Sexta, Julho 10
[há tanto tempo que te amo]



A lista de indicadas ao Oscar de melhor atriz deste ano cometeu duas injustiças. A primeira foi a exclusão de Sally Hawkins, dona de uma encantadora performance em Simplesmente Feliz. A segunda foi ignorar por completo este primeiro longa de Philippe Claudel, sobretudo a refinada interpretação de Kristin Scott-Thomas. A atriz conduz o filme com uma combinação de delicadeza e secura rara, embora Há Tanto Tempo que te Amo seja um trabalho de muitas qualidades.
A primeira e maior delas é como Claudel constrói sua história com simplicidade, evitando a maneira mais fácil de se contar um segredo. O roteiro impressiona porque, ao mesmo tempo em que apresenta um complexo nível de elaboração ao revelar o passado da protagonista em goles mínimos, quase que por acaso, consegue fazer essas revelações brotarem com uma espontaneidade invejável. A cena da primeira entrevista de emprego, onde é revelado o grande segredo do filme, é a mais cruel nesse sentido.
O roteiro só peca na cena final, justamente por apostar numa fórmula de catarses que o diretor evita durante todo o filme. Isso não desmerece o resultado, principalmente porque a habilidade de Claudel para escrever a história ganha uma catapulta na performance de Kristin Scott-Thomas. Sua interpretação guarda uma elegância sem par mas, ao mesmo tempo, é de uma simplicidade comovente. Uma atriz rara que pocas vezes recebeu a atenção merecida. Sem dúvida, umas das melhores deste ano.
Há Tanto Tempo que te Amo 



Il y a Longtemps que je t'Aime, Philippe Claudel, 2008
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Comentários
agora vc é o contrário, amo há muito tempo.
rsrsrs
beijo.
Amém?
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péssimo 







