Segunda, Junho 29
[sp terror: post dois]

Matadores de Vampiras Lésbicas 

Lesbian Vampire Killers, Phil Claydon, 2009
Para um filme que surgiu do título (a dupla foi desafiada a pensar no nome mais estúpido e comercialmente rentável possível e só a partir daí desenvolveu a história), até que Matadores de Vampiras Lésbicas cumpre sua função: toma para si os conceitos básicos do vampirismo e pontua a trama com diálogos imbecis e muitas mulheres siliconadas. Algumas das piadas são tão idiotas que funcionam (sobretudo quando vêm da boca do gordinho James Corden, que carrega o filme nas costas). O visual evoca o Cine Privê, a sessão da Band que fez história nos anos 90, com um editor muito interessado em apertar o fast várias vezes. O maior ponto a favor é como o diretor leva ao pé-da-letra a ideia de fazer um filme b e descartável. No entanto, se se levasse mais a sério, o resultado poderia ser mais interessante.
O curta cubano O Jardim dos Enjeitados foi exibido antes, na mesma sessão. O trabalho é interessante, mas o diretor David Covo Camacho esqueceu de fazer um final.

Yoroi: Zumbi Samurai 
Yoroi: Samurai Zonbi, Tak Sakaguchi, 2008
O flashback final é completamente deslocado do resto do longa e não amarra nada nem acrescenta muito à história. Poderia ser um filme melhor se tivesse mais foco. Até agora não sei se o diretor queria fazer um filme de terror, uma comédia trash ou um drama sobrenatural. Na condição de terror, não assusta (talvez só no comecinho e na aparição da velha); como comédia, parece mais que o humor é involuntário, surgindo da falta de competência mesmo; já como drama, deixa de explorar bastante coisa importante (como a morte do pai) e os elementos sobrenaturais só ganham uma explicação (rápida e forçada) perto do fim do filme. Não colou.

O Fim da Picada 
O Fim da Picada, Christian Saghaard, 2008
Existe um esforço visível de se fazer um filme autoral, mas não deixa de ser meio esquizofrênico um filme tentar ser místico, fazer crônica social e emular opções narrativas cinemanovistas. As participações especiais são jogadas, pura perfumaria. Tudo parece meio maneirista. Há pelo menos uma meia dúzia de personagens que riem diabolicamente para a câmera e mais outra meia dúzia vezes em que a câmera roda em círculo. Todas as cenas são filmadas para serem importantes (por isso, duram muito mais do que deveriam) e têm uma certa empostação irritante. Os momentos de crítica do status quo são os piores (lembram o cinema de Sergio Bianchi), como aquele que mostra a mãe com o filho sequestrado (que termina numa sequência estúpida que se vende sob a égide da provocação) ou a ideia do saci-menino de rua (tão ingênua quanto inútil). O mais chato é que como as diversas situações são usadas para montar um mosaico macabro da cidade grande, só o fato de elas serem apresentadas já parece suficiente para os realizadores. Não há continuidade.
O longa foi acompanhado pelo curta Landau 66, de Fernando Sanches, bem melhor. A ideia não é bem original, mas os diálogos valem a pena. O final poderia ser mais elaborado.
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Comentários
"Matadores de Vampiras Lésbicas" e "Yoroi: Zumbi Samurai" estão na lista pra ver, muito me interessam..hehe..
Parabéns pelo blog, vou indicar no meu e visitar mais vezes!
Abs! Diego!
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péssimo 







