

O filme é polêmico, sim, mas porque tem um incesto gay. O Abranches foi o maior oportunista do mundo porque pegou o tema como se fosse discuti-lo e não fez absolutamente nada. Qualquer filme para adolescentes estúpidos têm um roteiro melhor.

Os personagens de "Do Começo ao Fim" são bonitos, ricos, moram numa casa gigante, se amam e não têm nenhum problema na vida. Isso é absolutamente ridículo, ridículo, ridículo.

Decretei: este filme é o pior filme do ano.
11.12.09 @ 01:46


Chico, quem disse que a arte TEM que retratar a vida? Arte existe por si...

Vai ver os filmes do Corinthians e do Lula e achar ótimos, em contraposição a esse seu "pior filme do ano"?

Decretei: cinema também é entretenimento.
11.12.09 @ 02:02


Douglas
Acabei de assistir ao filme, e sai do cinema em choque. O filme é rodado num prisma ludico, sofisticado e extremamente belo. Foi como um sopro de ar fresco e delicioso no meio da savana infernal que vivemos hoje em dia. Cada um dos 90 minutos do filme, são recheados de emoção e um certo toque de agonia. Sem duvida, uma obra prima do cinema homo-afetivo, visto que não busca tratar dos assuntos corriqueiros como preconceito e desrespeito; e sim mostrar que o amor pode florecer ate mesmo nos ambientes mais inimaginaveis. Não tenho como descrever minha emoção apos assistir ao filme. Barbaro !
Mais que o filme em si, o que me chamou atenção foi a reação das pessoas na sala de exibição. Como a mente e alma dessas pessoas são pequenas ! Ridiculas, aparentemente imaculadas em seus preconceitos mais sujos. Rindo, churriando, fazendo descaso. Simplesmente dignas de pena.
11.12.09 @ 03:05


Douglas
Ahh... fiquei curioso agora. Qual o problema em o elenco ser "rico, bonito e viver bem" ?

É algum crime deter esses privilegios ?
Se for, estou infringindo a lei tambem.

Que comentario ridiculo. Coisa de gente "feia, pobre e cheia de problemas".
11.12.09 @ 03:14


Erica
O filme é péssimo!!! E não tem nada haver com a história de amor, com homosexualismo, incesto...o filme é mau construído. A trilha sonora é ridícula!!! Se é que se pode chamar de trilha sonora! As cenas são desconectas. Os atores são bons, o filme tinha um potencial imenso mas pecou pela falta de cuidado da direção como um todo!
11.12.09 @ 09:09



Kiko, essa é a questão: aquilo NÃO É ARTE.

Douglas, o problema é que até os ricos, lindos e que moram bem têm problemas. Eles não.

Erica, é tudo verdade.
11.12.09 @ 18:07


José Mauro · http://www.gmail.com
Dizer que o diretor adotou "uma estética gay, para atrair um público específico, que se contenta apenas com beleza" foi o comentário mais ignorante e preconceituoso, que li nos últimos anos.
"Ê mundão!"
11.12.09 @ 19:56


Danilo
Esse filme é a coisa mais constrangedora que eu já vi nos últimos anos. Teve um cara aqui que falou para pensarmos num negro e uma loira protagonizando o filme. Deste modo, ele conseguiria ser ainda pior.

Se tem algum "plot" inserido aí, ele tenta se sustentar na homossexualidade dos personagens. Não dá pra fazer cinema sem conflito ou pelo menos alguma coisa que sustente o roteiro. Isso não é cinema e muito menos vida real. Não quero ver uma novela se todos os personagens são perfeitos e lindos, num conto de fadas sem a bruxa má.

Isso pode ser visto como clichê, mas não é. São recursos que, se bem trabalhados, conseguem compor um filmão.

Enfim, sou jornalista, trabalho agora no Terra, e quando assisti ao filme, fiz uma crítica curta e até porca, bondosa, por falta de entusiasmo. Mesmo assim, teve gente que meteu o pau em mim porque eu estava sendo homofóbico (isso sem ele ter estreado). Detalhe: eu sou gay.

Enfim, péssimo, péssimo. Assino embaixo que é o pior filme do ano. By the way, excelente crítica. Como poucas.
11.12.09 @ 22:50


Bem que dizem por aí que críticos de cinema são cineastas frustados, que não aconteceram (e nem vão acontecer) nunca.

ainda bem que ainda podemos ter opiniões, e diferentes.

Chico, quantos filmes você já dirigiu mesmo? E quantos foram sucesso de bilheteria?

Ahamm...
11.12.09 @ 23:52


Léo
Tudo bem que o filme tem seus defeitos e são muitos, mas desconsiderá-lo como manifestação artistíca é um pouco demais. Só o fato de tocar em um assunto tão polêmico e que faça nem que seja por algumas horas, refletir sobre nossas convenções sociais já é um mérito. Vejo o filme como uma fábula, como a criação de uma especie de realidade alternativa em que o que vale de verdade é o amor e a vivência intensa deste sentimento. Acredito que o que o que diretor almejava era fazer uma ode, uma celebração do amor, do amor acima de qualquer convenção! É esta a verossimilhança procurada. A partir do momento em que em um multiplex aqui em Salvador algumas pessoas deixaram a sala, só reitera a necessidade de um filme como este, e que como toda e qualquer manifestação artistíca, o filme mexe, cutuca, toca de alguma forma as pessoas e faz pensar sobre a sociedade e sobre o bicho-homem.
O filme tem suas fraquezas, mas vale a pena vê-lo!!!
11.12.09 @ 23:57



Ah Kiko, pelamordedeus, se seu argumento vai ser esse aí (crítico [e cineasta frustrado), ou seja, um argumento ridículo e agressivo, tadinho de você porque todo mundo vai ver que você não sabe defender o que quer. Eu não sou crítico de cinema. Só tenho um blogue onde escrevo o que EU ACHO sobre os filmes em que vejo. Se você não gostou do que eu escrevi, certamente achará outro lugar com "críticos" mais condescendentes com essa porcaria horrorosa que é um demérito para qualquer tentativa de fazer um filme gay decente no Brasil.

Danilo, valeu.

José Mauro, não há nada de preconceituoso nisso. Quer dizer que falar mal de qualquer coisa que tenha gay no meio é ser preconceituoso? O diretor claramente faz um filme para agradar um público gay interessado em corpos bonitos e apartamentos grandes. Mas eu não diria que ele atinge esse público porque tem muita gente inteligente que não caiu na armadilha.

Léo, acho que vale a pena vê-lo para se ter noção de como nunca se fazer um filme.


13.12.09 @ 01:46


Dan
Chico, você expressou de forma perfeita o que se sente ao assistir esse filme. Sou gay, e achei o filme extremamente vazio, inverossímil. Como um namoro, homossexual, incestuoso, não causa nenhum conflito pra ninguem? O filme fica fútil, tolo... É nítida até a dificuldade entre os atores de darem vida às personagens, com tamanha pobreza de roteiro. Parabéns pela crítica.
13.12.09 @ 12:44


Léo
Vi ontem uma entrevista da Julia Lemmertz sobre o filme e ela enfatizava justamente este ponto da falta de conflitos, imaginava-o como uma fábula, uma utopia e que o filme só valeria para quem se propusesse a entrar nesta quimera. Como crítico um de seus papéis é observar os aspectos técnicos do filme e não há como negâ-los; no filme muita coisa é bastante mal-feita ou pouco preparada. A atuação do irmão mais velho chega a incomodar de tão ruim...

Mas reitero o fato de que o filme possui seu valor - além daquele de "como não se fazer um filme". Afinal, o cinema não é lugar onde justamente se pode sonhar? Onde por algumas poucas horas esquecemos as agruras da realidade e viajamos para um mundo irreal mas fantástico? Porque essa viagem tem que ser sempre para uma outra realidade também de agruras e sofrimento? Não compro muito este discurso de que o fato de ser dois homens belos fizeram com que os críticos rejeitassem o filme, mas me pergunto se fosse um casal de irmãos heteros- exatamente como o filme foi feito - se ele não teria a mesma recepção; acho que seria mais "bem-visto". Entendo a arte e o cinema como manifestações em que somos tocados de alguma maneira. Do começo ao fim toca em algumas pessoas e não em outras, da mesma forma que -sei lá- um disco de mpb de um artista qqr toca ou não alguém.
São essas reações apaixonadas que justificam o fato do filme ter sido feito.
13.12.09 @ 16:11


junia
assisti ao filme por simples curiosidade,junto com meu marido (que alias não gostou).É difícil crtiticar sem conhecer.\o amor entre irmãos criou essa discusão por serem homossexuais? E quanto os irmãos são heteros,finge-se não enxergar?A atuação dos atores foi corajosa,nem que seja o lado financeiro falando mais alto.Toda esse barulho será porque o brasileiro ainda é um pouco (ou será um tanto) conservador?
13.12.09 @ 22:09


Brunno Leonardo
O filme é muitoooo bom, a história em sí é maravilhosa.
Porém pena q "AMOR" só existe em
CONTOS DE FADA e NOVELA/FILME.
13.12.09 @ 22:12


Jean
Assisti o filme ontem em Fortaleza-CE e me emocionei com o olhar da Julia Lemmertz. A personagem está perfeita.
Só quem consegue ler as entrelinhas poderá entender e gostar do filme.
13.12.09 @ 22:38


Alexandre
Vi o filme hoje e me incomodei com a falta de conflito. A nudez, os beijos ardentes e as demonstrações de afeto foram válidas mas tinham um propósito, ganhar um público específico, o público gay. Acho que o filme deveria ser usado nos cursos de cinema para ensinar como a falta de um roteiro e de um diretor podem detonar um filme. É uma pena, mesmo o esforço dos atores não conseguiu salvar a película.
13.12.09 @ 23:27


Gil
Voltei agora do cinema e saí com a impressão de ter visto uma bela história de amor. Como sociólogo, noto no filme uma posição libertária dos pais de uma classe A do Rio de Janeiro, formadora de opinião, sem grandes (ou nenhum) vínculos religiosos e amarras morais que permitiram o desenrolar desse envolvimento entre os filhos (a Júlia Lemertz estava ótima como a mãe amorosa, médica, que fumava seu baseadinho, sem afetação, no ponto), assim como a Louise Cardoso, como uma improvável babá, ex-exilada(!). O filme mostra beleza de corpos e cenários, como 9 nove entre 10 filmes em cartaz mostram ou gostariam de mostrar. O filme choca por sua sinopse, mas quem o assiste sai leve da sala de exibição. A verossimilhança da ficção veio da infância dos personagens, com os atores mirins mandando ver. Gostei.
13.12.09 @ 23:28


Rodrigo
Poucas pessoas conseguirão perceber a delicadesa do filme! Vi e gostei!
O que há de errado no fato dos personagens não terem conflitos? Acredito que isto seja um ponto que deixa o público incomodado... e é esta a premissa do filme!
Segundo ponto é o fato dos personagens do filme serem gays e terem um final feliz! Apesar de se reclamar tanto o fato dos filmes, com temática homo, serem marcados por tragédias... ainda assim se sente a necessidade disto.
Eles são irmãos, homossexuais, sem conflitos e felizes! Simplesmente porque se amam! Ponto.
13.12.09 @ 23:52


Chico,

Não fui agressivo com você. Apenas discordo com sua postura de que apenas os que concordam com você estão certos.

Que o filme possa soar algo inconsistente, tudo bem. Mas você há de concordar com o Léo em seu comentário acima que "Afinal, o cinema não é lugar onde justamente se pode sonhar? Onde por algumas poucas horas esquecemos as agruras da realidade e viajamos para um mundo irreal?"

Uma mensagem só cumpre seu papel quando provoca no público receptor uma reação.

Espero que esse filme sirva para fazer com que os avestruzes tirem suas cabeças dos buracos e enfrentem o incesto e a homoafetividade como algo real (não apenas bom, ruim, feio ou bonito) e os Narcisos observem algo além de sua própria imagem refetida no lago e enxerguem que não apenas eles são belos. Negar a existência das coisas não vai fazer com que elas deixem de existir.

