Quarta, Julho 9
[batman - o cavaleiro das trevas]

O tipo de filme que mais me incomoda é aquele sobre o qual eu não consigo dar uma palavra final. Não um decreto para ninguém, mas uma decisão para mim mesmo. "Este filme é bom" ou "deste filme, eu não gosto". O tempo ou uma revisão geralmente faz as coisas pesarem para um lado ou para outro, mas Batman - O Cavaleiro das Trevas tem a maior cara de que vai me torturar por anos a fio. Quem lê esse blogue sabe que eu sou fã de quadrinhos desde criança, especialmente Marvel e DC, especialmente especialmente DC Comics, e que nem sempre eu sei separar meu amor pelos personagens das minhas impressões sobre o filme (nem sei se isso é realmente necessário ou se faz parte do jogo), mas eu gostaria mesmo é de gostar deste longa pelo que ele é e não pelo que ele envolve.
Mas a sensação maior depois de assistir ao novo trabalho de Christopher Nolan é incômoda, como se dois filmes convivessem dentro de um. E eles não são muito amigos. O primeiro é aquele que todos imaginavam, uma seqüência imediata do amado/odiado Batman Begins, o filme sóbrio sobre o personagem, fugindo do fantasioso mundo de Tim Burton ou dos carros alegóricos de Joel Schumacher. O cenário abre as portas para a aguardada performance de Heath Ledger como o Coringa, muito menos descontrolada ou anárquica do que se podia esperar, mas não menos genial, composta com cuidados milimétricos, uma caracterização impecável, onde o filme aposta todo o texto bom, com destaque para a cena do interrogatório.
Neste primeiro filme, estão os atores que se esforçam para que o pacote saia íntegro, como Michael Caine, que mesmo num papel resumido mostra porque está entre os melhores, Gary Oldman, que segue negando os tiques que pontuaram sua carreira, desta vez com destaque maior dentro da trama, e o grande Aaron Eckhart, que poderia ter sido facilmente engolido pela interpretação de Ledger, mas se revela o ator mais equilibrado do filme, muito bem da primeira à última vez em que dá a(s) caras. Por sinal, eu que costumo ser relutante a novas versões sobre as origens dos personagens, acho que as soluções encontradas para Harvey Dent deram muito certo.
O segundo filme que mora dentro de O Cavaleiro das Trevas é um monstrengo grandalhão, que me fez imaginar se não teriam deixado as cenas de ação sob o comando de Michael Bay. Juro. Há (muitas) seqüências tão interessadas em demonstrar o quanto podem ser barulhentas e destruidoras que eu pensei que aquilo só poderia fazer sentido para Bay ou para os fãs de Duro de Matar. Conseguiram deixar o batmóvel ainda mais feio, parecendo um modelo inacabado de tanque de guerra. Sei que era essa a idéia, mas o filme não justifica essa visão de Gotham City com a cidade dominada pelos criminosos dos quadrinhos. E, olha, não tenho nada contra filmes de ação pela ação, mas não acho que certas coisas coexistam pacificamente com outros elementos do filme.
O que combina direitinho com essa massa bruta meio disforme é a interpretação de Christian Bale - ô atorzinho tosco! - que não tem a menor idéia do que fazer com sua canastrice, ainda mais com tanta gente boa em sua volta. É até covardia comparar os embates verbais entre o protagonista e Ledger ou Eckhart, mas ele apanha até nas conversinhas mais românticas com Maggie Gyleenhaal - eficiente, assumindo o papel de Rachel Dawes. E não há ninguém que possa me convencer que não foi um sabotador que inventou aquela voz mecânica pro Batman. Sinceramente. É uma escolha estúpida, que desmoraliza qualquer diálogo.
