Sábado, Dezembro 1
[a via láctea]

Se eu fosse uma pessoa coerente, eu deveria ter odiado A Via Láctea da mesma maneira que eu não gostei nada, nada de Crime Delicado. Não que os filmes sigam os mesmos caminhos, mas eles têm muitos pontos em comum: são dois filmes que trazem para sua estrutura tanto experimentações formais quanto uma necessidade quase adolescente de mostrar referências. Pois bem, eu sou contraditório e acho que em Crime Delicado, tudo isso me soou forçado, no limite do exagero e chato. Em A Via Láctea, não. As referências, mesmo quando não se justificam, estranhamente combinam com o clima de incerteza do filme. A busca onírica de Marco Ricca por sua mulher, seguindo suas pistas por uma belamente homenageada São Paulo (mais e melhor do que em Não por Acaso, perdão) consegue assimilar muito bem poesias em versos ou em imagens a sua forma final. É estranho, mas é bem bonito. E quem me acompanha num viva a Alice Braga?
A Via Láctea 


direção: Lina Chamie.
A Via Láctea, 2007.
Com Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto.
Para o Alfred: filme brasileiro.
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Comentários
E eu o acompanho no Viva! a Alice Braga. Que atriz...
Um abraço e parabéns pelo texto.
Vc tem um companheiro, Alexandre.
Eu tb acho, Filipe. Acho que o filme mora num lugar meio etéreo, que funciona.
Eu gostei, Marfil.
"Via Láctea"...muuuuuuuuuuuiiiiiiiiito chato!
Nos surpreende com sua inteligência de expor em um filme, tão nobre, uma harmonica textura que passeia entre poesias, teatro, naturalismo e referências. A metalinguagem e experimentação deste gênio lesbo, nos carrega a caminho de São Paulo, caminhos estes ricos de vida, caos onde a beleza e a fwiura se fundem em uma obra de grande valor histórico na cinematografia nacional. Uma trama coesa e consistente, sofisticada na sua montagem e magnificamente estruturada. Viu de não ser visto apenas uma vez, filme de se apaixonar, de se aprofundar, de se estudar. Arte! beijos.
A diretora, homossexual assumida, segue a risca o principio Bressoniano que diz que é preciso que os ruídos se tornem músicas. E assim ela o fez, a música em seu filme é metafora não é apenas um complemento a imagem, é informação.
O seu filme torna-se uma sinfonia sonora e visual que se são trablhadas separadamentes.
Ela merece.
O brasil aguarda mais belissimas obras de arte esculpidas por ti, Deusa Lesbiana.
Chamie trasmite que vê os seres e suas coisas em suas partes separaveis, isola estas partes, torna-as independente afim de dar-lhes uma nova dependencia. Seu filme não é feito para um passeio dos olhos mas para penetrar e gozar com ele, ser inteiramente absorvido por ele.
kisses =*
E além do ais, é gostosíssima!
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péssimo 







