Segunda, Junho 8
[o exterminador do futuro: a salvação]



Eu nunca consegui entender porque tanta gente tenta dar substância ao trabalho de McG, um cineasta que, a meu ver, não oferece nada além de versões de duas horas de um clipe chato. Se As Panteras e As Panteras: Detonando eram variações hiperbólicas de vídeos das Spice Girls, esse O Exterminador do Futuro: A Salvação me parece uma metástase anabolizada de um clipe do Guns N'Roses. De um clipe fraco do Guns N'Roses, é bom que se diga. A sequencia de abertura, depois do prólogo bizarro, é um mais-do-mesmo dos filmes militaristas, se distanciando completamente do clima de filme B dos dois primeiros longas da série. O exterminador não parece ter muito futuro. Trocadilho infame, eu sei.
Eu, pessoalmente, não tenho nenhum problema com o plano do Christian Bale de querer dominar o mundo, assumindo o posto de protagonista em outra franquia num de seus 10 filmes do ano, mas ele realmente precisava interpretar o John Connor com a voz do Batman? (...que já é ridícula?) O McG não conseguiu segurar o cara. Esta primeira impressão foi bem ruim, mas as coisas melhoram (não muito, nem se anime) com a entrada de Sam Worthington caindo na estrada, numa saga meio Mad Max. Como nada é perfeito, quando ele topa com o bom Anton Yelchin, de Star Trek, também encontra uma garotinha chatíssima (e muda, clichê-ê), que quase estraga a parte mais legalzinha da história.
Pausa. Tento sublimar a personagem... pronto, esqueci. Mas o que é que a Jane Alexander está fazendo ali, hein? A resposta deveria vir até o fim do filme, certo? Errado, meu amigo. Jogaram uma atriz de primeira para fazer uma ponta sem sentido, sem função e sem explicação. Será que era para dar alguma credibilidade ao filme? Mas tinha que ser bem no trailer dos Transformers? Ops. Spoiler. Ah, mas não atrapalha nada. Pior são as homenagens aos dois primeiros longas da série: uma frase e uma canção. Em cenas consecutivas que é pra deixar bem claro. E Bryce Dallas Howard interpreta com os olhos, né? E só com eles. Ela não pisca nunca, deve ser um recorde.
Mas, voltando, as coisas ganham um certo prumo quando o McG finalmente anuncia sobre o que é o filme. Isso é lá pela metade da projeção. A gente finalmente descobre pelo quê torcer. Mas a sequencia de clímaxes tem dois momentos em que você perde toda a fé que ensaiou ter: a cena vilão-explica-di-da-ti-ca-men-te-seu-plano-para-dominar-o-mundo (Helena Bonham-Carter, precisando de uns trocados?) e a grande homenagem ao Governator, esse, sim, o momento mais b do filme. Ele não queria aparecer, mas o McG quis. Foi meio trash, mas meio nostálgico também, então, tá tudo perdoado. No entanto, isso não salva o filme de sua falta de substância. Mas isso é o McG, né? O homem do raso. Pelo menos, ele mantém a unidade de sua obra: tudo continua medíocre.
O Exterminador do Futuro: A Salvação 

Terminator Salvation, McG, 2009
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Comentários
'Go figure'.
Ju, eu durmo às vezes mesmo em filme bom. Acho que é a falta de férias.
Cris, o melhor foi assistir com vc e tirar onda durante todo o filme.
Layo, que puxa!
Essa escrotisse de ficar se guiando em opiniões de pseudo criticos é vergonhosa..
O TEXTO CRÍTICO ACIMA ME PARECE MAIS PESSOAL DO QUE EM RELAÇÃO AO FILME MESMO,RESPEITO,MAS NÃO CONCORDO COM NADA DO QUE DISSE!!!!
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péssimo 