Por sinal, quando eu disse que reservaram o melhor do texto para Ledger, não quis dizer que somente Bale perdeu com isso. Assim como no longa anterior, O Cavaleiro das Trevas também peca por ser muito didático. Existe uma idéia que percorre todo o filme que é a de diferenciar o Batman dos heróis tradicionais ou mesmo de um herói. É uma idéia meio ingênua porque qualquer pessoa com o mínimo de informação, que não precisa ter lido uma HQ na vida, sabe que o Batman não é o Superman ou Capitão América. No entanto, o roteiro de Christopher e seu irmão Jonathan Nolan tem umas idéias interessantes, como o debate ético entre Bale e Morgan Freeman sobre a criação de um sistema espião, que lembra o Irmão Olho das HQs. É quando percebemos a moral discutível do vigilante.
É dessas diferenças que se constrói o filme. Há um espaço farto para que os bons atores entrem em cena, um cuidado para arrendorar personagens, uma decisão corajosa de deixar alguns personagens para trás e um certo esforço para que a investigação central do filme tenha alguns elementos detetivescos, mas também há muita preocupação em atrair platéias com piadas (quando elas vêem de Michael Caine ou Heath Ledger até as ruins ficam boas) e, sobretudo, com as explosões, perseguições e resgates que transformam um filme num blockbuster. Não consigo saber o que pesa mais. Não quero ser condolente nem injusto, por isso, por enquanto, por agora, eu prefiro mesmo o meio termo.
Batman - O Cavaleiro das Trevas 
ou 


The Dark Knight, 2008
Christopher Nolan
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Comentários
Gostei muito da visão passada pelo Batmam Begins, atual, diferente...
E pelo pouco que vi sobre esse novo filme, acho que vou gostar. É esperar pra ver!
Ma, vá sem medo porque o filme tem muito a oferecer. Esse meu texto não é para desanimar ninguém.
Apesar de já ter gente querendo deturpar o que eu escrevi, eu mesmo afirmo logo no começo que não cheguei a uma conclusão sobre o filme e acho que um filme que consegue fazer isso já é interessante por si só.
Uma outra coisa: li alguns textos na internet e todos, assim como o seu, elogiam muito o Eckhart. Daí, conforme vai se aproximando a estréia do filme, minha expectativa altíssima em torno da atuação do Ledger e da caracterização do Coringa está, de repente, dando lugar a uma grande curiosidade em relação ao Harvey Dent/Duas Caras do Eckhart ... fico até com uma vontade enorme de te perguntar como se dá a deformação do personagem e como ele aparenta já como o vilão ... mas não vou perguntar ! rsrsrs. Vou me controlar ... rs.
Enfim, morrendo de inveja de vc que já viu o filme fico aqui aguardando ansiosamente o dia 18.
Abraços.
Só digo uma coisa, Wallace: tudo envolvendo o personagem do Aaron Eckhart me deixou muito satisfeito.
Ailton, como eu disse, as coisas boas valem ver o filme.
Discutir a mídia? Acesse
http://robertoqueiroz.wordpress.com
Não fiz uma crítica ao Bale nem tive a intenção de me aprofundar, Gustavo. Apenas falei o que eu acho. E eu acho ele um ator medíocre mesmo. Fraco, caricato, careteiro. Isso pode até ser birra, mas é o que eu acho.
>o filme sóbrio sobre o personagem, fugindo do fantasioso mundo de Tim Burton ou dos carros alegóricos de Joel Schumacher.
"Batman Begins" é falsamente sóbrio. Se fosse o Schumacher a mostrar um batmóvel que pula pelos telhados, ia ter gente surtanto aos montes.
> não há ninguém que possa me convencer que não foi um sabotador que inventou aquela voz mecânica pro Batman. Sinceramente. É uma escolha estúpida, que desmoraliza qualquer diálogo.
Batman, o herói com efisema pulmonar.
Siceramente, acho essa uma crítica despropositada. Ele pode não ser nenhum gênio da interpretação mas é um ator, no mínimo, muito competente.
Vc traduziu o Bale perfeitamente, Leandro.
Sobre o 'Begins', quis dizer que essa era a impressão que ele queria causar.
"O Abominável Batman Phibes".
