Sábado, Junho 9
[concebido sem pecado]

O valor histórico de Batismo de Sangue se perde numa arquitetura ruim, que não sabe dar complexidade (ou diferenciação) a cenas, sobretudo as de tortura. Já vimos tudo aquilo muito melhor filmado antes. A direção de atores também é um desastre. Embora dê para perceber um certo esforço de Caio Blat em se tornar um nordestino verdadeiro, o que quase consegue, as oportunidades para que ele consiga isto são parcas e rasas. Engraçado que ele faz um nordestino melhor do que Marcélia Cartaxo, que é nordestina. Há muitos, muitos mesmo, coadjuvantes bem fracos, ora teatrais demais, ora ruins mesmo, como o ator que faz Carlos Marighella. Há uma boa vontade de fazer uma boa coisa, mas a falta de foco. O que finalmente o filme quer mostrar? O que ainda falta ser dito? Nem Helvécio Ratton parece saber ao certo.
batismo de sangue 

direção: Helvécio Ratton.
Com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes, Ângelo Antônio, Léo Quintão, Odilon Esteves, Marcélia Cartaxo, Marku Ribas, Murilo Grossi, Renato Parara, Jorge Emil.
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