Isso será um passo no sentido de aceitarem que o diferente não é necessariamente mal ou errado, mas apenas diferente. E que a convivência entre os diferentes pode ser pacífica e harmoniosa.

Valeu!
14.12.09 @ 01:29


Vittor
Meu deus, esse filme de tão limpo parece um comercial de margarina, haveria outras formas mais contudente de tratar desse tabu, esse filme é totalmente alienado, não comove, não convence, simplismente parece que foi feito com a intenção de ser letargico, a maior parte dos roteiros o filme está na "defensiva" precisando da justificação do amor-gay, o unico conflito que surge a respeito do preconceito ela ainda ameniza falando " tentei ser hetero mas nao consegui...Boow..explode tudo
14.12.09 @ 10:52


Glêidson Ferreira
Tinha decidido não mais comentar, mas é quase que impossível. Meus caros, tentem entender que por mais que tenhamos opinioes diferentes, é fato que o filme não alcançou o propósito desejado desde o anuncio. O chico tem toda razão, na verdade ele fez o tipo de comentário que eu gostaria de ter fito, totalmente completo. tenho visto alguns escrever da utopia do cinema permitida, de fabulas e Ode,é como eu comentei anteriormente, gastou-se desnecessariamente a oportunidade de fazer um grande filme, sou ator de teatro,e estou longe dos palcos a certo tempo, mas posso perceber o quão fraca é a atuação e o roteito do filme. vamos avcordar meus caros, parar de se contentar com tão pouco. A gente não quer só comida, a gente quer comida diversõa e arte, e a arte que mais se encontra aí é o nú artistico, eu entendo que todos têm que comentar aquilo que percebe, mas temos que procurar enchergar os dois lados, eu fiz isso, e quanto mais penso nesse filme mais fico triste. Amo filmes brasileiros, mas este, sinceramente decepcionou uma grande maioria. Chico, valeu a Crítica, no dia que não concordar contigo eu falo, mas agora, eu tiro o Chapéu.
14.12.09 @ 14:01


Rafael Bianchini Abreu Paiva
Sou gay e nada conservador. Achei que só a ideia de juntar incesto e homossexualidade compensaria uma ida ao cinema. Enganho completo! As pessoas aqui conseguiram resumir muito do filme... atuação a la malhação (a das crianças é infinitamente pior), constrangimento, diálogos pobres e horríveis. SUPONDO que o incesto entre dois irmãos não causasse conflitos, o que já é absolutamente irreal, o amor e as relações familiares já trariam conflitos... mas nem isso esse filme tem. De qualquer forma, é uma lição de cinema... nunca tive a real dimensão da importância de um roteirista.
14.12.09 @ 18:05


Alex
Realmente, nao fui ao cinema ontem para ver guetos gays, sofrimentos e finais trágicos . Eu queria ver uma história de amor dito impossível, mas que de alguma maneira se tornou possível.

Ansiei pela cena de transição do amor fraternal para o desejo, e o que vi foi PATÉTICO. Morre o pai de um, a mãe dos dois e então eles estão na sala tirando suas roupas...ah, e dizer que aquela cena é metafórica não cola nem pra leigo como eu.

Alguém aqui citou Brokeback Mountain... e foi exatamente uma saudade dessa densidade e da expressão de Heath Ledger que senti ao deixar a sala. Não precisa ser escuro...mas tb nao precisa ser comercial de leite em pó, para não redundar em sabonete.

CONCORDO : Rafael Cardoso se salva por pouco... mas o João Gabriel irrita com cenas de risinhos bobos, e evidente esforço para convencer que não é o ator bonitão chamado pra ficar nu e atrair o tal "público corporal". Quantas possibilidades... Julia, Louise...e tudo acabou em lençol branco.
14.12.09 @ 18:56


José Mauro · http://www.gmail.com
O preconceito e a ignorância está em dizer que o público gay "se contenta apenas com beleza". Isto está expressamente escrito em seu "comentário".
15.12.09 @ 16:18



José Mauro, não está escrito de maneira nenhuma. Eu escrevi: "para atrair um público específico, que se contenta apenas com beleza". Esse público não é o público gay, mas o público gay burro, aquele que ignora inteligência e cultura e só se liga em roupas, futilidade e sexo. Esse público existe, mas, como eu disse, é "específico". A carapuça pode ser usada por quem quiser.
15.12.09 @ 18:19


Mr B
Ver um amor perfeito e um ambiente aconchegante e sem dor parece pertubador para algumas pessoas...
talvez até para mim tambem.
É como a felicidade:
eu só nao quero sentir um frio na barriga quando me der conta que deixei de acreditar nela. Não é a realidade que nós imaginamos que exista, é apenas realidade atrás da qual muitos correm, e correrão, talvez, até a morte.
17.12.09 @ 02:55


Jean Carlos Pereira · http://jean.pereira@claro.com.br
O filme é bom... Conseguiu me fazer pensar em muitas coisas e, dentro da minha simplicidade, enxergar que dois caras podem se amar sim e ter uma vida legal. Não gostei da sensação que o filme não terminou. Pareceu-me áqueles filmes franceses que são maravilhosos e acabam sem dizer a que veio.
17.12.09 @ 09:23


José Mauro · http://www.gmail.com
Homofia é crime, comentarista. Encerrei com este blog e não irei recomendá-lo.
17.12.09 @ 17:28



Não recomende, José Mauro. Mas me odeie pelos motivos errados.
17.12.09 @ 18:15


Paulo
Honestamente, achei a tematica interessante,mas realmente faltou algo...,talvez estejamos acostumados demais com a mesma coisa sempre:apresentação,desenvolvimento,clímax e desfecho; ou talvez o filme peque por não ter isso,não sei...
Pensando bem, quem sabe eles fazem o 2!!!hehe dârt
18.12.09 @ 00:10


João
Realmente... Esse filme é de um vazio estrondoso. Aposta na polêmica pura e simplesmente E aposta mal, pois incesto não é uma questão moral, mas algo que diferencia o homem dos outros animais. O roteirista já leu Levis-Strauss?
19.12.09 @ 16:42


João Alfredo - Fortaleza - CE
Será que ninguém mais consegue se comover com um filme simples, uma história de amor, um filme que tenha boas atuações e gente bonita. Será que para um filme ser o máximo, tem que ser escatológico, "non sense", "noir", rodado em lixões e nas favelas de qualquer lugar do mundo, tais filmes tem seu público, crítica favorável e com certeza algum valor, mas não são somente filmes desse tipo que podem agradar ou serem considerados bons e principalmente tocar a sensibilidade. Será que nem a trilha sonora ninguém considera. Parabéns ao diretor por ter tocado em temas polêmicas de uma forma até sublime, isso me faz lembrar o cultuado e unanimidade suprema “Almodovar” que construiu uma cena de estupro de uma mulher em coma parecer tão pura e linda, o tema é tão polêmico ou mais até e eu não vi ninguém horrorizado ou tecendo críticas negativas, Por quê? Espanha rica e moderna, Almodovar tem talento, dinheiro e já é consagrado, muito dinheiro na produção, pode ser tudo isso e muito mais, mas para mim não justifica. "Do começo ao fim" é excelente e ponto final, como disse Wim Wenders: "Hoje vivemos numa época de muita informação, tudo muito rápido, já foi feito muita coisa boa no cinema, na literatura, na música e nas artes em geral, para algo agradar alguém hoje em dia precisa ser o máximo do máximo, precisa não ser acessível ao público e nem tocar os corações, tudo hoje parece lixo, repetitivo e piegas demais" Como cinéfilo e ser humano concordo com ele, aos "intelectualóides” que acham que já viram todas as maravilhas e que nada mais resta, aconselho um antidepressivo, um veneno anti monotonia ou os velhos encontros mofados com as mesmas pessoas cansadas nos mesmos lugares de sempre, tecendo os mesmos comentários, ridicularizando as pessoas e sempre fechados pro novo, o simples e o belo.
19.12.09 @ 22:35


Mr B

Para muitas pessoas, felicidade parece inacessível demais, utopia. Preferem ver o lado feio das coisas, talvez por se identificarem mais com ele.
Quando eu disse lá atrás que a Arte não precisa imitar a vida eu pretendi dizer que a visão do artista é única, singular, inapropriável, porque dele.
E o cineasta é um artista, um poeta das imagens. E por falar em poeta, Gilberto Gil resumiu tudo isso em sua belíssima música/letra Metáfora: "Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo nada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível"

João Alfredo - CE,

As pessoas têm medo do simples, pois imaginam que simplicidade é sinônimo de falta de conteúdo. E preferem falar muito sem dizer nada, sem perceberem o vazio que as ronda.
A cena de estupro de Almodôvar talvez chocaria mais e provocaria uma grande polêmica se fosse entre dois homens.
Acho que mais do que o tema, o que incomodou verdadeiramente a alguns/muitos nesse filme é que um casal gay conseguiu ser feliz, apesar de tudo. E se a felicidade dos outros incomoda, a felicidade de dois gays incomoda muito mais.
Qual o nome disso? Tente imaginar...
20.12.09 @ 02:44


Bruno
Engraçado que quando o filme é sobre gays todos falam "cenas de nudez desnecessárias". Não preciso nem dizer quantos filmes brasileiros (e todos os outros) usam nudez e ninguém parece reclamar.

Discordo também quando muitos falam do conservadorismo e preconceito da sociedade dos dias de hoje. Besteira. Hoje há muito menos preconceitos que décadas atrás. Sem dúvida estamos melhor e se o filme fosse só para ganhar dinheiro teria saído em circuito nacional normal. Poucas cidades tem a oportunidade de passá-lo.

E se levou heteros para ver o filme e estes sairam dizendo constrangedor, essas pessoas, na verdade, são preconceituosas e fingem ser críticas só porque foram ver um filme gay que ficou polêmico na internet.

Concordo sobre as atuações e faltas de conflitos que pesam, como o autor da matéria diz, "em questão de cinema". Mas acho ele muito necessário para a sociedade em modo geral.

Tenho um relacionamento tabu. Gay namorando um menor de idade 7 anos mais novo. Nossos famílias se conhecem e temos uma relação ótima, sem preconceitos e constrangimentos. Assim, como MUITOS, MUITOS casais gays no mundo, e há muito tempo. Se críticos querem discutir sobre temática gay em cinema deveriam ir, no mínimo, ao festival mix brasil que tem uma base forte de documentários para realmente saber como está a sociedade hoje e não fingir serem inteligentes a ponto de explicar a sociedade de hoje, coisa que nem gigantescos estudiosos tem gabarito para fazer hoje (pois esses estudos só podem ser feitos anos após a data).
21.12.09 @ 10:31


Bruno
O filme inaugura em terras tupiniquins, um estilo moderno de cinema que foge aos antigos padrões na "nouvelle vague", o rompimento com padrões estéticos do cinema de construção reta, com início, meio e fim (como nas antigas redações ginasiais...) Do começo ao fim, como nos moldes dos países onde o cinema se modernizou (não acho necessário descrever a gama de filmes de romantismo mágico, romantismo per se, entre outros)revela um dilema social, tratado por uma ótima positivista. O filme é isso, apenas uma história de amor e como já referi, acontecimento comum nos cinemas dos países civilizados. O filme não levanta bandeiras (o que revolta sempre quaisquer ativistas), não explora a vulgaridade no ato sexual e não retrada a saga de retirantes do paralelo 13 (ingredientes comuns no atrasado cinema brasileiro) e isso fomenta o discurso "doctus cum libros" dos intelectualóides de plantão. A interpretação dos atores é revestida de um profissionalismo exemplar, além de talento natural! Considero o filme um marco no cinema brasileiro, tecnicamente correto. Alías, poderíamos ser mais radicais e adotar a postura de Oscar Wilde: toda a arte é inútil..." e assim permanecer arraigados ao mundo liliputiano....
21.12.09 @ 20:06