Bem, Wallace, como diz a bela canção, "cada um no seu quadrado". Não é de hoje que eu acho o Bale canastrão e já falei isso aqui neste blogue muitas e muitas vezes. Acho ele péssimo em "O Operário"", risível em "Psicopata Americano", e ruim em todo o resto. Em "Os Indomáveis", ele parecia mais maduro, mas encolhido perto de um ator de verdade como o Russell Crowe. Em "Império do Sol", ele era muito criança para eu, que tb era criança, julgar. Só revendo.
Helton, não sei se vc sabe, mas textos opinativos sempre são "parciais". Fundamento técnico? Eu não reclamei da parte técnica. Reclamei das opções de roteiro e direção.
E a voz, bem... nada que eu leia vai justificar aquela coisinha ridícula.
Jadson, se vc tivesse lido o texto, veria que eu disse que gosto bem mais da DC, mas, tudo bem, não se pode ter tudo.
Xiita é com X.
Louco, principalmete quando veste a máscara
>E em O Grande Truque ?
Louco. Em dose dupla.
>E em Não Estou Lá ?
Cansado. Depois quando se converte, louco.
>E em Os Indomáveis ?
Começa cansado. Depois ele desperta.
>Ah, sim, e em Império do Sol ?
Ele ainda era criança e não tinha os vícios de interpretação que tem hoje.
Quem era mesmo que dizia que toda unanimidade é burra??? rs..
Beijo querido!
Ah, Chico, meu blog teria alguma chance de entrar para uma possível votação para a Liga dos Blogues Cinematográficos quando surgir uma oportunidade?
Pode vistá-lo para conferir/ é www.blogcinemania.blogspot.com, agradeço desde já.
faça me o favor neh.... q critica mais tosca...
acho q essa pessoa quer tentar aparecer sei lá.. sabe que todo mundo na maior expectativa para ver um filme perfeito... e todos vao ficar interessados e curiosos em ler a parte negativa... dai ele fala das vozes... e critica os atores...
resumindo: ele quer causar.
resumindo 2: ignore
Tem algum problema pessoal com Cristian Bale!
E não manja nada de quadrinhos do Batmam... Pois o vozeirão do Batman já foi mencionado nas HQ!!!
E de tão baixo nivel esse crítico que ele perde tempo respondendo as críticas da crítica que ele fez. Lamentavel...
Acompanho seu blog já faz um tempinho e gosto muito de suas críticas, mesmo que discorde delas. Sempre são bem elaboradas e fundamentadas, não raro mais interessantes do que as publicadas em jornais, por exemplo. É isso, não desanima não, rs...
São dois pesos e duas medidas?
Faltou critério a crítica.
O citado Russell Crowe pra mim é até um bom ator mas muito mais limitado do que o Bale.
Não consigo diferenciar por exemplo o protagonista de Gladiador do de Uma Mente Brilhante.
Isso e um blog!!!Seu principio e esse, ser pessoal, abrindo espacao para trocas.Concordar ou nao torna-se um detalhe.
E isso porque o Chico é um fã de HQs, assim como eu. É por causa de tipos como esses que apareceram por aqui, que às vezes tenho até vergonha de dizer que leio gibis da marvel há mais de 20 anos.
Só tenho uma coisa a dizer sobre os fãs ofendidos: santa loucura, Batman!
Bale não têm o talento de Tom Hanks, porém o mesmo sempre levou o personagem a sério. Lembra-se de Michael Keaton, Val Kilmer e pasmen !! George Clooney (outro fántástico ator, porém não serve para viver Bruce/Batman). Nada de mamilos, gotham parecendo a sapucaí, Jack Nicholson, Tommy lee Jones... que venhas as trevas !!! ah, quem fizer parte da comunidade no orkut Batman - the dark knight.joker e um fizer o melhor comentário sobre o filme, irá ganhar um banner do filme (trabalho em cinema)... abrs hahahahahah
Antes de expressar meu comentario (ainda nao vi o filme )gostaria de saber de algumas coisas Chico. Na sua classificação voce escolhe dar de 5 a 0 estrelas, e em contra-respostas voce deixa claro que os comentarios sao totalmente pessoais-parciais. Afinal o significa um filme ter 5 estrelas? Excelencia tecnica? Diversao absoluta?
valeu, abraço.
