Terça, Junho 9
[duplicidade]



Simpático este Duplicidade, segundo longa assinado por Tony Gilroy, que, escrevendo ou dirigindo, tem fixação por histórias sofisticadas que envolvem espionagem e tramas com múltiplas conexões. No entanto, se seu filme anterior, Conduta de Risco, parecia mais nobre e, assim, mais importante, este aqui faz questão de morar na superfície, se debruçando na história de dois golpistas interessados apenas em se dar bem. De certa forma, mesmo que obedeça aos mesmos padrões, Duplicidade parece mais honesto por ter a única intenção de ser um filme efêmero, instantâneo, entretenimento puro.
Tanto Julia Roberts quanto Clive Owen entenderam bem o clima do filme e reeditam casais como o de Pierce Brosnan e Rene Russo no segundo Thomas Crown ou, forçando um pouco a barra, Cary Grant e Grace Kelly em Ladrão de Casaca. Essa cumplicidade entre o diretor e os atores, que já haviam se esbarrado antes no medíocre Closer, faz o filme funcionar. Cada um faz o seu direitinho, nada demais. O que talvez seja o melhor é que Duplicidade tem um mecanismo de filme à moda antiga. Gilroy é um saudosista, mesmo com uma embalagem própria. A fotografia valoriza cenários amplos, a montagem divertida valoriza o vai-e-vem temporal do roteiro e os diálogos rápidos conduzem com leveza a história de golpes. Nada demais, mas tudo bastante agradável.
Duplicidade 


Duplicity, Tony Gilroy, 2009
Posts similares:
Bourne, James Bourne!
O Matador
conduta de risco
Comentários
Acho Closer muito, muito ruim.
P.S.: crucifiquem-me, mas acho CLOSER maravilhoso!
Este post tem 41 comentários aguardando aprovação...
Deixe aqui seu comentário:


péssimo 