Bruno
O filme inaugura em terras tupiniquins, um estilo moderno de cinema que foge aos antigos padrões na "nouvelle vague", o rompimento com padrões estéticos do cinema de construção reta, com início, meio e fim (como nas antigas redações ginasiais...) Do começo ao fim, como nos moldes dos países onde o cinema se modernizou (não acho necessário descrever a gama de filmes de romantismo mágico, romantismo per se, entre outros)revela um dilema social, tratado por uma ótima positivista. O filme é isso, apenas uma história de amor e como já referi, acontecimento comum nos cinemas dos países civilizados. O filme não levanta bandeiras (o que revolta sempre quaisquer ativistas), não explora a vulgaridade no ato sexual e não retrada a saga de retirantes do paralelo 13 (ingredientes comuns no atrasado cinema brasileiro) e isso fomenta o discurso "doctus cum libros" dos intelectualóides de plantão. A interpretação dos atores é revestida de um profissionalismo exemplar, além de talento natural! Considero o filme um marco no cinema brasileiro, tecnicamente correto. Alías, poderíamos ser mais radicais e adotar a postura de Oscar Wilde: toda a arte é inútil..." e assim permanecer arraigados ao mundo liliputiano....
21.12.09 @ 20:09


É. Realmente o que mais me constrange é a atitude dos jornalistas gays que para mostrarem imparcialidade, massacraram os atores e o diretor do filme. Vocês gostam de sofrer mesmo!O filme é lindo, a fotografia é linda,os atores são lindos,o tema é apresentado de forma natural . Vocês imaginam se cada pessoa que se encontrar em uma situação dessas, fique gritando e chorando o tempo todo, amaldiçoando o dia que nasceu? Seria isto que vocês tinham em mente? Ah...mas um idiota escreveu em sua critica que todo gay só sai de casa para ver filmes com temática gay pela beleza fisica dos atores. Este sim deveria estar chorando o dia inteiro por ser gay.Cambada de hipócritas!!
Richard
21.12.09 @ 20:43


Miguel
gostei do filme, ele me proporcionou levantar material para o trabalho de muitas questões que são bastante profundas.
Não há como negar deficiências técnicas e as diferentes explicações para elas. De qualquer forma isso não invalida a proposta do trabalho, e as diferentes reações que provoca no público. Por esse motivo acredito que seja um filme que deva ser visto.
O tema é bastante intenso, e apesar da discussão não ser aprofundada, acredito que esse trabalho gere a discussão necessária. Os diferentes pontos de vista colocados nesse blog são bastante interessantes, mas não devemos caminhar por uma direção muito passional.
Acredito que esse trabalho, mesmo assim, seja um marco...
22.12.09 @ 01:58


João Alfredo - Fortaleza - CE
Kiko, Bruno e Richard, li os comentários de vocês e foram como um complemento do meu. Li vários outros lá pra cima e observei um azedume que me impressionou. Parece que hoje em dia as pessoas vão ao cinema só pra descobrir os defeitos, apostando no fracasso e com um olhar técnico e frio que assusta. Cinema sempre foi beleza, liberdade e principalmente FICÇÃO (por que dois homossexuais não podem ser bonitos, ricos e aceitos pela família e o que é melhor, serem felizes, mesmo no Brasil), exceto os filmes baseados em fatos reais. O criador tem toda liberdade de mostrar suas histórias como quiserem, mas o que observo hoje em dia, principalmente quando o filme é nacional, os famosos "entendidos" de cinema vão assistir aos filmes certos de que não prestam, então é só achar defeito em tudo e confirmar, parece ser "chique" detonar a obra do outro, nada conta pra esse povo, nem a ousadia de tocar em um assunto como esse tem valor, lá fora se comentou sobre essa ousadia. Lembro quando passou "Cidade dos sonhos" de David Lynch, uma moça simples na saída do cinema disse: "Achei lindo, mas não entendi nada", logo em seguida ouvi de um grupinho de "entendidos" da Sétima Arte comentar: "Magnífico! A plasticidade é perfeita, é uma catarse, uma introspecção para dentro do mundo dos sonhos e blá blá blá". No dia seguinte assisti David Lynch comentando, que o filme não é pra ser estudado e sim sentido, pois nem ele entendeu. Ponto positivo pra quem? Pra moça burrinha ou pros leitores de orelhas de livros. Resumo da ópera: Cinema é diversão, é sonho, é liberdade de criação, mas do que procurar "defeitos especiais" na sétima arte temos que ir ao cinema alegres e torcendo por um bom espetáculo, antes de soltarmos dardos venenosos na obra de alguém, temos que curar a aridez da nossa percepção e da nossa própria vida. Pois se no mundo só existissem pessoas entediadas e torcedoras pelo fracasso alheio, Charles Chaplin não teria feito suas obras primas na época do cinema em branco e preto, mudo e sem o arsenal de tecnologia que dispomos hoje.
22.12.09 @ 04:57


Diego Lutiere

Não poderia deixar de comentar aqui, depois de ter passado 30 min. lendo quase tds os posts aqui realizados... Não irei criticar, nem idolatrar, nem falar bem ou mal do filme, mas...alguem aqui ja parou pra ouvir uma musica,não pelo que ela é, mas pelo simples sentimento que ela quer passar? ver o corpo de outra pessoa sem medo de estar sendo observando? dizer "eu te amo", sem resquicios de arrependimento?.... me perdoem todos que postaram algo contra ou a favor... mas não tentem advinhar o q o autor quis passar com o filme, pois só o mesmo, pode dizer isso. Entrefins, o que seria o amor, quando se ama? Tragedia?
humor?ação?realismo? perfeccionismo de cena ?arte?
Talves, devamos pensar que o que fez esse filme vir a tona seja o simples fato de alguem denominar o amor a sua forma.. e quem assistir, denomina-lo novamente a sua forma.
Novamente peço desculpas se fui muito meloso, mas ainda assim acredito que existe um pouco de inocencia e pureza no ser humano.
22.12.09 @ 05:55


Bertran Dulais · http://www.moulinande.com
J´ai estude cinèma aux cours sazonal en Moulin Ande. Hier nous bien regardons le film Do começo ao Fin, malhersement nous non parlons pas portugais, mais le film c´est un grand moment aux cinema, très modern, romantique et avec une qualité fantastique. Les acters c´est très beau!! Mes congratulations aux Brésil!!!!
23.12.09 @ 09:57


Andy - Fortaleza
Na realidade, acho que todas as opiniões aqui postadas baseiam-se num referencial. O crítico que detona o filme por parecer comercial de sabonete e estar voltado para um público específico (e burro, como se mencionou)deve ter adorado ver Onde os fracos não tem vez ganhar o prêmio máximo do cinema. Aqueles que gostaram da película, são pessoas que saem de casa domingo à noite pra relaxar, ver cenas bonitas e sentirem-se leves.
Sou gay, gostei de ver o filme e não me considero burro ou vazio por isso... Se existe um público específico que se contenta com futilidades, de acordo com essa visão, eu teria necessariamente que me ver encaixado nesse grupo...Isso sim é ridículo. Cinema é arte e entretenimento. A sensibilidade é não se coaduna com o sabor amargo da crítica indelicada, que se contenta em sentir-se inteligente, por ser vil, na verdade.
23.12.09 @ 14:38


Diego Lutiere
andy, c é o kra!
23.12.09 @ 23:30


Glória
Fico aqui me perguntando se fosse o caso de um casal de irmãos heterossexuais, será que a polêmica continuaria? Sim, pois como já foi dito acima, o incesto é mais incômodo que a homossexualidade. Será que a inverossimilhança, também mostrada acima, persistiria? Provavelmente também, pois na arte, não deve haver lugar para o tratamento superficial quando o tema é dramático. Porém, não desmereço o talento do diretor tão bem anunciado em filmes anteriores. Resta portanto a inquietação dos questionamentos. Não tenho respostas, mas afinal, é também para isso que devem servir os filmes. Outro mérito que aponto está na impecável interpretação da bela (sim, beleza sem estereótipos) e adorável Júlia Lemmertz. Sua coerência e sensibilidade interpretativas são o ponto alto do filme.
24.12.09 @ 02:36



Glória, eu acho que se o filme com um casal de irmãos heteros adotasse o mesmo tom deste aqui, o resultado seria bem parecido.

Andy - Fortaleza, eu gosto MUITO de "Onde os Fracos Não Têm Vez" e sei que ele é um filme mais complicado de se gostar porque quebra as nossas expectativas de começo, meio e fim, mas acho que a comparação não tem sentido porque se trata de duas coisas bem diferentes. Então, não generalize.

João Alfredo, você não entendeu porcaria nenhuma do que eu quis dizer aqui e vem querer atacar com quatro pedras na mão. Como não tem argumento para defender esse filme, resolve agredir chamando quem não gostou de intelectualóide, entediado e amargurado. Que pobreza, meu amigo. Vamos trabalhar mais esse discurso, eu, ao contrário do que você possa achar, TORÇO para que você um dia tenha sucesso em fazer um comentário realmente fundamentado sobre o filme. Aí, eu voltarei a te responder.

Richard, se você achou o filme tudo isso mesmo, não tenho mais do que dizer. Mas, tipo assim, só tente falar sobre o filme. Agressões pessoais só desacreditam seu comentário. Fica raso, rasteiro, burro. Tipo "Do Começo ao Fim".

Bruno, seu comentário é tão estapafúrdio que eu só posso desejar que vc veja alguns filmes básico (comece pelos desnhos da Disney mesmo pra não dar muito choque) para a gente poder discutir sobre qualquer coisa.

24.12.09 @ 04:38


Bruno
Meu caro, estapafúrdio é o exercício intelectualóide do vazio... Afinal, ainda existem muitos mistérios que a biológia ainda precisa descobrir, como por exemplo se o pavão gosta de apreciar o próprio rabo.....
24.12.09 @ 07:25


João Alfredo - Fortaleza - CE
Encontrei esse Blog por acaso, fiz uma pesquisa para descobrir se iria sair a trilha sonora desse filme ou então que pelo menos saísse os nomes das músicas, pois achei muito bonitas todas, eis então que me deparei com as críticas negativas sobre o filme e resolvi dar minha opinião, nada direcionado a você, até porque muita gente concordou com sua crítica, mas o que me chama mais atenção em você é a raiva que você tem de quem não concorda com suas opiniões, eu acredito, já que você coloca um espaço para debater sobre cinema, você teria que aceitar quem pensa o contrário de você e não ficar o tempo todo interferindo nas opiniões dos outros, mas te garanto que foi bom ter conhecido esse Blog, pois a sua lista dos piores de 2009, virei de ponta cabeça e elegi os melhores, com certeza assistirei a todos novamente e procurarei outro espaço, mais democrático, sem tantas interferências do “;DONO DO BLOG” e com certeza, se todos os que pensam diferente de você fizerem o mesmo, limpando seu espaço de comentários que com certeza você acha de uma pobreza cruel, certamente o seu espaço deixará de ser um local de debate sobre cinema e se tornará consenso, o local onde os súditos do REI sempre baterão palmas fortalecendo sua egolatria.
24.12.09 @ 16:55


João, eu não tenho raiva de quem discorda de mim. Só não gosto de quem não sabe argumentar e fica lançando ataquezinhos pessoais e comparações sem cabimento. E este foi o seu caso.
24.12.09 @ 17:20


Fabio Alves · http://www.comlimao.com
um filme ótimo para curiosos e apreciadores do cinema, que poderão tirar a prova e comentar sobre suas impressões, já que a fotografia e qualidade dos atores é sem dúvida uma das melhores vistas atualmente no cenário brasileiro. Uma pena que a trilha sonora decepciona um pouco, mesmo assim uma ótima contribuição ao cinema brasileiro
24.12.09 @ 18:22


Glória
Pois é Chico, eu também acho isso. Gostei tanto do seu blog que voltei. Acabei minha farra de Natal quase agora (digo quase porque ainda estou tomando uma geladinha depois que todos se foram). Mencionei vc, seu blog e suas críticas. Foi através dele que te descobri(logicamente) e acabei tb encontrando opiniões pertinentes, outras nem tanto. Infelizmente algumas pessoas forçam uma leitura demasiadamente pessoal e/ou ideológica para qualificar uma obra. Eu sempre penso no tom adotado quando vejo um filme que me toca. Às vezes fico tão inquieta que já acho que o filme é bom por isso. Mas quando penso em outros aspectos, acabo concluindo que não é bem assim. Um certo distanciamento é sempre necessário porque do contrário, acabamos por exagerar na opinião positiva ou não. Enfim, para os que discordam de vc, basta ver a relação dos filmes de temática gay. Nela, vc inclui por exemplo, o belíssimo "Brokeback Mountain", só para citar um recente. Há lirismo e conflito. Há tb na mesma lista uma referência à "Thelma e Louise" que não entendi, mas isso talvez eu deva colocar lá, ou quem sabe deixar para a pós-farra de Ano Novo, se eu conseguir:)Um abraço de Boas Festas. Conhecer teu blog já está na minha cesta de presentes.
25.12.09 @ 04:01