Como você, Chico, sou um fã das HQ's da DC Comics, tanto que não ligo de me auto-denominar um decenauta (pra quem não sabe, foi um termo antigo criado pela Editora Abril, para os fãs dos personagens da DC Comics). Eu tento visualizar da seguinte forma os filmes feitos dos personagens da DC, pela Warner: A Warner dá ao diretores contratados a liberdade para interpretarem os personagens, como a DC dá ao seus editores e redatores. Richard Donner deu sua própria visão ao Superman em 1978, Tim Burton fez o mesmo com Batman e Batman Returns, assim como Joel Schumacher fez com Batman Forever e Batman & Robin. Tim Burton é um diretor que gosta de um psicológico perturbado, coisa que ele não conseguia visualizar em Bruce Wayne/Batman, mas sim no Coringa (Jack Nicholson), Pingüim (Danny De Vito) e Mulher Gato (Michelle Pfeiffer), tanto que percebemos como sua direção se concentrou bem nesses personagens, deixando o Batman como um mero espectador-ativo. Joel Schumacher já posssuia uma visão mais "camp", graças ao seriado dos anos 1960, fazendo mais uma sátira do Batman do que levando-o a sério.
Christopher Nolan não era nem um árduo conhecedor dos quadrinhos, mas compreendeu bem a idéia do que Goyer queria passar com o seu roteiro (esse sim é um fã
Só vou ver o filme dentro de três dias, pois não sou tão sortudo a ponto de residir em Sâo Paulo ou Rio de Janeiro (moro no Espírito Santo) e nem sou jornalista, mas vejo e leio todas as análises feitas. Posso ter interpretado mal o que você quis dizer, mas acho que foi uma análise de um fã dos quadrinhos, mas sem um visão direcionada a sétima arte, coisa que devemos fazer quando vemos filmes como Superman de Donner e Batman de Nolan.
Renata, eu tinha entendido. Obrigado pelas visitas.
Quanto ao pessoal que veio dar uma equilibrada na discussão, obrigado também.
André, as cotações são pessoais. Aí vale tudo: técnica, inovação, inteligência, capacidade de me envolver, enfim, tudo.
O curioso é que esse texto foi considerado um texto negativo sobre o filme, quando, desde o começo, eu falo que tinha coisas de que gosto e outras de que não gosto. Ou seja, começaram a dar patada sem razão - e, sem ver o filme, o que multiplica a expressão sem razão e, a meu ver, desqualifica as respostas.
Alguns argumentos são "enquanto todos falam bem" ou "birra" e ainda resumem o texto à minha frase sobre o horroroso batmóvel. Isso, para mim, é falta de capacidade de argumentação.
Se eu tivesse odiado o filme e falado mal de tudo, eu até entenderia a reação, embora eu tenha o total direito de falar mal do que eu quiser - ainda mais no meu blogue. Mas nem foi assim.
Espero rever o filme logo e escrever mais alguma coisa a respeito se der vontade.
Enquanto isso, minha única certeza é que Christian Bale é um ator menor.
Vamos lá... assim como voce, gosto de quadrinhos, principlamente da DC(acho que eles tem um melhor conceito de continuidade) coleciono Hq´s desde criança, por isso me familiarizei com voce. No seu caso acho que a sua critica é maior em função ate desda simpatia pela DC, ou seja, o seu(s) personagens prediletos nao podem ser interpretados e representados (em filmes) por qualquer um e de qualquer forma.
Anteriormente, quando perguntei sobre a classificação de estrelas, foi devido a observação de outras criticas postados no site sobre outros filmes como Homem de Ferro, Homem Aranha(I,II,II), estes recebem classificaçoes bem elevadas, ate pelos mesmos motivos que voce citou para classificar The Dark Night com 2 ou 3 estrelas.
É claro que nos voltaremos ao mesmo tema: o que importa é sua impressao pessoal. Mas o meu questionamento é como achar um senso de critica para este "tipo" de filme.
