Quinta, Fevereiro 26
[3 macacos]

Nuri Bilge Ceylan é um daqueles diretores de filmes de festival. O de Cannes, por exemplo, já levou vários de seus trabalhos para a Riviera. Climas, exibido na Mostra de SP há alguns anos e que passou meio despercebido quando estreou em circuito, não ganhou nada, mas 3 Macacos, o último longa do turco, saiu do festival de cinema mais famoso do mundo com um estranho prêmio de direção. Estranho porque não há nada no filme que diferencie ou exalte o trabalho de seu diretor.
O roteiro trata de um dilema moral que gera pelo menos dois outros dilemas morais e que coloca os três membros de uma família em choque. Até aí, o trivial era bem feito (interpretações bastante corretas, bom domínio de cena), embora as imagens de cartão postal (com filtro de plástico) que o filme oferece em abundância encham um pouco a paciência. No entanto, o que mais incomoda é um golpe final rasteiro de roteiro, no (pior) estilo de Guillermo Arriaga, roteirista de 21 Gramas e Babel. É neste golpe final que o diretor aposta. É por causa dele que esta história foi escrita. É ali que se tenta deixar o filme parecendo amarradinho e inteligente.
3 Macacos 

Üç Maymun, Nuri Bilge Ceylan, 2008
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Comentários
Os comentários que tenho lido por aí dão conta de aspectos bons e ruins do filme... mas o que de principal se pode extrair desses comentários é que o filme sem dúvida impressiona (mesmo que seja ruim de modo geral, para alguns). Só que isso, creio, vem do próprio enredo original, que mesmo com as alterações mantém seu impacto.
E eu não sei não, mas o filme de certa forma me cheira a fracasso. Alguns críticos gostam, outros não, mas todos parecem concordar que o público em geral não vai digerir muito bem o filme.
Mas paremos com a futurologia. Semana que vem ele estréia, e então poderemos saber seu verdadeiro efeito.
Abraço
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péssimo 







