Domingo, Setembro 27
[festival do rio 2009: post 3]

The Bad Lieutenant: Port of Call, New Orleans 




The Bad Lieutenant: Port of Call, New Orleans, Werner Herzog, 2009
Um dos melhores filmes de Abel Ferrara se chama Bad Liutenant, estrelado em 1992 por Harvey Keitel como um policial viciado em drogas, na melhor interpretação de sua carreira. Pois bem, 17 anos depois um filme com o mesmo título aparece. E os nomes envolvidos assustam. O alemão Werner Herzog assinaria o "remake" e Nicolas Cage assumiria o papel de Keitel. Difícil de acreditar, mas é isso mesmo. A questão é que o novo filme não é bem uma refilmagem do primeiro.
Cage também vive um policial completamente drogado, mas o roteiro segue outros caminhos. E é uma estrada de acertos. É a primeira vez, desde Despedida em Las Vegas (1995), que o ator apresenta uma performance digna de nota. E a nota é máxima. Cage usa todos seus maneirismos e caretas e entrega a interpretação de sua vida. Está sublime. Deveria concorrer ao Oscar - e ganhar.
Eu lembro muito pouco do filme de Ferrara, mas as soluções que Herzog encontra para todas as sub-tramas do novo longa são extraordinárias, inclusive as que passam pelas cenas - já antológicas - das viagens alucionógenas do protagonista. O diretor nunca coloca o personagem como herói ou vilão. Sua amoralidade não é celebrada, mas apresentada da maneira menos provável possível. Eva Green, Michael Shannon, Jennifer Coolidge, Fairuza Balk e Val Kilmer, todos em papéis minúsculos, servem como a escada perfeita para os devaneios desta obra-prima.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo 



Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, 2009
Imagens borradas, um voice over ora romântico, ora brutal, e um protagonista que está sempre em cena, mas nunca aparece para o telespectador. Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo é um misto de documentário dramatizado e diário de viagem que encanta pelo inusitado e pela poesia simples que emana. Os diretores Karim Aïnouz e Marcelo Gomes dirigiram dois dos mais belos filmes brasileiros desta década (O Céu de Suely e Cinema, Aspirina e Urubus). Juntos, eles invadem o interior do Nordeste para, às vezes, visitar seus personagens e, em outras, chorar seus amores.

Ricky 


Ricky, François Ozon, 2009
O novo filme de François Ozon parece não ter fim. O cineasta preferiu insinuar o destino de seu personagem-título, deixando a palavra final para o espectador. A história do bebê especial, filho de dois operários, é simples e linear, mas com toques mágicos. Nem sempre Ozon consegue dar a dimensão onírica que pretende, mas o resultado nunca é menos que curioso.
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Outros filmes do festival: (500) Dias com Ela, Aconteceu em Woodstock, Amália, Barba Azul, Brilho de uma Paixão, A Casa Nucingen, Cornucópia, A Criada, Doce Perfume, Erótica Aventura, Eu Matei a Minha Mãe, Eu, Ela e Minha Alma, Lake Tahoe e As Praias de Agnes.
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Comentários
Chico dos filmes que vc viu até aqui, quais tem reais chances de migrarem do festival para o cinema ou dvd ?
Fora Inglorious Basterds rsrs
O calendário de estreias mais confiável: http://www.filmeb.com.br/portal/html/calendario.php
Não encontrei muita coisa da mostra (que como vc, eu e o mundo rsrs comentou) tem muitos filmes interessantes, alguns excelentes/imperdíveis.
Fora o Tarantino novo e o do Ang Lee (aliás vc viu esse que está no cinema : Desejo e Perigo ?)...
Herzog é meu diretor predileto e sua resenha só serviu pra me deixar ainda mais doido pra ver esse filme!
Demais!
Exato, Diego. O Nic Cage tá foda e a direção do Herzog é fenomenal. Acho que o filme se equipara ao original do Ferrara.
Não godtei, poderia ser legal , o argumento, documentário, misturado com dor de uma separação,paisagens legais, tinha tudo prá dar certo. Porém na minha opinião os caras perderam a mão. Muito chato.
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péssimo 