Não tenho um modelo para avaliar filmes baseados em HQ. Vejo todos os filmes, de quaisquer gêneros, da mesma forma. Se gosto ou não, depende do filme ou da minha disponibilidade.
Gosto do primeiro Aranha, acho o segundo genial e acho o terceiro mediano. Do 'Homem de Ferro', que tem um grande ator, escolha arriscada, eu gostei muito.
Sempre fui mais fã da DC, apesar de sempre acompanhar a Marvel também. No entanto, no cinema, acho que a Marvel, além de ter um plano de verdade para adaptar seus heróis, trata-os muito melhor do que a DC.
Gosto bastante do novo Superman e acho o Batman Begins legal, apesar de muito didático. Só não gosto mesmo do Bale.
Batman: Dark Knight beira a perfeição.
quando ao batman vou ver e tirar minhas proprias concluções
Vade retro, Satanás !
>e Onde Andará Dulce Veiga?
Boa pedida !
critica Alessandro Giannini
aprenda Chico.
Ledger, Eckhart e Oldman estão absolutamente perfeitos, tudo na trama se encaixa e tal ... mas uma coisa que vc falou me chamou a atenção: a voz do Batman ... rsrsrs. É que, de fato, é algo que soa meio estranho e que atrapalha um bocado a interpretação do Bale (que, como já disse anteriormente, considero um ótimo ator). No entanto, me parece que faz sentido o Batman ter uma voz diferente da do Bruce, até para não correr o risco de ser reconhecido, não é ? Mas talvez, realmente, isso pudesse ter sido melhor trabalhado.
Ah, a cena do ano: "vcs querem ver eu fazer esse lápis desaparecer ?" AHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA.
Juro que eu acho que tem gente que tem problemas de raciocínio e compreensão de texto. Primeiro, eu vi o filme. A maioria dos detratores aqui nem o tinha visto quando atiraram as pedras. Agora que viram, fico feliz porque serão pedras com mais propriedade.
Mas o que mais me espanta é que, nesse texto, eu listei coisas de que eu gostava e coisas de que não gostava. Se eu não babei o ovo de cada fotograma do filme como um fã enlouquecido de HQ, que celebra qualquer coisa sem tê-la visto só porque tem uma marca, me perdoe por ter uma opinião (e eu sou um fã de HQ, não enlouquecido, claro).
Por fim, no "Guia da Folha", o autor citado pelo rapaz acima escreveu alguns improperios. Tipo dizer que este filme não é uma versão literal da obra homônima de Frank Miller, mas tem nela sua principal inspiração. Ahn? Pelo que eu saiba a série de Miller se passa num futuro alternativo, com o Batman velho e o Robin é uma mulher. Parece com a trama do filme? Acho que não. Depois diz que o Batman encarna "o bem, a moral e os bons costumes". Ahn? O Batman é o herói mais anti-herói que se tem na DC. O bem, ele até pode encarnar, mas a moral? Os bons costumes? Tsc, tsc.
Isso é mais do que óbvio. Tem que ser bem idiota para não enxergar isso. E nem é preciso assistir nos extras do DVD para sacar isso.
>Mas talvez, realmente, isso pudesse ter sido melhor trabalhado.
Exato. Esse é o problema que eu e o Chico tivemos com relação a isso no primeiro filme. A voz que o Bale faz é mais engraçada do que intimidadora.
Só pra ficar claro: meu último comentário não foi resposta à mensagem do Wallace, mas ao comentário imediatamente anterior.
Quanro à voz do Batman, o que eu acho é bem isso que o Caraça falou.
Realmente incrivel.
Assisti na estreia e vou assistir de novo. Como alguem que se diz fa de quadrinhos pode reclamar daquele filme...
O roteirista pegou o piada mortal batman ano um e o cavaleiro das trevas, misturou tudo e criou as personalidades dos dois malfeitores, tudo em cima dos triangulos "amorosos", rsrs , como o do bruce rachel e harvey, harvey gordon e batman e coringa batman e harvey...
o coringa e sensacional, o que ele faz nos quadrinhos de piada mortal com o Gordon, tenta fazer esse convencimento com batman e com o harvey....
simplesmente incrivel, claro. Um diretor que fez amnesia, tem q fazer coisa boa mesmo.
gosto muitíssimo do Begins, mas esse realmente não consegui me decidir. Valeo pelo Heath, mas...
ps: afffff, achei que era só eu que achava aquela voz do Batman tosca!