Obrigado Glória, algumas pessoas acham que eu forcei um pouco a barra em classificar "Thelma e Louise" como um filme de temática gay. Realmente faz bastante tempo que eu vi o filme, mas acho que aquele amor entre as duas, mesmo nunca se consumando, pode ser interpretado dessa forma. Preciso rever.
25.12.09 @ 19:32


Juliana
Bem, eu odiei a história do filme. Não digo o filme porque não assisti, mas só a sinopse eu já achei horrivel.
Li em alguns comentários, não digo nesses daqui até porque confesso que não li nenhum. Só que o fato é que tem gente que nos comentários escrevem " é lindo a história de amor dos dois."
¬¬°
Bem eu não acho nem um pouco bonita a história de dois irmãos que são amantes. E quando eu falo isso, sou taxada de preconceituosa. Não meus queridos eu não sou preconceituosa. Muitos pensam que fico chocada pela questão de o casal ser gay. Cara é serio não importa se os caras são gay ou hetero. O que pesa é eles serem irmãos. E simplismente se apaixonarem e viverem um "amor incondicional" .
¬¬° A pelo amor de Deus.
26.12.09 @ 03:11


Bruno, João Alfredo,
O Chico elogiou a Glória! Será porque ela concordou com ele? Será que de quem discorda dele ele só consegue achar que estão fazendo ataques pessoais, que não sabem argumentar, que os argumentos perdem a credibilidade e consistência?
Volto a dizer: O cineasta é o poeta das imagens, e no poema dele tudo cabe (parafraseando Gil).
Ou será que o Chico vai também falar mal dos poemas de Drummond, Fernando Pessoa e que tais, dizendo que eles deveriam ter suprimido isso ou acrescentado aquilo?
Depois quando eu digo que crítico de cinema é cineasta frustrado, acham que estou fazendo ataques pessoais...
O Aluísio Abranches fez o filme dele (que ele idealizou). Quem quiser que faça o seu. Quem quiser que conte outra!!!
26.12.09 @ 20:12



Cara, vc não tem um argumento, impressionante. Só faz se repetir. Ataques pessoais ("o Chico elogiou a Glória" - e daí?) e conjecturas ("será que é porque..."?). E o pior é que vai aumentando o grau (Drummond, Pessoa, etc). Mas, no fundo eu concordo com vc, o Abranches fez o filme que ele idealizou. Pena que foi uma bosta de filme. Pena. Poderia ter feito um filme simples e bonito sem recorrer a tantos clichês. Poderia ter tocado num tema tabu sem fazer escândalo, mas de uma maneira que pudéssemos acreditar na história que vemos na tela. Pena que ele fez um filme tão porcaria. Mas tudo bem. Muitas reencarnações virão, diria o Allan Kardec.
26.12.09 @ 22:40


Argh...a velha frase clichê de que não tenho argumentos sólidos...
Sim, muitas reencarnações virão, prá todos nós que ainda não aprendemos nada. Principalmente a quem não consegue se desvencilhar da soberba.
abç
27.12.09 @ 01:02


Andy - Fortaleza
Para aqueles que não concordam com a forma indelicada (utilizo-me, aqui, de um um doce eufemismo) com a qual o autor do blog se dirige àqueles que tentam fazê-lo enxergar que a verdade é o mais relativo dos conceitos, sugiro que apreciem os demais comentários, pois cada um vê um faceta diferente das tantas realidades e surrealidades que a película expressa. Acho que o temperamento pode estar ligado ao caráter...Não sei ao certo...Vejam o exemplo de doçura da personagem Julieta: ele pode nos dizer mil coisas, até sem usar uma palavra sequer...Abraços a TODOS e Feliz Ano Novo!!!
27.12.09 @ 04:06


Glória
Kiko, não acho que o Chico me elogiou ou sequer concordou comigo. Se vc prestar atenção menos armada aos meus comentários e às respostas dele, verá que ele apenas me agradeceu. Verá inclusive que eu o questionei sobre o filme "Thelma e Louise". Acho que a gente precisa de delicatessen na hora de apreciar as obras de arte. Repito que, com condicionamento ideológico e/ou pessoal, a gente acaba "imprensando" uma opinião e isso é perigoso, até porque tem implicações na recepção.
27.12.09 @ 05:48


Glória
Andy, Feliz Ano Novo pra vc tb. Porém, se vc acha eufemismo e indelicadeza na forma incisiva e certeira de um crítico referir-se a um filme, eu te digo, reveja os conceitos dessas palavras. É chocante como o impressionismo sem substância ou propriedade pode tentar querer "impressionar"
27.12.09 @ 05:53


Glória
Andy, corrigindo: eufemismo nas suas palavras e indelicadeza nas palavras do Chico. Todo mundo critica o Chico, mas só ele respondeu: Glória, se fosse o caso de irmãos heterossexuais, o filme teria o mesmo tom. Os demais só usam argumentos pessoais. Por favor, me convençam que essa merda de filme presta. Quem presta é Truffaut!
27.12.09 @ 06:00


Glória
Andy, corrigindo: eufemismo nas suas palavras e indelicadeza nas palavras do Chico. Todo mundo critica o Chico, mas só ele respondeu: "Glória, se fosse o caso de irmãos heterossexuais, o filme teria o mesmo tom". Os demais só usam argumentos pessoais. Por favor, me convençam do contrário mas repito, com substância!
27.12.09 @ 06:04


Glória
Corrigindo de novo: faltou energia 3 vezes e por isso a repetição. Sorry!
27.12.09 @ 06:15


Gilda P Olarias
Acredito que este filme aborda sutilezas mas nem por isto deixa se cair no ridiculo; o diretor está de parabens e esse lance de comercial de sabonetes é história de gente que adora ver um sofrimento longo e chato num filme.. vamos aos romances vamos esquecer um pouco do mundo la fora, vamos deixar as pessoas se amarem e só.
27.12.09 @ 14:35


Henrique Marcondes
E se fossem dois indios com descendencia negra e tetraplegicos,hein?
Vocês reclamam de tudo então bota minoria pra sofrer quero ver no que vai dar.
27.12.09 @ 14:37


Andy - Fortaleza
Glória, desconfio que vc não tenha entendido muito bem o meu comentário, talvez por ter confundido alguma figura de linguagem. Não aponto o dedo para um crítico que não aprova a forma como o filme foi conduzido, taxando-o de ruim ou vazio. A liberdade de expressão é a tônica da construção de opiniões. Refiro-me ao modo com o qual o autor se dirige àqueles que discordam de seu texto tão bem elaborado e cheio de nuances. Quanto ao filme, acho que ninguém precisa convencer alguém aqui que a película é de qualidade. Vc não gostou. Eu gostei. Isso não me torna pior ou melhor do que vc ou vice-versa. O que me incomodou foi o fato do autor do blog utilizar-se de um sarcasmo disfarçado dirigido aos que elogiaram o filme, como quem diz: sou esperto, exigente e profundo, ao contrário de quem gosta de uma "merda" qualquer... Só isso. A crítica tem sua razão de ser. É bem fundamentada. Mas peca quando faz comentários dirigidos aos críticos da sua crítica, não apenas respondendo, mas desdenhando. Deveria ater-se ao filme em si. Ficaria de excelente tamanho e menos indelicada. Mas é só um opinião, tá? Não pretendo influenciar ou "impressionar". Abs a todos.
27.12.09 @ 16:04


João Alfredo - Fortaleza - CE
Andy, parabéns pelos seus comentários, você teve sensibilidade e olhos abertos para perceber as sutilezas do filme, esteve atento à ótima atuação de Julia Lemmertz e principalmente não ficou preso a (pre) conceitos, conseguiu enxergar beleza, afeto e amor no belo filme de Aluisio Abranches. Outro mérito seu, mesmo sabendo usar as palavras, sendo inteligente, eloquente e conhecedor de cinema, sabe ser gentil e principalmente um cara simples. Em um país onde a grande maioria não conhece teatro, quase nunca ler e praticamente não vai ao cinema (até porque na maioria das cidades nem tem), o mundo da cultura fica restrito a uma minoria que se acha proprietária da verdade, não sabendo do básico: “Todos somos ignorantes”, pois ninguém tem o conhecimento do todo. Na Finlândia e em vários países Europeus, onde qualquer criança conhece partitura, aprende vários idiomas e tem um vasto conhecimento sobre as artes, o conhecimento não tem tantas disparidades, portanto não há espaço pra tantos “shows de esnobismos”. Pra você que não parou em “Woodstock”, que não encalhou no “cinema novo” ou na “Nouvelle Vague”, que não se fossilizou na música dita clássica (até porque, era extremamente popular na época) e principalmente porque sabe dar valor às pequenas coisas e encontrar a verdadeira beleza em uma história simples e ao mesmo tempo inusitada de amor, mais uma vez parabéns! Em um mundo onde impera o egoísmo e a violência, prefiro ter um conhecimento rasteiro e encontrar mais possibilidades de me encantar e ser feliz, do que deter um “altíssimo conhecimento” e encontrar novidades interessantes somente nos museus e em “raríssimas” oportunidades que o novo possa trazer.
27.12.09 @ 16:51


Andy - Fortaleza
A idéia é essa, João: democratizar as idéias e aceitar o novo com mais naturalidade e menos rancor. Abs. Meu msn: andersonfdiniz@hotmail.com.
27.12.09 @ 17:03



Bem, eu parei por aqui com "Do Começo ao Fim". Obrigado a todos que comentaram neste post. Tanto quem concordou comigo quanto quem discordou. Tentei deixar meus argumentos claros. Ninguém é obrigado a concordar. Feliz ano novo para todos.
27.12.09 @ 22:57


Gabriela
Assiti ao filme e li TODOS os posts...Eu particularmente gostei do filme, e ng q não queira precisa concordar cmg.O negócio é que enquanto não nos evaziar-mos de tudo aquilo que nos foi imposto, as "regras" digamos assim,não estaremos abertos para o novo.“Não existe segredo para o amor; desprenda-se dos critérios e das condições que você impõe para amar e deixe que o amor manifeste sem bloqueios ou mistérios: é só sentir e viver." Deixo aqui um trecho de um artigo q li, da Martha Medeiros, com algumas coisas acrescentadas minhas.
"O desprestígio do amor talvez venha da pressa de viver, da urgência dos dias, da necessidade de “aproveitarmos” cada instante. Francamente, o que se aproveita, de fato, quando não se sente coisa alguma? A resposta é: coisa alguma.Do que se conclui que o amor nunca será preso e lilmitado, pois nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa.
Bjos e bom Ano Novo à todos
29.12.09 @ 11:53


João Alfredo - Fortaleza - CE
Gabriela, parabéns pelo seu comentário, você assistiu ao filme despida de olhares técnicos e sim cheia de sensibilidade, muito interessante essa sua visão do amor e do despertar para o novo. O filme foi muito corajoso ao tocar em um tema considerado “tabu” e deixar a quem assistiu (alguns) a leveza de uma história de amor, com toda aquela aura de carinho, afeto e proteção. Continue com esse projeto de não exigir tanta perfeição das coisas e (ou) pessoas, permaneça com os olhos abertos para a beleza que vem do simples, procurando ser detalhista na descoberta das coisas positivas, agindo assim tenho certeza que você terá muito mais possibilidades de viver momentos felizes e de se encantar mais facilmente com o que venha a ver, ouvir e principalmente sentir em sua vida. Feliz ano novo pra você e pra todos que deixaram seus comentários aqui.
30.12.09 @ 02:35


Fabio Alves · http://www.comlimao.com
parabéns gabriela pelo seu comentário. De fato, tudo se reinventa, inclusive o cinema que não tem fórmulas prontas, nem receitas para um filme! O que importa é o impacto de mudança e de sentimento. Feliz ano novo a todos!!!!
30.12.09 @ 21:09


Olá Chico,

Tudo bem contigo?
Tenho um blog de cinema também e antes de escrever sobre o filme "DO COMEÇO AO FIM", verifiquei algumas informações e me deparei com a sua crítica.
Gostei muito e coloquei o seu endereço como referência na bibliografia.

