Terça, Julho 14
[brüno]



O mais frustrante em Brüno não é o quanto o filme é frágil (isso já era esperado), mas como ele é quase uma versão gay de Borat. Tanto que Sacha Baron Cohen poderia facilmente alegar plágio se não fosse concorrer contra si mesmo. Quem esperava um ataque ao mundo da moda viu isso nos primeiros minutos, depois o filme amplia o leque e Cohen brinca de novo de atacar todo mundo.
O filme é engraçado em muitos momentos. Existem boas ideias, como a entrevista com a modelo ou a conversa com o conversor de gays. Cenas específicas funcionam bem mais do que o conjunto em si, fraco. Os temas se perdem pelo excesso. Fica claro o tempo inteiro que Cohen (ou Larry Charles) não faz cinema, mas um programa de TV (da MTV) e que a falta de substância faz com que ele apele para o que já deu certo: a cena da luta, por exemplo, é bem boa, mas é uma cópia da cena do rodeio em Borat.
O que mais me incomoda nos dois filmes é como os exageros terminam por desmerecer os acertos. Tudo se justifica pela anarquia e morre nisso. É oco. É só uma questão de escândalo. Que vende e faz vender. É claro que a ideia é exatamente essa, mas precisa ser sempre essa? É legal por cinco minutos. Cansa.
Tá, tudo bem. O Sacha Baron Cohen é o Michael Moore da comédia. Seja lá o que isso signifique.
Mas para não bancar o chato, é preciso dizer: o filme realmente tem bons momentos (como a piada com o Mel Gibson ou o treinamento na guarda nacional). O melhor deles é o "We Are the World" final. O cara cooptou muita gente - chata, claro -, mas valeu a pena. Pena que tudo dure tão pouco e o filme tenha quase 90 minutos.
O que é mais honesto em Brüno é que, se Borat se apoiava num subtexto 'calem-se, conservadores', este filme não nega querer faturar. Sem pudor. Brüno realmente foi feito para os fãs de Borat. Quem gostou de um certamente precisa ir correndo ao cinema, assim que o outro estrear. Quem não gostou, pode passar facilmente... mas vai perder a piada.
Brüno 

Brüno, Larry Charles, 2009
P.S.: este post foi feito com base numa coleção de posts meus no twitter.
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Comentários
Não entendi o comentário, Gustavo.
Alê, foi o meu motivo.
Vocês nao teriam o link RSS pra assinar?
Ser Michael Moore da comédia, pra mim, é ser picareta e manipular o público.
Com a diferença de que Baron Cohen não tem nenhum ideal nem discurso político.
Verei Bruno. Pode ser que seja divertido.
Chico, boa essa ideia de colar textinhos do Twitter. Pena que sou um fiasco nos 140 caracteres...
Olá Equipe de Filmes do Chico, boa tarde !
O Festival Cel.U.Cine de micrometragem em parceria com a Oi Telecom já está na 3° etapa e é um sucesso. O Tema da nova etapa é “
e arrepiar” e as inscrições vão até 27 de Julho.Gostaríamos de enviar à voces o novo release desta 3° etapa do festival, sob o tema “
e Arrepiar”.Ficamos agradecidos retornando este email para nós.
Desde já, nosso muito obrigado!
Assessoria Festival Cel.U.Cine de Micrometragem | Oi Telecom | http://www.celucine.com.br/index.php
Eu tb tinha preconceito, Tiago. Tudo mudou.
Bruno, eu vi o filme numa sessão para a imprensa.
Fred, é bem por aí.
Lucas, pega o RSS aí: http://feeds.feedburner.com/FilmesDoChico
Abraço!
Acho o cara escroto ao máximo... bem isso mesmo... anarquia por anarquia, não há mensagem alguma.
Prefiro perder a piada, até porque não acharia graça mesmo...
Cinema pra mim é outra coisa...
Não escutem e nem leiam os "críticos" de cinema... quem gosta de rir pra c... e quem gosta de comédias tem que assistir!!!
O cara é engraçado demais...
Lembro das cenas e começo a rir sozinho... é simplesmente fantástico
demais!!
Risada o tempo todo, a forma como ousa falar de assuntos polemicos como racismo, sexualidade, conservadorismo, religião... Totalmente sem pudores, perfeito.
Se a idéia do filme é ser comédia, atinge perfeitamente o objetivo...
Fica apenas uma dúvida, as cenas são "montadas" ou são realmente espontaneas?
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péssimo 







