Sexta, Agosto 28
[anticristo]



A sequência que inaugura o novo filme de Lars Von Trier, em tom onírico, parece acontecer em outra dimensão. É um belo exemplo de como o cineasta, quando quer, consegue ter um domínio completo sobre as imagens que utiliza. O prólogo apresenta os personagens e que engatilha a trama, que o diretor afirma ter sido criada num momento de depressão. Von Trier usa a história de um casal que acaba de perder um bebê para o que pretende ser uma investigação sobre o comportamento humano, a maldade inerente ao homem. Não deixa de ser uma extensão do que o dinarmaquês tenta fazer na série iniciada com Dogville (2003), inclusive na utilização de uma fórmula estética radical. A não-direção de arte dá lugar às imagens repulsivas. É como se o filme fosse um gore macabro.
O principal problema que eu tenho com o filme é como essa investigação sobre o mal parece mais do mesmo, dentro e fora da obra do diretor. Mulheres Diabólicas, de Claude Chabrol, sem cenas de mutilação, parece muito mais forte ao pesquisar comportamentos psicóticos, para ficar em apenas um exemplo. Quando Von Trier recorre a cenas que parecem longas ou arrastadas demais, incomoda pelo lado errado. Não cria uma repulsa ou uma reação ao comportamento dos personagens, mas à imagem pela imagem. O barulho pretendido não chega nem na metade. Um filme como esse deveria cobrar do espectador um posicionamento, mas não é tão difícil se distanciar do longa. Em todo o caso, Lars Von Trier é um cineasta que desperta paixões. Então, é obrigatório assisti-lo.
Anticristo 

Antichrist, Lars Von Trier, 2009
Filmes em cartaz: À Deriva, Aquele Querido Mês de Agosto, Arrasta-me para o Inferno, Brüno, Budapeste, Desejo e Perigo, Entre os Muros na Escola, A Era do Gelo 3, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Horas de Verão, Inimigos Públicos, A Partida, Se Beber, Não Case, Se Nada Mais Der Certo, Transformers: A Vingança dos Derrotados, Veronika Decide Morrer.
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Comentários
É verdade, o filme que mais chorei na minha vida foi Dançando no Escuro, jamais conseguiria vê-lo de novo, mas foi uma experiência única.
Quanto ao Anti-Cristo vou colocá-lo na lista.
Por enquanto, mantenho minha ansiedade para assistí-lo até que estreie por aqui, em Brasília.
Abraço.
LVT é um grande diretor, sem dúvidas. Desde Os idiotas (que foi o primeiro filme que vi dele) sempre admirei o seu trabalho, passando até pelos pornos que ele fez, que eram ótimos.
Mas este é risível, CHATO, sem ritmo, com imagens que ficam na tentativa de serem chocantes e assustar o telespectador, sem sentido com uma pretensão non- sense que não se justifica.
Uma pena ver William e Charlote num embaraço tão grande como esse.
Passem!
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péssimo 