Vejo o filme de uma forma muito semelhante ao que vc. comentou.
Adorei ver a repercussão por aqui.

Muito bom.

Abs. e vamos falando.
31.12.09 @ 10:36


Ricardo
Decepção total com esse filme. Sem enredo, sem lógica, o romance parece irreal até para os 2 atores. Foi um desserviço, pois o diretor se concentrou apenas em explorar cenas com dois homens bonitos. O pior é que quando o diretor não soube o q fazer com os personagens que seriam marcante ele os matou: a mãe e o pai argentino.
01.01.10 @ 10:57


Ricardo
Chico, concordo 100% contigo. Sou gay sem neuras e fico irritado quando alguém que tem a possibilidade de fazer um filme sério faz uma porcaria. Que o diretor quisesse fazer um filme romântico, com cenas de sexo entre dois caras lindos...maravilha. Agora dizer que a proposta é tocar num tema polêmico e na verdade não dizer nada sobre esse tema (incesto) é subestimar a nossa inteligência. Vi a entrevistas desse diretor para Marília Gabriela. O cara é só cara de paisagem, superficial.
01.01.10 @ 11:05


João Laiter
Chico, parabéns pela crítica!
O filme é uma PIADA. Não sei porque estçao dando tanta ênfase ao preconceito da sociedade e esquecendo-se dos conflitos internos de alguém que se apaixona pelo próprio irmão.
Existem muitas pessoas que vivem o drama de serem abusadas por irmãos (de idades próximas, inclusive) e acabam desenvolvendo conflitos em sua sexualidade, outras se apaixonam pelo irmão, ou pela irmã por diversos outros fatores. Difícil é crer que um sentimento deste se desenvolva por mero acaso. Alguém que se apaixona por um irmão sofre não pelo preconceito da sociedade, mas sim pela sua própria rejeição em relação ao que sente. E digo isto porque já conversei com algumas pessoas que passam ou passaram por isso. NINGUÉM transa com o próprio irmão e continua com sua saúde mental intacta!
O filme é piada para quem vive ou viveu a realidade do insesto! Talvez o autor deveria ter ouvido relatos reais para construir um roteiro mais consistente.
Mas já que o mundo é gay, os atores são lindos, o requinte e o "romantismo" são abundantes vamos lá, né! Isso é Brasil! Vamos assistir e achar lindo! Afinal, o brasileiro gosta mesmo é de festa! Que conflito, que nada!
Aluisio perdeu a oportunidade de produzir uma obra com a qual pessoas reais pudessem se identificar!
03.01.10 @ 10:52


Phallcon
Discordo quando dizem que o filme é uma porcaria. A sociedade é uma construção cheia de tabus e preconceitos. O amor entre os dois irmãos foi construído a partir da existência de Thomás. A morte dos pais do Francisco, ao meu entendimento, foi tranquila e natural. O que as pessoas estão acostumadas são conflitos amorosos, perseguição, hostilidade, traição, sobretudo, quando isso é vivenciado no mundo homossexual. O filme contou com poucos recursos, reconheço, mais isso não pode traduzido em infelicidade de construção do Aluizio. O amor entre os dois irmãos foi construído ao longo dos anos. E está nas escrituras: "Amai ao próximo, como a ti mesmo". Foi o que contou o filme desde o inicio. Se o amor é sublime,essencial, e neste caso, recíproco. Por que então enfatizar valores mundanos que somente causam guerra, morte, abandono, infelicidade. Que viva o amor recíproco entre os homens, sem hipocrisia, sem tabus. Assim estaremos construindo uma socidade melhor, mais justa e com mais respeito ao outro.
03.01.10 @ 10:57


Ailton
Bem, não sei se a intenção de Abranches foi buscar verossimilhança entre a vida de Thomás e Francisco e as relações incestuosas da vida real. De veras, com muitos conflitos e muito tabus.
Me parece que resolveu mesmo criar um universo paralelo.
Bem, tratar este tema, mostrando como se fosse algo "natural", "tranquilo", uma família (pai e mãe) que aceita(m), apesar de preocupados.
Como diz a mãe: "Não sei se deveria desde já dizermos que isso é ruim", apesar de se assumir preocupada na conversa que mantém com o pai (argentino) de Francisco.
Ora, isso deve de ser um choque aos conservadores. Mostrar que uma relação como essa pode ser encarada com normalidade. E que a sexualidade pode ser construída a partir de uma relação afetiva, mesmo a entre irmãos.
O tema já é polêmico.
O tratamento dado a ele é polêmico.
Quanto aos atores, fica a pergunta:
Quais atores tão bons hoje topariam fazer este filme?
Porque foram estes os escolhidos?
Bem, só queria dizer que gostei do filme.
Me deu prazer. Me senti bem.
Me fez bem à alma.
E não foi só uma "droga" passageira, não.
O filme fala da intimidade numa relação. Do cuidado, do respeito, enfim...
Desculpem a minha acriticidade, mas ele conseguiu fazer bem a minha alma.
03.01.10 @ 19:56


O filme é simples.
Tão simples que não é digno de conflitos (positivos ou negativos) por causa dele.
Só tá gerando essa confusão toda porque são dois homens e irmãos. Mas existem centenas de filmes, com um homem e uma mulher, neste mesmo nivel de simplicidade que agradam, ou deixam um tom de neutralidade.

Eu gostei do filme. Não posso deixar de concordar que os aspectos tecnicos não são os melhores, e que os dois temas poderiam ser aprofundados mais, só que não foram, isso não faz do filme "o pior filme do ano". O autor não é um idiota tapado, ele deve saber o que fez, e foi válido...basta vc olhar para a barra de rolagem ao lado.

É um filme calmo, sem altos e baixos, sem grandes conflitos, mas bom.

É dificil um relacionamento deste tipo, ser assim, mas, tudo é possivel, felicidade é possivel...e se essa felicidade for impossivel? Qual o problema? É filme pow, assitam 2012 e voces vao ver o que é utopia! Mentiras que querem ser verdades são presentes na maioria dos filmes.

"Afinal, o cinema não é lugar onde justamente se pode sonhar? Onde por algumas poucas horas esquecemos as agruras da realidade e viajamos para um mundo irreal mas fantástico?"(Léo)

"Só quem consegue ler as entrelinhas poderá entender e gostar do filme." (Jean)

"A sensibilidade não se coaduna com o sabor amargo da crítica indelicada, que se contenta em sentir-se inteligente, por ser vil, na verdade."(Andy - Fortaleza)


Publico Gay. No país em que vivemos, quando que um filme, onde dois homens se beijam todo o tempo, não é para gays (independente do nivel intelectual dos mesmos)? talvez seja para heteros compreenderem o mundo 'pink', né?!

E outra o diretor tem o direito de fazer um filme, com cara de
comercial de sabonete/margarina/leite em pó, SE esse for o objetivo goste quem gostar...

Saí do cinema bem (não posso dizer satisfeito), e o que disse foi: "É, legal. Não é o melhor filme que já assisti, mas só o fato de não ter uma parada gay, como um dos ambientes do filme, faz pensar em coisas pertinentes aos relacionamentos entre dois homens, irmãos, talveZ.

E discutir arte, o que é, ou o que não é arte...é querer ser muito mais do que de fato se é.
04.01.10 @ 17:10


Antonio Reis
Acho bobagem a discussão se o filme é arte ou apenas comercial. Pode ser apenas bom ou ruim. Gente bonita todos queremos ver logo de manhã quando olhamos no espelho, portanto, se os atores são bonitos reflete uma busca inerente ao ser humano. Se o argumento é bom o desenvolvimento nem tanto... Talvez fosse a hora dos críticos de plantão serem menos pretensiosos. Acho que qualquer um que julge o que é arte, ou não, já mostra de cara sua ignorância. Como julgar arte? Parâmetros? Estes mudam com o tempo. O filme deveria ser mais denso, mais realista, mais... enfim. Talvez estivéssemos satisfeitos com a velha receita, segundo a qual personagens que carregam a diferença (incesto, homossexualidade) devessem caminhar rumo à redenção, morrer talvez, como em tantos outros filmes. Assim, entramos na sala de exibição, nos questionamos, torcemos pelo amor, choramos pelas pedras no caminho, sentimos compaixão e, finalmente, alívio, pois a "diferença" foi finalmente sublimada: matamos os personagens e podemos voltar para casa sossegados.
Gente, deixa de hipocrisia, dá para ser feliz? Contos de fadas temos aos montes, e ninguém até hoje reclamou disso. E, no fundo, eles nos ensinam a viver, a sonhar, a ser feliz.

05.01.10 @ 21:36


Antonio Reis
E... antes que alguém corra e me corrija dizendo que contos de fadas são mais coerentes que o filme em questão, vou logo dizendo que tais contos já foram por nós incorporados e fazem parte dos seres sociais que somos. Esse filme ainda vai levar algum tempo... ainda mais com as críticas acima.
05.01.10 @ 21:45


João Victor,

Você disse tudo. O belo é simples. Parabéns pela sua clareza de idéias e sua concisão. E quem quiser que se degladie entre si.
Deixem o poeta colocar o que quiser em sua lata...
Feliz 2010 para TODOS!
06.01.10 @ 19:21


Glória
Cito o querido Cortázar: em arte o que vale é o tratamento e não o tema. Que pena Chico que vc não vai mais comentar sobre esse filme. Uma coisa que me entristeceu e inquietou foi que as pessoas que gostaram, só usaram argumentos pessoais, pura identificação! Isso pode tb ser bom mas quando acompanhado de questões sobre a própria feitura do filme, estética, fílmica e verossímel (de novo), mas o que podemos fazer qdo ela se sustenta?
07.01.10 @ 07:45


Glória
Andy,
primeiramente obrigada por ter se dirigdo a mim de forma educada e delicada. Eu compreendo sua queixa qdo diz que o crítico foi exageradamente incisivo em suas colocações, sobretudo quanto aos que apreciaram o filme. Porém, te pergunto, e essa é uma inquietação minha tb, qdo as pessoas gostam de filmes ruins? Eu sei que o critério da recepção é subjetivo, mas se só assim fosse, tudo prestaria. Eu não desrespeito as pessoas que gostaram do filme, mas apenas anseio por argumentos convincentes por terem gostado. E em nenhum momento achei que eu ou vc fosse melhor ou pior por gostar ou não. Seja como for, feliz 2010 e que a gente algum dia goste de um mesmo filme e comente a respeito.
07.01.10 @ 08:14


Leonardo
Prezada Gloria, o gostar não tem métrica ou modelo... ele apenas se afina com o que carregamos de construção psicológica/vivências. Eu gostei do filme, considerei uma forma diferente daquela que o cinema nacional segue (da trajédia nos morros, libertinagem, retirantes...). Filmes, esculturas, quadros, enfim são manifestações artisticas e é natural que alguns gostem e outros não. Também nos é típico a vontade de querer colocar tudo em caixinhas. Um feliz ano para você e a todos.
07.01.10 @ 18:27


Marcus
Sinto-me forçado a discordar frontalmente da crítica apresentada. O filme é bom e a ênfase em supostos deméritos da produção ou capacidade profissional dos envolvidos, advém do fato de que o filme não levanta nenhuma bandeira de militância, o que era ansiosamente esperado nesses meses em que se teve notícia da iniciativa desta produção. A história, que gerou uma expectativa de levar ao delírio todos aqueles que frequentam as tão vazias salas de cinema cult, foi enfocada de uma maneira sutil (o que considero muito mais útil na socidade atual) onde o roteiro não levou o público a nenhum julgamento moral imediado, e sim contrabalanceado no fato de que relacionamentos são possíveis, baseados no que as pessoas (é isso é exercício do gostar referido em um dos comentários)chamam de amor, respeito, cumplicidade, sei lá, cada um que defina como quiser. A posição da direção em optar por um roteiro sem trajédias nas quais nós brasileiros fomos acostumados no "cinema brasilis" , na minha opinião, reflete uma edução e respeito com o público que foi convidado a relfetir sobre o objeto principal por um viés mais otimista do que o estereótipo homossexual vigente (criado por conjeturas que caberiam em um tratado de sociologia). Enfim, eu gostei do filme (o colega acima explanou com propriedade sobre o gostar..) porque ele me fez bem e quebrou todas as minhas expectativas de uma história complexa como um rococó! O roteiro é linear, o que desarma o expectador ao imaginar um incesto entre irmão do mesmo sexo (o contraponto ao peso do incesto entre os dois é a satisfação em estarem juntos e felizes -aos desavisados, sim a felicidade é uma possibilidade), uma fotografia limpa e impecável (bem ao estilo Alair Gomes), a entrega aos personagens é observada desde os atores mais experientes até os noviciatos (nem preciso comentar da Júlia Lemertz) Verossimilhança, francamente, Monteiro Lobato já deu um passo muito mais largo que isso....
08.01.10 @ 23:45


Zhungarian
Meu Deus, que filme ruim. Péssimo. Chega a ser cômico. As cenas são dignas de um "não faça assim". Pois o tratamento do tema é raso como um pires, os personagens não têm consistência, você não consegue se identificar com nada desse filme.

