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Quarta, Outubro 7

[festival do rio 2009, post 12]

Adam

Adam EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Adam, Max Mayer, 2009

"Eu não sou Forrest Gump", diz o personagem-título numa certa altura da história. Nesse ponto, Adam mostra que vai além de um simples filme sobre "pessoas especiais". O diretor Max Mayer tenta dar a seu protagonista verossimilhança e consegue na maioria das vezes com a ajuda de Hugh Dancy, numa performance extremamente simples e caprichada. Não duvido que ele comece a aparecer nas listas de apostas para o Oscar. Seu Adam não é imune, muito menos refém, do mundo que o cerca, o que confere a ele um grau de humanidade que não se encontra em personagens semelhantes. Rose Byrne e Amy Irving são ótimos reforços. A trilha sonora é uma das mais bonitas do ano.

Elia Suleiman

The Time That Remains EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
The Time That Remains, Elia Suleiman, 2009

Comparar nunca é muito justo, mas é inevitável colocar The Time That Remains, do palestino Elia Suleiman, na balança junto com Carmel, do israelense Amos Gitai. Os dois filmes são uma espécie de "livro de memórias" de seus diretores sobre suas vidas durante os anos de conflito entre seus dois países. Gitai busca o formato menos convencional, alternando dramatização, leitura de cartas, imagens da época e intervenções em primeira pessoa. É mais ousado, mas tudo o que faz resulta numa massa sem cabeça, falta unidade. Já Suleiman, embora intervenha pessoalmente num prólogo e num epílogo estendido, prefere dramatizar todo o resto e obtém um resultado infinitamente superior. Suleiman usa o mesmo senso de humor melancólico impregnado no seu filme mais famoso, Intervenção Divina, para revisitar suas memórias. Há momentos brilhantes. No entanto, o filme cai consideravelmente quando Suleiman entra em cena, no ato final. Ele não é ator, mas acredita que sua performance silenciosa funciona. Não é bem assim.

Oren Moverman

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The Messenger, Oren Moverman, 2009

O primeiro filme dirigido pelo roteirista de Não Estou Lá (2007) começa impressionante, com uma sucessão de cenas encenadas com muita habilidade, onde gente como Steve Buscemi e Samantha Morton nos oferecem pequenas e excelentes interpretações. Durante a primeira metade, o filme é extremamente forte, com um texto afiado e uma dupla de protagonistas que merece elogios. Ben Foster, mais maduro, no papel de um oficial que volta da guerra e ganha a função de comunicar às famílias sobre a morte de soldados, e Woody Harrelson em seu melhor papel desde O Povo Contra Larry Flynt (1996). O problema é a tal da virada do roteiro. O movimento obrigatório do manual dos roteiristas transforma o longa em mais um filme sobre os traumas de veteranos militares, com momentos óbvios e cenas que você já viu em algum lugar.

Auraeus Solito

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Boy, Auraeus Solito, 2009

O cinema filipino que me conquistou com Brillante Mendoza é o mesmo que produz coisas como Boy? O filme de Auraeus Solito é nada mais do que um rito de iniciação sexual de um adolescente gay, incapaz de dar o menor grau de complexidade ao perfil do protagonista. Ou o diretor acha que as duas sessões de poesia barata e cheia de mesmices que ele promove são suficientes para substância ao filme? O que salva o longa da bolinha preta são as conversas entre o garoto e a mãe, em que tanto a sociedade quanto a situação política do país são analisadas. É só nessas cenas que o cineasta consegue provocar algum tipo de confronto entre os personagens.

Comentários rápidos e primeiras impressões no twitter.

Outros filmes do festival: 35 Doses de Rum, (500) Dias com Ela, Abraços Partidos, Aconteceu em Woodstock, Amália, O Amor Segundo B. Schianberg, Amreeka, Antes que o Mundo Acabe, The Bad Liutenant: Port of Call, New Orleans, Barba Azul, Uma Barragem contra o Pacífico, Boogie, Brilho de uma Paixão, A Casa Nucingen, Coco Chanel & Igor Stravinsky, Cornucópia, A Criada, O Dia da Transa, Distante Nós Vamos, Distrito 9, Doce Perfume, An Englishman in New York, Erótica Aventura, Eu Matei a Minha Mãe, Eu, Ela e Minha Alma, A Física da Água, A Fita Branca, Hotel Atlântico, Insolação, Julie & Julia, Lake Tahoe, London River, Luisa, Maradona, Marching Band, Mommo, Morrer como um Homem, Mother, Nova York, Eu Te Amo, Pequeno Soldado, Politist, Adjectiv, Porco Cego Quer Voar, As Praias de Agnes, O Rei da Fuga, Ricky, Séraphine, Singularidades de uma Rapariga Loura, Tokyo!, Viagem aos Pirineus, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Vincere, White Material.

posted by Chico Fireman at 03:59:15 | 0 comentário



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