Pronto falei!
Chico adorei o Blog. Já está nos meus favoritos.
bjosjávireifã
Então não no exaltemos, o Chico tem o direito de achar o que quiser.
Mais no sentido de que o filme se propõe a levar a morcega a sério, mas acaba repetindo vários erros dos filmes anteriores. E já estou de saco cheio com filmes metidos que no final mostram o vilão com um plano louco de usar uma máquina para destruir a tudo e a todos. Tá certo, que isso é coisa de gibi, mas que não aparece em todos os gibis. Em compensação, isso aparece na maioria das adaptações para cinema. Coisa de roteirista preguiçoso.
Para terminar a minha participação nesse tópico, quero dizer que gostei sim do novo filme. Não é perfeito, mas isso se deve a uns poucos furos de um roteiro ambicioso (e que este gênero estava a muito precisando) e não por causa que o Batman do filme é diferente do gibi. "O Cavaleiro das Trevas" é ótimo, apaga o gosto ruim do anterior e merece cada centavo que arrecadar.
>o Batman tem que ficar explicando que ele não é exatamente um herói, que herói é quem mostra a cara, que ele é mais tipo um vigilante
Mas todo filme de herói tem essas coisas. Os discursos intermináveis dos X-Men, as choradeiras do Peter Parker, o dramalhão psicológico do Bruce Banner do Ang Lee, o 'sou um cramulhão mas tenho muito amor para dar' do Hellboy. São coisas que realmente enchem o saco e são facilmente confundidas como uma forma de dar profundidade a personagens 'unidimensionais'.
Detesto os filmes anteriores de Christopher Nolan Insonia e Amnésia são péssimos O Grande Truque é até bonzinho ...tipo dá para assistir, é um bom filme mas nada que se caramba que obra prima..
Acho que os Batmans são os melhores filmes dele.
Agora tem muita coisa de Gênio que todo mundo queria nos filmes do Batman, mas tambem Chistoper Nolan consegue fazer seus filmes ficarem sem ninguem entender nada, ele consegue fazer uma obra de arte e ele mesmo a destrói em seguida, é assim que vejo essa nova franquia do Batman.
Chistian Bale faz bem o Batman Guerreiro que dá porrada nos outros ele tá muito longe do Gênio que Batman é, e é isso que ta faltando, ele parece um boizinho revoltado do que um cara com severos problemas psicólogicos...
Acho Crhistian Bale bom Ator mas nada de mais, agora ele não tem nada Haver com o Batman, concerteza pode aparecer alguem bem melhor um dia..
Michael Keaton interpretou bem melhor o psicológico do Batman...
Quer saber to de saco Cheio desses Baba ovo do Chistopher Nolan ,principalmente no Orkut....
Os filme é bom mas falta muita excência do Batman ali, Heath Leadger, e o resto do elenco tão de parabéns com seus personagens...
Agora até hoje eu to procurando o Batman, realmente é muito superestimado Chistian Bale, ator de uma "cara Só"...
É tudo muito engraçado. Toda essa galera aí, se degladiando, tentando impor a opinião de cada um sobre a do outro.
Claro, nem todo mundo. Tem muita gente com consciência, mesmo que não seja tão conscientemente assim, que o crítico hoje em dia é simplesmente um cara que emite a sua opinião sobre o trabalho de outros. A única diferença básica entre o crítico e as outras pessoas é que esse individuo é um profissional credenciado para fazer isso – pelo menos é o que se espera. Mas com tantas pessoas tendo acesso a internet hoje em dia, ficou muito fácil se tornar um crítico, uma vez que se torna muito mais fácil expressar a própria opinião. O que é algo muito bom diga-se de passagem.