Não perca seu tempo. Esse é aquele tipo de filme que, tão logo saia de cartaz, cairá no ostracismo.

Incesto, homossexualismo e nudez podem render boa bilheteria. Mas é preciso ter maestria para bem manejá-los. Jogá-los simplesmente na telona ao som de músicas entediantes é, no mínimo, um grande desrespeito à inteligência de homens e mulheres, héteros ou não.
09.01.10 @ 19:10


Marcus
Que curioso, os inteligentes também podem gostar de histórias otimistas. Ficar tentando impor padrões a obras isso é coisa dos antigos intelectuais da década de 70... Gostar do filme não é pecado e tão logo ele saida de cartaz, seguirá o mesmno caminho de todos os filmes no Brasil, afinal as produções cinematográficas andam muito aquecidas (com pires ou sem pires)! Bem vindo a sociedade moderna.....
09.01.10 @ 20:34


Glória
Leonardo, concordo que o gostar transcende qualquer outro critério. Concordo inclusive qdo vc fala da forma como o cinema brasileiro vem avançando em temáticas que não sejam só violência, sacanagem, etc... Porém, sustento meus argumentos anteriores:o filme peca por sua superficialidade no tratamento. A vida tem tragédias e um incesto homossexual é pra lá de trágico. Mas ser feliz ou ao menos tranqüilo com isso? Para mim, é forçar muito a barra.Aristóteles deve ter se tremido na tumba, inclusive porque se falou muito aqui na verossimilhança, mas se esqueceram de seu efeito primordial que é a mímesis. O filme brochou pois não conseguiu nem uma coisa nem outra.
10.01.10 @ 06:13


Glória
Marcus, o filme vai ser esquecido, não por ser brasileiro mas porque é ruim mesmo!Os intelectuais gostam ou não de boas histórias, com bons roteiros, boa atuação de atores e não acho que isso seja algo dos anos 70. Se fosse assim, a gente detestaria Nelson Pereira dos Santos e seu maravilhoso "Vidas Secas?" A questão não é diacrônica mas de qualidade. Continuo respeitando quem gostou desse filme, mas ninguém ainda me convenceu, nem aqui no blog,nem nas conversas que travo com amigos de que ele presta!
10.01.10 @ 06:25


Glória
Marcus, o filme é ruim e não tem nada a ver com militância. A atuação é fraca, o roteiro é capenga e não entendi onde Monteiro Lobato entra no seu comentário?Que metáfora mais infeliz foi essa?Fiquei pensando no Sítio do Picapau Amarelo para tentar entender.Outra coisa, para ser considerado "cult" ele precisa ser cultuado por um número graaaaaaaaaaaaande de cinéfilos; ainda precisamos esperar para crer. Sim, o amor seja como for, pode ser um tema muito feliz. Nesse caso não foi, pelas inúmeras razões que já apresentei aqui. Outra coisa: o fato do filme carecer de tragicidade qdo seu próprio tema o convida para tal, no mínimo mostra uma ingenuidade da parte do diretor que a poucos convence.E isso independe de sermos brasileiros ou não. O cinema brasileiro pode ser bom ou ruim, não é pelo tema tratado aqui que ele tem seu mérito. Mas não tem messsssmo! Eu acho que as minorias precisam de filmes bons que as retratem:negros, homossexuais, mulheres, fumantes, Indios, etc. Mas a gente precisa se convencer, do contrário, a obra só serve para corroborar o status quo.
10.01.10 @ 07:07


Marlucia
uai, eu não sou especialista mas gostei tanto do filme, fiquei tão emocionada com a história, os dois moços são lindo e me passaram tanta verdade no filme.
10.01.10 @ 22:59


Carlos
Eu vi o filme ontem. E quando eu voltava para minha "laje" em Pinheiros, ficava tentando matutar: o filme é um arraso de estética, bonitos atores, música bonita, não tem conflitos, um roteiro limpo! A vida já é amarga igual jiló, pra que ficar inventando desgraça pra botar no cinema. Valeu a idéia do Abranches em fazer um filme romântico, otimista, isso faz bem a alma e a sociedade precisa de incentivos otimistas para assuntos tão amargosos. O filme é muito bacana! Acabei me convencendo e gostei da iniciativa, é diferente no tão sofrido cinema brasileiro. Inovação é sempre um grande passo!
11.01.10 @ 14:19


Lilian
Amei o filme, uma belíssima história de amor!!!
11.01.10 @ 16:43


marcus
Marlúcia, parabéns pelo seu comentário, ele é revestido de uma sinceridade ímpar. o cinema serve é para isso mesmo, antever os fatos e nos fazer bem! Muitas pessoas perdem tempo tentando impor modelos as coisas, esquecem da literatura, da livre criação e se agregam em meia dúzia de cabeças ditas pensantes para cultuar estes modelos. Parabéns mais uma vez!
12.01.10 @ 09:50


Sergio-PE
O fime é muito bom!!! As pessoas que não se identificaram com o filme deixam claro que são adeptos a um estilo clássico de cinema. Fazer flmes, é um ato e criatividade, se uns gostam ou não é direito de todos. Agora taxar o filme como algo sem conflito, interpetação (acho que o maior benefício deste filme foi revelar talentos), roteiro (muito poético e isso faz bem - vide depoimentos sinceros), música ruim, é de fato não conhecer em profundidade o tema, o cinema no Brasil se modernizou, quanto mais no mundo! O filme coloca um tema para todo o público 'não um gruo específico de uma forma muito sutil e bonita e isso sim é mais útil do que qualquer livro de cinema....
13.01.10 @ 22:34


Lilian
Mimesis!KKKKKKK O filme tem muita diegesis, por isso ele é legal!!!! Aprendam filosofia: uma obra só é arte se for imitação ou representação da Natureza? Claro que não!!! Uma pintura abstrata não representa a Natureza e também é arte!!! Sugiro aos desavisados dar uma foleada em The Poetry of Philosophy - On Aristotle's Poetics, de Michael Davis, 1999 (basicão pra este tema) Parabéns Abranches, seu flme é ótimo!!!
14.01.10 @ 00:07


João Alfredo - Fortaleza - CE
Tinha prometido pra mim, não mais deixar comentários sobre esse filme, mas quando olhei a quantidade de comentários positivos sobre o mesmo, não me contive e resolvi fazer algumas observações.
Falaram que esse filme vai ser esquecido em breve, acho difícil que isso aconteça, pois em minha cidade (Fortaleza) ele já está em cartaz há quase um mês com sessões lotadas, esse Site aqui não para de discutir sobre o filme desde novembro, outros sites estão fazendo o mesmo, colecionadores e admiradores do filme já fizeram até uma trilha sonora adaptada e já circula pela Net uma cópia de qualidade muito boa, além disso, como pode um filme ser esquecido logo, se foi o primeiro a ter coragem de tocar nesse assunto de uma forma tão explícita e deixar uma mensagem que o amor pode vencer qualquer coisa.
Outro detalhe, a turma que detona o filme diz que a turma que gosta não tem argumentos suficientes para mostrar que o filme presta, como isso pode ser verdade, se todos os que gostaram falaram da direção impecável, atuações convincentes, trilha sonora muito boa, enredo diferenciado das tragédias do dia-a-dia e por aí vai, só que além dessas observações, muitos de nós falamos de coisas subjetivas e sensações positivas que o filme nos passou, algo que não pode ser estudado em cursos de como aprender a olhar e criticar tecnicamente um filme. A grande maioria de nós falou de sensações e reflexões que o filme nos deixou e que permanece até agora fazendo com questionemos o quanto a sociedade é cruel ao proibir que um amor nascido em um leito de proteção e afeto seja demonizado, enquanto o “Show de realismo da violência” cause tanta admiração e entretenimento nas pessoas”. A beleza que vimos nos olhares, nos toques e nas entrelinhas, e principalmente na forma bela e sutil de mostrar uma história FICTÍCIA de amor sem punições ou maiores traumas e tragédias, acrescentou algo em nossas vidas, entramos no cinema de uma forma e saímos bem melhores dele, mesmo que pouco tempo depois a ficha do mundo real tenha caído, por alguns instantes pudemos sonhar e nos deliciarmos com momentos de ternura e de construção de laços de compreensão e amor no seio familiar.
Por fim, que venham outros filmes com coragem suficiente para mostrar histórias de amor não convencionais, mesmo que os próximos filmes sejam elogiados pela crítica intelectual por mostrarem cenas de violência familiar nas favelas mais violentas desse país ou no sertão árido e pobre do nordeste, com interpretações de atores “não globais” vindos das escolas alternativa de teatro, caracterizados com uma ausência total de beleza física, falta de dentes, feridas pelo corpo, ou até com deficiências físicas ou membros amputados, para tornar o cenário mais real e agonizante, pois afinal perversões desse tipo tem que ter todo esse complemento de tristeza e desgraça. Que haja também miséria ao extremo, cenas de espancamento e intolerância religiosa, que sejam ambientados em locais de extrema pobreza de grana, valores humanos e principalmente que tenha um final trágico, para que todos só confirmem que quem ousa ser diferente ou resolva “amar de uma forma devassa” tem que ser punido com a “Ira” de Deus e todo o furor dessa sociedade extremamente altruísta, honesta, coerente e super humana e justa, pois afinal “CINEMA AINDA É A MAIOR REALIDADE”.
14.01.10 @ 07:07


Anna
Já assisti o filme e é simplesmente incrível!!!!São filmes assim que mostram o poder do cinema brasileiro. As pessoas querem sempre exergar as coisas do pior modo! Os sábios dizem que devemos amar as pessoas como se não houvesse o amanhã! O amor é lindo e deve ser vivido.
14.01.10 @ 09:15


Berta
O filme é simplesmente fantástico. A opção por um roteiro simples torna o peso do tema do filme altamente palatável para o público! A interpretação de todos os atores é impecável! Fico muito feliz em saber que o cinema nacional está evoluindo e saindo do mundinho de trajédia, favela, AI5 e masturbações mentais de velhos intectuais que vivem desconectados do mundo prático. O filme é absolutamente fantástico porque transcende o hanso que o cinema brasileiro vivia em temáticas já batidas.
14.01.10 @ 09:22


Marco Tulio
Ótimo filme! Reivindico que a censura seja passada para 16 anos! O cinema brasileio tem coisas aburdas e este e tão belo, ético e poético (até rimou!!)que nã se justifica ter 18 anos para assistir!
14.01.10 @ 10:08


Felipe
pô vi o filme ontem, é um fime forte, e sinceramente não faz meu tipo de filme, mas a atuação dos caras convence, é impressionante!! Vai ter coragem assim la no front do Haiti!
14.01.10 @ 11:32


