Segunda, Novembro 23
[lua nova]



Fenômenos adolescentes como Lua Nova são muito curiosos porque lidam como um material completamente fora do universo cinematográfico, mas causam um impacto inegável. Filmes como este seriam o futuro do cinema? A esperança dos produtores para atrair legiões como nos velhos tempos? Bem, o filme teve a maior bilheteria de um primeiro dia na história dos Estados Unidos: US$ 72 milhões. Não dá para negar isso. O filme deve, então ter algum mérito. Eu só não consegui descobrir bem qual é.
Em primeiro lugar, há a comparação com Crepúsculo. Se o filme original tinha o frescor da novidade, ainda que uma novidade envernizada, uma reciclagem de toda a mitologia relacionada aos vampiros, este aqui tem um grande problema: tenta metabolizar o universo fantástico, deturpando lendas pelo excesso, tornando os personagens irritantes de tão onipotentes. Sua invencibilidade é inversamente proporcional à capacidade de os combates entre eles nos envolverem.
Pior ainda é quando estes combates são mal filmados. Chris Weitz assume a série, elevando a virtualidade à décima potência, dedicando-se com devoção a criar um filme de grande impacto visual, mas produzindo um dos longas mais bregas dos últimos tempos. A utilização da câmera lenta é quase criminosa. Praticamente todas as cenas tem esse efeito em maior ou menor grau. Numa delas, uma vampira tem uma visão do futuro e o casal de protagonistas aparece correndo, em slow, claro. O efeito soa tão deslocado que a plateia veio abaixo. Parecia uma cena de piada de um programa de humor.
O longa anterior tinha um comandante melhor. Catherine Hardwicke, diretora de Aos Treze, tinha um material mais interessante na mão, e sobre transformá-lo num filme de adolescentes com elementos fantásticos. Como Crepúsculo era muito mais um filme teen do que um longa de ação, as coisas se equilibravam. Aqui, com a ação como espinha dorsal da narrativa, as coisas se complicam. A introdução dos lobisomens, além do aspecto carnavalesco, multiplica a quantidade de CGI. Assim como a incompetência em administrá-la.
O texto de Stephanie Meyer é muito frágil. Para movimentar sua história, ela abre mão de seu protagonista durante 70% da trama e isso tem dois impactos diretos. O primeiro é que o filme acontece em dois planos, completamente distintos. Num estão os lobisomens, a apresentação de sua história e sua mitologia, e uma nova história de amor. Em outro, os vampiros e a obrigatoriedade em dar sequência ao filme e ao romance anteriores, com uma ampliação tosca das lendas envolvendo os personagens. O tráfego entre esses dois planos é muito incompetente. Nenhuma mudança de cenário parece natural, o que deixa o filme completamente truncado.
O segundo problema da ausência do protagonista é que sua falta tenta ser suprida de todas as formas: para dar densidade à história de amor interrompida, o roteiro pede um sofrimento irrestrito dos atores, o que resulta num festival de testas franzidas, respirações ofegantes e pausas excessivas que nem encontram substância no texto muito menos habilidades nos atores. Kristen Stewart e Taylor Lautner, o novo galã, garantem a canastrice. Para completar, Robert Pattison dá as caras em sucessivas aparições no melhor estilo fantasminha camarada. Bem, mas isso não deixa de ser interessante.
Lua Nova 
The Twilight Saga: New Moon, Chris Weitz, 2009
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Comentários
- o Edward continua sem o mínimo de expressões faciais
- o Jacob bem que podia se transformar em porco ao invés de lobo, por conta do narizinho de suino dele
- o ator que faz Jacob com certeza ta usando bomba
- whatever, ele ta bonito pra caramba =x
- como eles passaram o filme todo num muido gigantesco e a Bella não deu um misero beijo nele ¬¬"
- eu definitivamente sou team Jacob, o Edward é chato pra caramba
- os efeitos especiais deram uma melhorada de 1000000%
- esse 2º capitulo da saga ainda continua sem uma história emocionante
- gurias histéricas gritando toda vez que o Edward aparece é realmente irritante
- a maquiagem branquela dos vampiros continua uma droga
- o brilhinho que aparece quando eles vão pra o sol continua bem gay
- a atriz que faz a vampira ruiva é perfeitamente linda. Chico, pode me dizer se ela é a mesma que fez perfume?? Oo
- a dakota fanning mal aparece =/, e ela ta absurdamente gigantesca
- ainda continuo achando que toda essa história cheia de mimimi poderia ser resumida em 5 min, algo do tipo:
bella: "edward i want you"
edward: "blz"
crew
the end
Rebeca, eu acho que a minha plateia já abandonou o Edward pelo lobisomem. Os gritos eram pra ele.
Rodrigo, vc diz aparecerem aqui? Acho que já já.
O que impressiona ainda mais, dada a estrondosa bilheteria de estreia.
É um filme pra meninas mesmo. Meninas POUCO exigentes.
Concordo com a Abila, que se trata quase que exclusivamente de um fanônemo adolescente feminino, já que a "saga" (expressão que já caiu no clichê... daqui a pouco se a Xuxa lançar Xuxa e os Duendes 3, teremos a saga dos duendes da Xuxa) nada mais é do que um romance com toques de vampirismo, apenas para emular os velhos contos de amores impossíveis.
Acho mesmo, muito difícil alguem que não seja fã dos livros gostar dos filmes, e como esse tipo de literatura não me desce , acho que também não devo gostar rsrs , mas vou dar uma chance ao filme quando passar na tv rsrs.
Imagino, Gabriel. Eu nem me arrisquei.
Ele deve funcionar menos mal na telinha, Alexandre.
Tem gente que não lê direito, né?
War, qual é o seu obejtivo? Conquistar a África, a Oceania e um terceiro continente a sua escolha? hehehe... Brincadeira. Há vários exemplos de continuação superiores também, como "O Poderoso Chefão II". Acho que não dá para tomar isso como regra.
Layo, vc falou bem. "Crepúsculo" era cafona. Esse aqui é apenas ruim.
uahuahuahuah
Leo, o "Crepúsculo" eu até acho corretinho.
Johnny, altas alucinações.
Abração.
R.
ri da parte que voce diz "formas: para dar densidade à história de amor interrompida, o roteiro pede um sofrimento irrestrito dos atores, o que resulta num festival de testas franzidas, respirações ofegantes e pausas excessivas" haushuas imagino perfeitamente essas cenas...rs
Neste fim de semana, Tiago. Vou arrumar a casa nos meus cinco dias de folga!
Tassia, uma coisa é certa: você nã vai ver o Harry Potter ficar velhinho porque só tem mais um livro (que vai virar dois filmes) e aí é o fim mesmo.
Quanto a esse Lua Nova, é um filme para quem leu e curtiu o livro. Como adaptação é extremamente bem sucedido. É fiel à essência do original, sendo assim, tão monótono e insosso quanto o livro no qual se baseia. Para quem não é leitor, dificilmente vai gostar de algum ponto do filme. Soma-se a isso o fato de que o visual não é nenhuma brastemp, fica realmente complicado.
Não achei assim tão ruim, mas acho que o primeiro era mais divertido e "bonitinho".
Abraço!!!
REBECA. . . .
NÃO FALES DO QUE NÃO SABES
OK
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péssimo 







