Quarta, Outubro 31
[mostra sp: dia 12]

Planeta Terror 


, de Robert Rodríguez
Angel
, de François Ozon
El Orfanato 


, de Juan Antonio Bayona
O Amor nos Tempos do Cólera
, de Mike Newell
Surpreendente o novo filme de Robert Rodriguez. É raro ver um filme que consegue ser tão fiel ao projeto original. Se À Prova de Morte, de Tarantino, era muito bom por extrapolar os limites da idéia de Grindhouse, Planeta Terror é muito bom porque respeita todas as facetas do cinema trash, com humor popular, idéias absurdas, cenas inacreditáveis e um elenco afiado (onde só Tarantino sobra - e como ator ele sempre sobra). Passei o filme inteiro olhando pro relógio, maluco para o tempo não passar.
Angel é outro filme que é radicalmente fiel a seu projeto. François Ozon comprou um pacote fechado e se dispôs a fazer seu novelão brega sem concessões. Filma, monta e musica seu filme como uma minissérie de época rodada nos anos 80, com direção de arte exagerada e atores com um tom a mais, vivendo personagens extremos. O problema é que o material original é tão ruim e de mau gosto que o esforço é inútil.
El Orfanato tem momentos de obra-prima. É um filme de terror elegantíssimo como parece que apenas os latinos são capazes de fazer nos últimos tempos. Não sei até que ponto a mão do produtor Guillermo Del Toro pesou, mas o filme tem um clima que evoca A Espinha do Diabo. Há momentos do terror mais puro, do medo mais profundo, do susto, do calafrio. Embora caia na segunda metade, o filme tem uma seqüência final (antes do epílogo) tão bonita que sua escolha para representar a Espanha no Oscar se justifica.
Já O Amor em Tempos de Cólera é um filme equivocado do começo ao fim. Virou uma espécie de A Casa dos Espíritos mais grave já que o 'traduzido' aqui é Gabriel García Marquez. O desacerto começa na escolha do diretor, Mike Newell, que além de demonstrar total ignorância com a literatura e a história latino-americanas, é um daqueles pilotos automáticos, sem uma obra propriamente definida. Com ele chegam um texto mal traduzido, que aparece sem força, quase nulo, e uma cenografia questionável, pobre. A maquiagem é grotesca. Apesar de alguns nomes de respeito, a escalação do elenco é completamente errada. Javier Bardem nunca está à vontade no papel e nunca mesmo está verossímil. Catalina Sandino Moreno e John Leguizamo aparecem sofríveis. A italiana Giovanna Mezzogiorno, maravilhosa em O Último Beijo, inexpressiva e com um sotaque irritante de "latina em Hollywood". E Fernanda Montenegro, sem um diretor decente, teve que se apegar ao teatro, exagerou, e não está nada memorável. Para terminar, as canções são cortesia de Shakira. Bem, pelo menos não foi a Thalia...
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Comentários
hahhahahahaa
;P
eu me contentei com os filmes sobre música (ou músicos), um irlandês e o gus van sant. e já fiquei cansada! rs...
Acho que o filme tem momentos geniais, Michel, mas perde um pouco antes do final, belíssimo.
Eu tb adoro "Os Outros" e "Os Inocentes", David. Filmaços. Mas sobre o Del Toro, não sei.
Contra a Thalia? Naaaaadaaaa...
Que nada, Tata. Troquei horário de trabalho, dormi poucas horas por dia e, ainda assim, perdi pelo menos uns 5 filmes que queria ver muito.
Esse filme A ESPINHA DO DIABO é aterrorizante? Não me lembro de ouvir falar.
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péssimo 