Marcelo Silva
Ontem nossa turma da pós em fotografia fomos ver este filme que sairá de cartaz amanhã aqui em Brasília. Todos nós gostamos muito!!! Falando da minha área: a fotografia do filme é impecável!!!! Só para exemplificar, a luz usada nas cenas de nudez, suavizaram bastante os corpos, por isso o tom de diafaneidade que não agride o expectador! Que diacho de lente o cara usou que eu não conheco e quero uma??!!! Caramba que luz perfeita!! Eu não me lembro de nenhum filme nacional com uma fotografia tão requintada. Foto assim é parelha aos das Crônicas de Nárnia que são sempre excelentes! Parabéns a equipe de filmagens!
14.01.10 @ 15:09


Eliane Kassabian
Achei a opção por um roteiro pós conflito uma solução muito criativa para direcionar a temática a outros públicos que não os homossexuais, por isso o comentário do crítico do blog é totalmente absurdo. O filme tem sim um roteiro, direcionado para a afetividade. Se o amor agrada ou não é uma dimensão pessoal. O público, em sua maioria, gosta! Como alguns comentaram, o cinema evoluiu e nos apresenta criações como estas, que estimulam relações ao mesmo passo que desmistifica temas mais ásperos. E se mesmo assim o amor não for bastante para estes empedernidos, fica o convite para amarem um dia! E se ainda assim acharem o amor uma fantasia, resta o conselho do sábio Emil Cioran " vida só é tolerável pelo grau de mistificação que se põe nela".
15.01.10 @ 07:51


Leila
Um filme super tranquilo, bonito. Gostei bastante. A interpretação dos atores é impressionante, conseguem transmitir a poesia e o sentimento dos personagens.
15.01.10 @ 10:47


Lucas
O filme tem um grande defeito: há um adesivo do fluminense grudado no para-brisa do fusca conversível! No mais a história, a atuação do atores, o roteiro é muito bom!!!! mas o adesivo....
15.01.10 @ 17:03


Eduardo
kkkkkkkkkkkkkkkk esse lucas é foda. o que mata o filme é que eles são irmãos ¬¬ poderia ser amigos de infancia ou coisa parecida mais irmãos quebro mesmo o autor desse filme crio ele com a intenção de chamar atenção precisava ser irmãos?
17.01.10 @ 18:51


Lucas
Mas irmãos que torcem pro fluminense!!!!!! É o caos!!!! No resto, o amor entre eles é muito bonito!!!!
17.01.10 @ 21:56


Lucas
Mas irmãos que torcem pro fluminense!!!!!! É o caos!!!! No resto, o amor entre eles é muito bonito!!!!
17.01.10 @ 21:58


Clarice
Um filme maravihoso!!! onde o peso do pecado foi substituído por um amor sincero. Ótima opção de roteiro. O cinema do Brasil esá evoluíndo da batida temática da estética da trédia.
18.01.10 @ 07:42


Leo
Não quero fazer apologia a relação incestuosa mas devo entender que sua existência calcada no amor e na felicidade, não deve ferir meus valores, mais do que ver miséria, fome, sistema de saúde precário, corrupção e analfabetismo que grassa neste país. o filme é excelente e foge deste cotidiano de misérias a que nós brasileiros sempre fomos expostos e seduzem tanto os ditos críticos de cinema que não acompanham a modernidade.
18.01.10 @ 09:12


Phalcon
Assisti ao filme Do Começo ao Fim e afirmo: A sua sinopse é fidedigna a história, a qual possui como tema central o amor sublime. Esse sentimento é o mais puro de nossa essência. Independente, de sexualidade ou de conceito de moral, temos de concordar com a seguinte premissa: Nem todos os seres humanos, durante toda uma existência conseguem viver um sentimento tão forte. Em que a vida passa existir com outro e a recíproca também é verdadeira. Devemos, portanto, deixar a hipocrisia de lado e aceitar o amor, quando esse é puro e correspondido. Afinal, o amor, vivido pelas personagens do filme Do Começo ao Fim, é um sentimento maior que nosso ego, e portanto, abnega outros sentimentos inferiores como: ódio, rancor, raiva, inveja, dentre outros, que por consequencia levam as mazelas sociais como: a traição, a violência, o homicídio, etc… Então, viva o amor puro e correspondido entre as pessoas, ele sim é capaz de modificar para melhor os homens, e consequentemente, o mundo! Quanto ao elenco e apoiadores estão todos de parabéns, foram excelentes. A atuação dos atores foi impecável!!!! Aos que de alguma forma criticaram aqui esta atuação denotam um total e estrondoso desconhecimento de teatro e cinema. O filme é ótimo e inaugura no cinema nacional um estilo que já é utilizado nos outros países onde o cinema caminhou pra modernidade. O mundo avança assim como o cinema, mas algumas cabeças aqui ainda preferrem arraigar-se às velhas formas da estética cinematográfica dos anos 70... Bem vindos ao século 21!
18.01.10 @ 09:24


isabela
O filme é maravilhoso! pois não fica preso na questão do incesto e dos conflitos que isto poderia gerar. Ele vai muito mais longe de fala do amor inexplicável entre duas pessoas, da aceitação incondicional e suporte dos pais.
Todos os personagens conseguem passar uma lição de vida e atitude correta diante das situações diversas.
O elenco está de parabéns! todos estão simplesmente maravilhosos, atuando com sinceridade e sentimento que chega a emocionar a cada cena. Dizer que a atuação deles deixou a desejar é ter parcos conhecimentos de interpretação, francamente...!!!
Como foi dito no filme “existe sempre o lado bom e o outro…” este filme consegue mostrar o lado bom!!! e deixemos para as pessoas amargas enxergar o outro!
18.01.10 @ 11:07


bebeta
O filme é maravilhoso, totalmente diferente daquilo que a gente está acostumado no cinema. É muito poético!
18.01.10 @ 18:14


Pedro
Fiquei impressionado com o total desconhecimento da sétima arte exibida pelo comentarista do filme, bem como outros que o subscrevem. Em primeiro lugar, o que é básico na análise crítica de um filme, é compreender que nenhum filme possui o mesmo valor heurístico. Igualar padrões de cinema já denota um arraigado comportamento pela estética ultrapassada do cinema da década de 70 que é caracterizada por uma acentuada preocupação com os formatos de representação social identificados com o que se pode chamar de “mundo real”. Significa dizer que os filmes buscam uma estética que tem como modelos o cinema documentário e as fórmulas de dramaturgia da telenovela brasileira. Isso a crítica ofertada peca muitíssimo. Esse tipo de "olhar crítico" considera que o filme, seja ele qual for, apresenta sempre um modelo de construção imagética/fílmica que, de algum modo, mimetiza o olhar da experiência empírica. No entanto, as formas de elaboração desse olhar, através da câmera, se diferenciam de filme para filme e de autor para autor. Por isso, não é possível estabelecer num único padrão ou critério que atenda a uma tal diversidade de procedimentos significativos que a possibilidade do cinema proporciona. O cinema moderno já incorporou dados do mundo sensível e isso não foi aqui considerado. O filme Do Começo ao Fim inaugura essa moderna abordagem do sentimento já abusivamente utilizada no cinema dos outros países. A maioria dos críticos de cinema brasileiros, padecem do que se chama de complexo de Nero (alusão ao imperador que, supostamente, pôs músicos para tocar enquanto Roma ardia em chamas..) - Bazin conceituou de forma um tanto irônica esse prazer particular de críticos por seqüências históricas apocalípticas. Na verdade, esta estética de catástrofe, aqui louvada pelo autor dos comentários bem como a maioria dos críticos sul americanos, teve início com ensaio de Susan Sontag de 1965, chamado The imagination of disaster. Nele, a escritora mostrou como parte fundamental da produção cinematográfica americana, principalmente a partir dos anos 1950 (ou seja, passada a Segunda Guerra e consolidada a Guerra Fria), se consolidou como um cinema da catástrofe e esta fato contaminou as demais regiões das américas. O próprio cinema dos EUA já se libertou disso.... Mesmo diante destes fatos, é preciso considerar que o cinema nacional avança, após um período longo de apatia e que ele muda as paisagens culturais e sobretudo, sentimentais. O filme do Começo ao Fim representa um passo importante neste avanço do que se pode chamar de estética do sentimento, do prazer idílico, da semiótica moderna. Os críticos obsoletos esqueceram de considerar que o prazer, sensações, o mítico e todos os valores do espírito já chegaram no cinema moderno, porém não em seus cérebros e "almas"....
18.01.10 @ 23:13


bebeta
Pedro, parabéns pela sua análise. De fato é isso que acontece com o nosso cinema e nossos críticos... Vc. estuda cinema ou faz o quê? Ficou excelente seus comentários!!!! Uma análise histórica perfeita!
19.01.10 @ 10:45


Enio
Um filme simples, carregado de sentimento. Recomento a todos. É muito bom!
19.01.10 @ 17:42


Guilherme
Fico me perguntando sobre o motivo que leva tantas pessoas a comentar um filme de que não gostaram.

Existe tanta porcaria no cinema, e ninguém sequer perde tempo comentando. Algum valor esse filme terá.

Se é verdade quase tudo que os que não gostaram escreveram, sobre os atores, roteiro e direção, eu prefiro, apesar de reconhecer todas as falhas, ver no filme uma coisa muito bonita.

Para mim, o valor está exatamente em ser inverossímil, tratar de um amor impossível.

Neste mundo.

Porque, um mundo onde aquela relação (na vida real, não a dos fracos atores) fosse possível, pelo menos eu acho, seria muito melhor do que este.
21.01.10 @ 10:30


Elenita
Eu achei o filme fantástico! Os atores são ótimos e conseguiram transmitir toda a emoção do amor que os personagens vivem! Sai as lágrimas do cinema! Nunca tinha assistido um filme nacional tão bonito e bem feito!
21.01.10 @ 13:52


Lucas

Este filme é vergonhoso de tão ruim. Mal dirigido, mal interpretado e eu diria até mal roteirizado, mas como não tem roteiro... Um desserviço para os gays
21.01.10 @ 14:27


Etiene
O filme é muito bom, uma iniciativa de mostrar a sociedade que o amor é possível, independente de tudo o que é convencional. O mais importante é que ele não levanta bandeiras, por isso emociona a todos independete de grupos. De fato é uma bela história de amor.
21.01.10 @ 16:19


Kassia
Fomos em família assistir o filme. Ficamos muito emocionados. É uma história muito romântica. Achamos que ia ser complicado por conta do fato de serem irmãos, mas o sentimento que eles nutriam um pelo outro derruba qualquer tabu. Gostei muito do filme.
21.01.10 @ 21:34


Neiva
Um filme maravilhoso, com um roteiro muito simples, uma belíssima história de amor foi contada!!! Os atores tiveram um papel primordial, pois conseguiram transmitir todo o sentimento que transcende o tabu. Estão de parabéns.
24.01.10 @ 22:13


Osiris
Gostei do filme, uma história limpa, positiva. A Júlia e o Fábio Assunção foram ótimos. Os dois novatos também seguraram a peteca muito bem.
25.01.10 @ 09:18


Allan
Um filme muito legal, diferente do que a gente vê no cinema. Tudo é muito limpo e esteticamente bonito. Gostei desta abordagem que foge do catastrofismo que estamos acostumados no cinema do Brasil. Os atores foram muito competentes, pois incorporaram os personagens e transmitiram a afetividade que um irmão sentia pelo outro.
26.01.10 @ 10:13


Wagner
Gostei do filme. Apesar de ser uma produção de baixo orçamento, tudo é de bom gosto, bonito. Isso é bacana. O tema do incesto fica abrandado com essa composição toda. Muito bacana!
26.01.10 @ 17:46


Camila
Gostei bastante do filme. Vi os vários comentários acima daqueles que ficam querendo impor padrões ao filme. Em primeiro lugar um filme, assim como qualquer obra de arte, é um exercício livre de criação, por isso agrada alguns e outros não. Depois ficam com esse papo "filosófico/intelectual" totalmente desconectado do mundo real... O filme foi feito com delicadeza e não para chocar como muitos queriam. Além disso, dizer que a atuação dos atores foi fraca, francamente e não entender de teatro ou representação mesmo!!!! É muito fácil criticar quando não se pratica o objeto da crítica....
27.01.10 @ 07:56


