Terça, Julho 15
[pra não dizer que não falei dos filmes 2]

Como declarado detrator de Contra a Parede, o filme mais famoso e mais metido a besta de Fatih Akin, quase desisti de ver este novo trabalho do diretor. Mas, para a minha surpresa, embora pareça querer ir para todos os lados durante mais de dois terços de projeção, Do Outro Lado se resolve bastante bem, sem muito melodrama nem aquele denuncismo comportamental que domina o outro filme de Akin. Hanna Schygulla, trinta anos depois de Maria Braun, comanda a virada com uma bela e simples personagem.
Do Outro Lado 


Auf Der Anderen Seite, 2007
Fatih Akin

O politicamente incorreto do início de Hancock é meio exagerado e terminado parecendo forçar a barra para que o filme integre aquele rol de novas comédias americanas, supostamente sarcásticas e orgulhosamente estúpidas, mas isso muda até aparecer a personagem de Charlize Theron. Impressionante como uma boa atriz pode nos entregar tanto com tão pouco. Antes da reviravolta de seu personagem, todas suas aparições são pequenas, mas cheias de um impacto misterioso que emociona. Quando tudo muda, este clima vai pro espaço e é preciso se contentar com uma comédia de ação simples e divertida que não sabe muito bem como aproveitar uma ótima idéia inicial. Jason Bateman está muito à vontade em seu papel de íntegro e inocente. Ele e Charlize justificam o filme.
Hancock 

Hancock, 2008
Peter Berg

A evolução da animação digital neste filme é realmente impressionante, sobretudo na criação das texturas, mas, numa era de longas animados cada vez menos óbvios e mais ousados, o tradicional e conservador Kung Fu Panda é muito preguiçoso. O filme segue a linha daqueles trabalhos menores da Disney, ingênuos e 'felizes', tipo Hércules, e não faz muito esforço na composição de personagens ou na criação de uma trama menos acomodada. Nada é desenvolvido até onde poderia. O resultado é bonito visualmente, mas não envolve, nem satisfaz. Comparar com Wall-E, por exemplo, é inconcebível. Covardia.
Kung Fu Panda 

Kung Fu Panda, 2008
John Stevenson e Mark Osborne

Taí o filme de que eu gostaria de dizer que é muito melhor do que é. Pequenas Histórias é aquele longa simpático, que aposta muito no quanto seu jeitinho caipira pode ser encantador. O problema é que os episódios, apresentados pela grande Marieta Severo, além de ingênuos demais na temática, também pecam em seu desenvolvimento, linear, sem grandes viradas. A primeira história tem um protagonista divertido e uma Patrícia Pillar mais linda do que nunca, mas termina sem conflito. A segunda promete muito ao explorar o imaginário religioso infantil, mas seu mistério é subjugado pela falta de nuances. A terceira, que traz Paulo José como um Papai Noel falido, poderia ser a melhor se soubesse o que fazer com o personagem. No fim, o conto caipira com Gero Camilo, o episódio final, é o mais redondo, encerrando essa coleção com alguma graça.
Pequenas Histórias 

Pequenas Histórias, 2007
Helvécio Ratton

Bem, eu realmente não lembro do último filme que havia visto em 3D, portanto, usar aqueles óculos foi uma experiência deliciosa. Seguindo a tradição dos filmes em três dimensões - que pela lista de lançamentos futuros deve mudar -, a história é o que menos importa (Julio Verne não passa de uma inspiração, digamos), valendo muito mais o que atiram na nossa cara. Mas, vai, é divertido ficar desviando, ouvindo os molequinhos soltando coisas tipo "que nojo" e levar uns bons sustos. E aqui tem alguns. Além disso, Brendan Fraser é dos cinco caras mais legais do planeta e aí as coisas ficam bem animadas.
Viagem ao Centro da Terra - O Filme 


Journey to the Center of the Earth, 2008
Eric Brevig
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Comentários
Wallace, eu quis dizer que a Charlize funciona lindamente até a personagem dela mudar.
Ah, eu acho que a mudança vem acompanhada com uma explicação muito ruim.
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péssimo 







