Segunda, Novembro 5
[mostra sp: repescagem dias 1 e 2]

Persepolis 

, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
Savage Grace 
, de Tom Kalin
Em Paris 



, de Christophe Honoré
Canções de Amor 


, de Christophe Honoré
Persepolis ganhou a Mostra, na decisão do público, por dois fatores: 1) é narrado de uma forma deliciosa, simples - mas cheia de boas idéias -, tem um humor refinado, mas sabe ser sério quando quer; e 2) é um dos filmes mais fortes a tratar do conflito Irã-Iraque e da formação do estado do Irã em sua encarnação mais recente. E ainda é uma história pessoal. É bem bonito, bem fácil de ser gostado e tem boas chances - mesmo - no Oscar.
O maior pecado de Savage Grace é confiar tanto no poder de sua história a ponto de deixar sua narrativa cansada. O diretor Tom Kalin tem muitas soluções estranhas para apresentar as situações de seu filme, mas nem sempre elas são tão interessantes assim. Mas a maior revelação para mim é como Julianne Moore, que outrora foi minha atriz favorita, não me encanta mais tanto assim, mesmo com um papel bem bom.
Em Paris é uma obra-prima. O fantasma de François Truffaut se apossou de Christophe Honoré e ele fez seu Beijos Proibidos para os anos 2000. Um filme masculino sobre as relações do homem (ou de homens) com as curvas da vida. O elenco tem Romain Duris, excelente em sua imersão na dor, Guy Marchand, como um pai de família absolutamente amoroso à distância, e Louis Garrel, reencarnando o Jean-Pierre Léaud anarquista do filme já citado. A melhor cena é o dueto musical ao telefone, um dos melhores momentos cinematográficos do ano.
Canções de Amor só não é uma obra-prima por pouco. Aqui, Honoré emula os musicais intimistas de Jacques Demy, com um elenco à vontade para dançar, cantar, dublar ou o que quer que seja. As músicas, completamente inseridas à narrativa, são deliciosas, com destaque para "As-tu déjà aimé?", nas vozes de Garrel e Grégoire Leprince-Ringuet, impagáveis. Por outro lado, as mocinhas Ludivine Sagnier (lindinha), Chiara Mastroianni (gracinha), Alice Butaud (encantadora) e, sobretudo, Clotilde Hesme (em cores depois de Amantes Constantes) têm, todas, seus merecidos solos. Com Honoré, há solução, meus amigos.
Posts similares:
frankie 2007 - animação
canções de amor
frankie 2007 - filme do ano
Comentários
Caí sem nenhum remorso. Espero cair logo de novo.
Deixe aqui seu comentário:


péssimo 