Orlando
Achei o filme bem tranquilo, mesmo frente ao tema. Na verdade a intenção do filme era focar o amor dos personagens e não o conflito ou desgraceira, mas a possibilidade de serem felizes. A música do filme é muito bela. Achei muito positiva a idéia de sair de casa e ver coisas agradáveis no cinema.
27.01.10 @ 14:51


Michele
Um filme muito bom! Ele não foi feito para um grupo específico, pois aborda o amor e não bandeiras de militância. o filme é isso, uma história de amor e não um dramalhão mexicano como queria o equivocado comentarista do filme na sua infeliz análise, bem como outros... É preciso romper os grilhões das formas cinematográficas do passado e se conectar no mundo real e não de teorias de cinemas ou conchavos filosóficos que não levam ao pragmatismo.
28.01.10 @ 14:26


leslie
Um filme espetacular. Com um roteiro que enfoca um romance e não o conflito. De fato, o comentarista do blog equivoca-se e vários momenos. O filme é bom, com uma bela estética que ultrapassa o mundo gay.
28.01.10 @ 23:31


Paulo
Considero o filme muito bom. Um roteiro simples (existe roteiro sim! um romance e não uma trajédia como muitos aqui queriam). os atores tiveram um papel fundamental e representaram muito bem o que lhes coube. De fato, é um filme moderno que foge ao modelo brasileiro de trajédia e redenção. O Aluizío está de parabéns por não levantar bandeira nenhuma. O amor por si já é um grande instrumento, seja ele entre homens ou mulheres.
29.01.10 @ 10:50


Joana
O filme é fantástico. Os atores deram um show!!!! O Lucas Kotrin que fez o Francisco quando pequeno tem um talento nato!!! os demais atores também se destacaram bastante!!! Ver um filme com um tema tão polêmico num roteiro de romance é uma grande mudança do paradigma do cinema nacional. Sr. Chico, vai ler um pouquinho sobre cinema e teatro, aliás, se inteire do cinema nos outros países que modernizaram a cinematografia....
29.01.10 @ 14:15


jairo
Um filme muito bacana. Gostei da iniciativa de mostrar o mundo gay não estereotipado. Recomendo a todos, independentemente de orientação sexual. O filme é apenas uma história de amor que transcende os laços familiares. Muito bom!
01.02.10 @ 08:19


Letícia
Alguém sabe quando o filme sai em DVD? Eu gostei bastante do filme!!! Muitos aqui criticaram o fato de não haver conflitos no filme, só esqueceram que o filme é focado numa história de amor e não em tormentas psicológicas.... Os atores foram maravilhosos e transmitiram o sentimento dos personagens para o público.
01.02.10 @ 10:50


Carmen
Amei o filme!!! Uma nova abordagem no cinema nacional que estava precisando de um pouco de glamour!!!! Uma maravilhosa trama de amor!
01.02.10 @ 17:03


Helton
O filme é bom! Lamentável foi a crítica escrita no topo do blog. Além de revelar total desconhecimento sobre cinema, ela se perde nos comentários preconceituosos do seu autor. Não existe "estética gay"... E quanto atribuir a futilidade a gays que gostam de "corpos e músculos" foi de uma infelicidade gritante. Assim como existem gays com estas preferências, existem também héteros, mulheres, etc. Gays não são pessoas que vivem fora da sociedade, e como qualquer pessoa normal, eles carregam todas as nuances que moldam a personalidade de um indivíduo durante a sua existência. Desta forma, existem gays inescrupulosos, caridosos, criminosos, éticos, etc. como qualquer pessoa da sociedade... Voltando ao filme, foi uma iniciativa ótima de mostrar que gays que fogem a um estereótipo podem ser felizes, sem desgraceiras ou tormentas psicológicas. O filme foi destinado a mostrar uma história de amor e não a trajédia da paixão de dois homens, como muitos aqui queriam. Os atores foram muito bons e conseguiram transmitir o sentimento que os personagens viviam. E preciso avançar em cinema, e este filme foi um passo muito importante.
03.02.10 @ 11:07


Ligia
Muito legal o filme, uma história simples carregada de sentimento. Gostei dos atores e da fotografia.
03.02.10 @ 17:14


Clarice
Gostei muito do filme. Pela simplicidade do seu roteiro, uma história de amor, ele consegue suscitar sentimentos bons. O filme é uma história de amor e não um drama!!! Muitos críticos, inclusive o deste blog, se equivocaram na sua análise. E uma história pós conflito, que valoriza os setimentos mais puros e por isso incomoda muita gente ver a história de dois homens felizes. Viver bem é possível!!!! os atores foram fantásticos!
05.02.10 @ 07:42


Helinho
O filme possui um roteiro simples, pós conflito. Eu achei o filme ótimo!!! Em nenhum momento ele é vulgar ou agride ao público com trajédias, mas com a possibilidade de dois homens serem felizes, uma história de amor apenas e isso incomoda muitos críticos que gostam de belas histórias de trajédias....
06.02.10 @ 08:57


Yuri
O filme é absolutamente fantástico em seu romantismo. O enredo focado na história de amor, nos abnega de qualquer tabu como o incesto e homossexualidade. Os atores foram ótimos, a música ficou dentro do clima de romantismo e o que mais gostei, a fotografia impecável. A idéia de fazer um filme pós conflito foi ótima e nos faz refletir que a possibilidade de ser feliz é material, por isso factível. A verossimilhança apregoada pelo autor do blog aqui está focada de forma totalmente equivocada, pois viver um amor é real.
08.02.10 @ 10:40


Thiago
Do começo ao fim afirma o tempo todo que o mínimo necessita ser substituído pelo máximo, que a defesa da câmera pela estética da linguagem se sobrepõe às necessidades da história em ser fluente. É possível afirmar que o filme é melhor justamente por ser desregulado. Ou melhor, ele se faz mais forte por ser uma história de amor dentro de uma aparente impossibilidade.
08.02.10 @ 15:21


Leiliane
O filme do Começo ao fim é um contraponto a velha estética do cinema vigente no Brasil. Mas antes de tudo, é preciso considerar que muitos críticos e grupos sociais ainda não estão adaptados a esta nova realizade, sobretudo para discutir temas tabus como incesto e homossexualidade. O que causa maior espanto é que algumas pessoas não suportam o fato de verem um casal homossexual feliz em contrapartida a um país recheado de corrupção, violência, religiosos inescrupulosos e uma juventude vazia. A estes cabem atacar com a intolerância, ódio e outros sentimentos inomináveis. Infelizmente estão todos presentes como nunca no século XXI, neste exato momento quando ainda perduram contrastes incabíveis entre tecnologia ultra avançada e idéias medievais anacrônicas, tudo isso em nome de uma suposta moral, numa falsa ilusão de apologia ao desrregramento sexual que supostamente o filme conteria...
É premente considerar que o cinema é uma arte que se apropria de outros meios como o teatro, a literatura, pintura e fotografia e criou sua própria linguagem e se firmou como a arte do homem moderno. Nenhuma manifestação artística reflete tão claramente este homem e toda sua compreensão estética de encarar o cotidiano. O filme do Começo ao Fim é um dominante tátil que prevalece no próprio universo da ótica, o objeto atualmente mais importante da ciência da percepção e que os gregos denominavam um dos seus aspectos de estética e hoje muito modernizada pela Semiótica. Esta abordagem semiótica é totalmente esquecida no cinema brasileiro e muito utilizada no cinema mundial. Existem várias estéticas e o filme do Começo ao Fim envereda pela estética do espírito, do sensitivismo através de uma história de amor. E afirmo, em momento nenhum o filme vulgariza o sexo. A fotografia empregada, de altíssimo nível, diafaniza as cenas, como compete a uma boa produção o que torna poética as cenas mais despojadas. O roteiro é linear e foi concebido para tornar o tema do filme menos agressivo ao público. Curioso notar, que apesar de estabelecida, a estética cinematográfica nunca se apresentou como totalitária em suas formas de apresentação e não seria diferente no filme do Começo ao Fim. Da nouvelle vague aos blockbusters americanos, a linguagem estética sofre alterações que logo são assimiladas pela apropriação cinematográfica. E lamentavelmente no Brasil isso não segue o mesmo dinamismo. Há de se parabenizar os produtores do filme por apresentarem algo novo, totalmente diferente do claudicante formato cinematográfico brasileiro, de trajédias, favelas, imigrantes e violência urbana.
Na década de noventa, vários tipos de produções cinematográficas alteraram de certa forma a maneira do espectador ver um filme. De movimentos como os independentes e o Dogma 95 até a estranha e reducionista concepção cinema de países, vide a quinta geração chinesa e o cinema iraniano, o Brasil viveu um período de calidez, só agora recuperada. O filme do Começo ao Fim está incluído nesta mudança de percepção estética, ainda nova para os críticos e intelectuais ultrapassados. Esta mudança, no Brasil, foi mais evidente com a atuação de profissionais tanto no meio televisivo quanto no cinema. Nos anos 80 despontaram os principais atuantes do cinema da década de 90. A maioria com experiência televisiva em produções independentes que se constituíam claramente como manifestações do desejo de se fazer cinema, um período de recuperação da apatia. E este momento inovador deve prosseguir se apropriado de novas formas e conceitos sociais de se fazer cinema. A interpretação dos atores do Começo ao Fim é invejável. Eles conseguiram transmitir ao público todo o sentimento dos personagens, a necessidade de cumplicidade entre os dois, além de se enquadrarem na modernidade imagética do cinema, aliada a experiência cinematográfica do diretor do filme.
Nas considerações expostas por alguns, é necessário convidá-los a conhecer José Guilherme Merquior, um excelente autor aquilatado sobre o pensamento contemporâneo. Este autor interpreta as concepções de Lévi-Strauss quanto à arte contemporânea: “Em vez de vociferar sobre a verdade ‘factual’ da ‘morte da arte’, conviria colocar a problemática implicada por essas teses em relação a uma das tendências mais fecundas do estruturalismo – sua vontade de ultrapassar as análises estanques dos domínios culturais (arte, religião, ciência, etc..), de encorajar a pesquisa de afinidades estruturais e funcionais entre esses ‘campos’, sem jamais esquecer que são todos faces de uma mesma realidade: o espírito humano” (MERQUIOR, 1975). E é voltado para o espírito humano, que o Filme do Começo ao Fim é direcionado: a possibilidade do amor, abnegando tabus e gêneros. O cinema já está repleto de edipianismo, porém como o exposto no filme em comento, é inovador, e repito, o tema não foi tratado com a vulgaridade que muitos desavisados esperavam que fosse ou afirmam que é.
E por falar em Édipo, já dizia Freud, também contemporanizado no cinema: Toda condenação omite um recalque...
(Este texto eu também publiquei em outro espaço, sobre o mesmo filme).
09.02.10 @ 08:15


João Alfredo - Fortaleza - Ce
Parabéns Leiliane pelo seu comentário positivo e esclarecedor sobre o filme "Do começo ao fim". Acredito que a cada comentário feito aqui e a cada pessoa que assiste o filme, ele vai caminhando no sentido de se tornar um "Cult Movie". Para mim, ele é inovador e de uma beleza ímpar, um verdadeiro divisor de águas, nunca tinha visto nada parecido no cinema nacional. Seu comentário traz novas idéias sobre o filme e ao mesmo tempo é como um complemento às outras já feitas. Mais uma vez parabéns.
09.02.10 @ 16:07


Deixe aqui seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Set cookies for name, email and url)


Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/39224



  • Uma estrelaUma estrelaUma estrelaUma estrelaUma estrela excelente
  • Uma estrelaUma estrelaUma estrelaUma estrela ótimo
  • Uma estrelaUma estrelaUma estrela bom
  • Uma estrelaUma estrela regular
  • Uma estrela ruim
  • bola péssimo


identidade digital


integrante


vizinhos



blogs + logs de cinema


blogs recomendados


database


sites


festivais & prêmios


pessoal



[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]