Terça, Janeiro 27
[a troca]

Sem querer mexer no vespeiro que é criticar um filme do Clint Eastwood, A Troca é um trabalho bonito, mas com alguns problemas. O maior de todos é a montagem. Há duas linhas narrativas diferentes: na primeira, temos a mãe em busca do filho e, na segunda, a investigação de um crime. As duas são bem dirigidas e funcionam bastante. Clint sabe, como ninguém hoje nos Estados Unidos, administrar o melodrama e arranca uma interpretação boa de Angelina Jolie, faz uma caricatura de si mesmo como ator em Jeffrey Donovan e dá alguns brindes como a performance-relâmpago de Amy Ryan. Ao mesmo tempo, conduz com desenvoltura o suspense de um crime revelado aos poucos. O problema maior é que estas duas histórias funcionam bem, mas separadamente. Quando deveriam se encontrar, o filme parece dividido. As narrativas não casam totalmente.
Outro pecado do longa é como ele tenta dar conta de tanta coisa ao mesmo tempo. Se há a história de uma mãe e a de um crime, há também a insistência de Clint em revelar os mecanismos internos de uma polícia corrupta. E, para isso, há algumas soluções bastante simplórias, que chegam a subestimar o espectador. Uma delas é a cena em que o personagem de Malkovich diz à protagonista como age a polícia. Entram inserts explicativos mostrando como operam os policiais-bandidos no pior estilo "Linha Direta". Clint também peca por não saber domar um ator essencial para a história. Eddie Alderson, que interpreta o garoto que revela a existência de um crime até se esforça, mas não consegue dar a dimensão do drama do personagem. Em suas duas cenas fundamentais, parece fake e pouco crível. Põe o que deveria ser o momento-chave do filme em cheque.
A Troca 

Changeling, 2008, Clint Eastwood
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Procurado ganha uma gostosa!!!
gran torino
Comentários
Brincadeirinha... Deus no céu, Clint na Terra, esqueceu? rs
Pois é, esse é o dilema. Há cenas muito realmente boas em "A Troca", mas acho que o filme não se acerta completamente.
Angelina Jolie começa mal e do meio pro fim mostra-se bem. Me parece que ela teve dificuldades em construir uma personagem contida, mas aflita com o sumiço do filho, que "explode" quando presa. Ela faz muito filme bobo, quando pedem algo mais dramático dela, fica difícil. Na ala psiquiátrica eu lembrei de Garota, Interrompida e então pensei "ora, mas naquele filme ela estava incrível" e então concluí: ora essa, era uma porra louca. Não era tão complexa quanto esta personagem.
Achei um ótimo filme. Porém triste demais por ser de Hollywood.
fez nesse filme!!
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péssimo 







