Quinta, Outubro 25
[mostra sp: dia 6]

Yo Soy La Juani 

, de Bigas Luna
A Amada 
, de Arnaud Desplechin
Le Voyage du Ballon Rouge 

, de Hou Hsiao-Hsien
No Vale das Sombras 
, de Paul Haggis
Depois de um longo hiato, Yo Soy La Juani marcou meu reencontro com Bigas Luna. É o primeiro filme do diretor em seis anos e o primeiro que eu vejo dele desde o belo A Teta e a Lua (1994). O filme começa mal, com uma tribo a la Velozes e Furiosos, parecendo apenas uma brincadeira para o cineasta exercitar estriopulias visuais - cá entre nós, bem sem graça. Mas depois que a protagonista (a Natalie Portman espanhola) deixa seu cenário principal, a saga de uma pessoa em busca de seu lugar toma forma, o que rende muitos clichês e algumas belas cenas. A melhor é a do trem, desesperada e definitiva.
A Amada, o documentário de Arnaud Desplechin sobre a venda da casa de seu pai (e, conseqüentemente, sobre sua história) é um filme para a família. Família de Desplechin, diga-se de passagem. Num formato de grande entrevista, ilustrada por imagens da casa e da vida dos parentes, o cineasta reconstitui o passado do pai e suas relações familiares e não chega a um lugar que justifique exibir o filme para um público mais amplo.
Logo após, Song chega a Paris e, como um balão vermelho, se infiltra na casa de Juliette Binoche, perfeita com a puppetmaster mãe de família nervosa. Ela é a estrangeira, aspirante a cineasta, que ganha a vida como babá do filho da francesa. A chegada de Song é a chegada de Hou Hsiao-Hsien ao Velho Mundo, homenageando o clássico O Balão Vermelho. O chinês se propõe relações familiares, relações humanas nascidas do carinho que surge entre a babá e o menino, em que cabem devaneios e cenas bastante reais.
A primeira metade de No Vale das Sombras, eu juro, é quase excelente. Paul Haggis demonstrou uma habilidade de direção - e o roteiro maduro também ajudou - que nunca vemos na tragédia chamada Crash. Longe de estripulias narrativas, com um foco, o diretor se aproveita da linearidade da história para cuidar dos detalhes e para dirigir com habilidade um emocionado Tommy Lee Jones e uma corretíssima Charlize Theron. Susan Sarandon é quase uma atriz convidada. Em sua grande cena, ela se mostra uma impressionante força que pode lhe valer um novo Oscar. Depois desta cena, o filme cai. Não despenca ao nível do trabalho anterior do cineasta, mas se centra no misteriozinho e deixa o grande melodrama que tinha nas mãos meio de lado. É uma pena, embora seja um sinal de que nem tudo está perdido para Paul Haggis.
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Comentários
Meu TOP3 da Mostra:
1.Giuseppe Tornatore
2.Dennys Arcand
3.Sidney Lumet
Passarei por aqui mais vzs com certeza!
abraço!
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