Segunda, Dezembro 3
[os donos da noite]

A área aqui é a da subversão. James Gray é o diretor do improvável. Com um pacote que poderia ser enquadrado tanto nas obsessões violentas quanto nas preferências estéticas - e histéricas - do cinema policial, o cineasta aponta para um outro lado. Sua história de família, sem nunca perder seus conceitos de 'história' - com começo, meio e fim - e de família - com conflitos fortes, quase shakespearianos, entre os ótimos atores principais (incluindo uma surpreendente Eva Mendes) -, tem opções estranhas ao meio em que brota. Não é um filme de ação em seu sentido mais literal. A investigação é mais dos comportamentos dos personagens do que de quem cometeu esse ou aquele crime. É assumidamente envelhecido - na cor, na forma, na maneira de filmar -, mas nunca se resolve nos modelos mais óbvios do 'retrô'. É um filme à moda antiga. E, à moda antiga, tem aquela que talvez seja a melhor cena de ação do ano, uma perseguição na chuva que perturba o espectador, impedido de discernir os elementos na tela, tal qual o protagonista. Um momento de desespero no melhor filme anti-climático do ano.
Os Donos da Noite 



direção: James Gray.
We Own the Night, 2007.
Com Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Danny Hoch, Alex Veadov, Oleg Taktarov, Mark Wahlberg, Robert Duvall.
Para o Alfred: filme, direção, ator (Phoenix), roteiro original, montagem e cena do ano (perseguição na chuva).
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Comentários
Abração
muito bom mesmo da trilha sonora ao filme!
Mas,achei válido o dilema do personagem pricipal e também suas decisões. O fato é que se vc se coloca no lugar dele,percebe que ele iria querer proteger a familia, e, vingá-la.
A carga dramática é muito maior que a ação em si..tem mesmo um jeito conservador de ver a policia...mas não chega a ser distante da realidade, pois há varias policias dentro da policia..
Quer ver um filme de ação para se animar veja outro, porque este é bom mas, é triste.
abraços
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péssimo 







