Segunda, Novembro 17
[leonera]

Leonera 



Leonera, 2008
Pablo Trapero
Leonera não é um filme fácil. Não oferece respostas, certezas, convicções. A protagonista está presa e o espectador não sabe se ela é culpada ou não. Nem o espectador, nem ela mesma. Mas este não é um filme sobre um crime, nem muito menos uma viagem infernal sobre as agruras do sistema carcerário argentino como pode parecer, mas o retrato quase documental de uma mulher em sua jornada para continuar. O filme acompanha a protagonista na nova fase de sua vida, que vai mudar sua maneira de encarar o mundo, de lidar com sua mãe, de reconhecer o amor. Nesse meio tempo, Pablo Trapero lança reflexões sobre a Argentina, sobre a maternidade, sobre a forma como as coisas devem ser. É um longa universal que parte de um cenário fechado entre quatro paredes (e algumas barras de ferro). Martina Guzman, a mulher do diretor, surpreende do papel principal, garantindo o tom sóbrio ao filme. E Rodrigo Santoro, em sua participação pequena, mais uma vez depura seus dons de intérprete num papel dúbio e complexo. Mas possivelmente o êxito de Leonera vem de como Trapero consegue explorar tantos temas sem buscar ser definitivo sobre nenhum deles. O diretor não está interessado no caminho fácil de revelar, denunciar e muito menos julgar o governo, a polícia, a justiça. Seu olhar é questionador e, por isso, muito mais inteligente.
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Comentários
Verdade. "Nascido e Criado" tem uns vícios bem chatinhos de um novo cinema argentino, tipo "La Rabia", que passou na Mostra, e foi produzido por ele.
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péssimo 







