Domingo, Junho 28
[sp terror: post um]
Comprei alguns ingressos para o SP Terror, o primeiro festival de cinema fantástico de São Paulo. A programação tem alguns destaques, como a pérola Deixe Ela Entrar, exibido na Mostra de Cinema de SP do ano passado, e o cult do momento Matadores de Vampiras Lésbicas, que devo ver neste domingo. Minhas primeiras experiências no festival foram estas:

O Visitante do Inverno 


Visitante de Invierno, Sergio Esquenazi, 2008
Exibida num digital sofrível, esta co-produção espanhola-argentina parecia ser o filme menos interessante do dia, mas surpreendeu. Sergio Esquenazi, que também escreveu o roteiro, amarra com bastante habilidade uma trama que envolve psicoses, assassinos e vidas passadas, assuntos difíceis de se juntar, principalmente num filme tão coeso. O protagonista, Santiago Pedrero, parece ser um ator limitado, mas sua cara de perturbado aqui funciona perfeitamente. O diretor também administra bem o suspense: há uma bela quantidade de bons sustos, artigo cada vez mais raro no cinema de terror. Pena que o final seja tão frustrante.
O filme foi acompanhado pelo curta espanhol Mamá, de Andy Muschietti. Boa ideia, bem realizado.

Humanos 
Humains, Jacques-Olivier Molon e Pierre-Olivier Thevenin, 2009
A sinopse é animadora: um grupo de pessoas sofre um acidente e vai parar no fundo de um vale, onde passa a ser ameaçado por algo desconhecido. A partir deste ponto, o filme é decepcionante. A "ameaça" é tão grandiosa que somente uma produção milionária seria capaz de sustentar o filme e, definitivamente, este não é o caso. Os diretores não sabem bem se exploram o suspense, o desespero dos personagens ou se buscam explicação para seu desafio à ciência. Terminam tentando fazer tudo e acabam fazendo tudo mal. Há muitos momentos constragedores. A presença de Dominique Pinon não faz diferença.
O curta Zombeer, dos holandeses Barend de Voogd e Rob van der Velden, exibido antes do longa consegue ser ainda pior.

Sex Galaxy 

Sex Galaxy, Mike Davis, 2008
A ideia é muito boa. Remontar imagens e dublar os atores de filmes de ficção-científica dos anos 50 e 60 para contar uma nova história (passada num futuro onde o sexo é proibido e astronautas procuram prazer num planeta habitado por mulheres libidinosas). A piada funciona excepcionalmente nos primeiros cinco minutos (o cinema inteiro gargalhava, inclusive eu), perde parte do impacto nos vinte minutos seguintes e, a partir daí, salvo um momento ou outro, parece requentada, prolongada, cansativa. Apesar disso, quem comprar a premissa deve rir bastante e sair achando que o filme é uma bobagem divertida.
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