Muitas pessoas vivem reclamando que o crítico tem que ser um sujeito "imparcial", que tem que observar o produto com os olhos de um profissional, não de um mero espectador. Ora, isso com certeza fazia muito sentido anos atrás, posso dizer até décadas atrás, quando a opinião do crítico era praticamente inabalável. A única forma de protestar-se quanto a ela era através da seção de cartas do periódico – ou jornal, o que quer que fosse – e ainda assim só apareceriam na dita seção se assim fosse desejado.
Hoje em dia, esse blog, por exemplo, pode provar como as coisas mudaram muito. A crítica se tornou-se algo muito mais democrático. Assim, eu já presenciei alguns críticos que já referem a si próprios como parciais e opinativos. E isso é algo que eu aprecio muito num profissional como esses. O crítico deixou de ser o ditador de opiniões e passou a ser apenas uma referência, um profissional que está expressando sua opinião juntamente com seus conhecimentos sobre a área ao público, que como sempre, mas agora de forma mais aberta, pode concordar ou não.
Assim, se o crítico deste blog disse que não achou "Batman - O Cavaleiro das Trevas" excepcional, o supra-sumo das adaptações de HQ's etc e tal, é a opinião dele. E claro, é muito bem-vindo da parte dele - acredito - que alguém se manifeste contra essa opinião. O que é triste é o fato de pessoas não entenderem o propósito de uma "crítica" e responderem a ela como se tivessem sido ofendidas por tal.
Se você não concorda com o que o fulando de tal disse, se expresse, ótimo, mas deixe claro que você respeita a opinião daquela pessoa, porque o objetivo de uma crítica não é confrontar o leitor, mas sim interagir com ele. Aceitar ou rejeitar uma critica é algo individual, expressar-se quanto a isso também.
O próprio Chico deixou claro que ele estava expressando sua opinião. Eu li sua crítica sobre "O Menino de Pijamas Listrados" - curta e grossa diga-se de passagem - e li a crítica sobre a mesma obra anteriormente em outro site, só que desta vez favorável, muito favorável até. São duas opiniões distintas e válidas. Não posso me expressar quanto a elas porque não vi o filme, mas valeram por despertar minha curiosidade em assistí-lo. Seja qual for a impressão que o filme deixar em mim, não irá desqualificar nenhuma das críticas.
Sou um grande fã de Quadrinhos e por mais que o filme diverja da fonte, é muito feliz em sua realização, especialmente no que diz respeito ao Coringa. O filme é um produto, a HQ é outro. Por isso que se chama adaptação.
Acho que a armadura não funciona - melhorou um pouco nesta sequência -, a voz do Batman realmente me incomoda, o que já não acontece quanto ao Batmóvel e as cenas de ação do filme. Não sou um cara que esquenta a cabeça com coisas como essas. Se o filme foi péssimo ou alguém não concorda com minha opinião, tenho certeza de que isso não vai arruinar a minha vida.
Sou acostumado a sair com meus amigos pra bares pra tomar uma cervejinha e discutir coisas como essas. Todos praticamente compartilhamos os mesmos gostos mas sempre divergimos nas opiniões. Pra nós o importante não é impor o ponto de vista de um sobre o outro mas apenas se expressar e isso nos ajuda a enriquecer de várias formas - menos monetariamente...
E às vezes presenciamos cenas vergonhosas como dois senhores por volta de seus cinquenta anos que numa discussão que começara aparentemente amígavel sobre quem é melhor – o carioca ou o paulista – quase saem na porrada no final.
Eu sou mineiro. E se o carioca e o paulista acham que são melhores que eu, parabéns. Não dou a mínima. Não nos vejo dessa forma, mas se eles não querem me ouvir é uma opção deles.
Me desculpem se o papo pareceu meio chato, mas isso era algo que eu queria expressar há muito tempo. De tanto ler discussões por aí, principalmente no You Tube, essa vontade de me expressar quanto a essa mania do outro se incomodar tanto com a opinião do próximo, acabou tento esse resultado um tanto quanto irônico: me incomodei com a opinião dos outros.
Pelo menos espero que sirva para algum bem.
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