Quarta, Setembro 23
[festival do rio: os primeiros filmes]

500 Dias com Ela 


(500) Days of Summer, Marc Webb, 2009
É certamente o filme mais pop do ano. Feito para conquistar fãs dos Smiths e do Nick Hornby. E tudo funciona. Primeiro, há um casal apaixonante: Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. Segundo, há citações à cultura pop na medida certa (aquela que Apenas o Fim não conseguiu manter) e uma trilha sonora deliciosa. E, por fim, o filme trata tanto com leveza quanto com profundidade o desenrolar de uma história de amor. Embora haja altos e baixos na história, o conjunto é adorável quease todo o tempo.

As Praias de Agnès 



Las Plages de Agnès, Agnès Varda, 2008
Filme sobre a memória geralmente são tristes e nostálgicos. Mas não se a diretora é Agnès Varda. Em seu As Praias de Agnès, César de melhor documentário, a francesa remonta sua vida, sua história no cinema e seu casamento com Jacques Demy numa auto-homenagem singela, original e bem-humorada. Mesmo num documentário, Varda prima pela invenção visual, presenteando o espectador com imagens preciosas seja no reflexo de um espelho ou num gato desenhado. O filme é, em sua maior parte, brilhante e de um frescor invejável para qualquer pessoa que tenha menos de 80 anos.

Eu Matei a Minha Mãe 

J'ai Tué Ma Mère, Xavier Dolan, 2009
Esse filme não merece a projeção que ganhou. É uma clássica história de conflito de gerações com narrativa linear, sobre um adolescente gay e sua mãe, ora esquiva, ora manipuladora. O protagonista, que sabe incorporar os arroubos juvenis a seu personagem, é o próprio dirertor, de 20 anos, o que pode ter chamado mais atenção para o filme. As intervenções com depoimentos do jovem são filmadas em preto-e-branco, mais clichê impossível. O filme também tem algumas imagens-de-efeito que ilustram os sentimentos do protagonista. Parecem coisa de principiante. E são.
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Comentários
Mas... Varda está de volta! Que lindo! Ela é sensacional! Ela já havia feito uma homenagem ao marido em Jacquot de Nantes (se você não viu, procure, é uma maravilha) e quando o assunto é memória, ela emociona sem ser apelativa. Quero muitíssimo ver!
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péssimo 







