Segunda, Maio 1
[[três filmes em casa]]

[desejo humano 


]
direção: Fritz Lang.
human desire, 1954. A história de Émile Zola já tinha sido adaptada por Jean Renoir em A Besta Humana (1938), visto há muito tempo, numa saudosíssima sessão de clássicos em preto-e-branco que a Band bem que poderia reativar. O filme de Renoir, do qual eu gostaria de lembrar mais, é mais engenhoso visualmente, mas a versão de Lang tem a essência do noir. Mais limpo e econômico, Lang transfere o cuidado com os planos para estudar a perversidade das personagens. E nessa categoria, Gloria Grahame é uma deusa.

[mamma roma 

]
direção: Pier Paolo Pasolini.
mamma romma, 1962. Confesso que eu me interesso bem pouco pelo cinema de Pasolini, mas este filme tem pelo menos uma seqüência excepcional. É quando a personagem-título, andando pelas ruas de Roma à noite, é abordada por coadjuvantes com quem trava rápidos diálogos e que logo somem na escuridão enquanto ela segue incólume, sem nunca diminuir o ritmo do passo. Neste momento, o naturalismo de Pasolini cede espaço a uma encenação que evoca o teatro, mas é puro cinema. Anna Magnani também ajuda bastante.

[medo 
]
direção: James Foley.
fear, 1996. Visto por acaso, é bem melhor do que eu imaginava. Ou menos pior do que eu acreditava. O cerco à casa tem seus momentos de Sam Peckinpah. James Foley, que já fez coisa boa, consegue criar tensão suficiente para empolgar quem se contenta com pouco. O demérito fica por conta de Mark Wahlberg, muito caricato, mas não dá pra cobrar muito de um filme como esse.
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Comentários
Sou fã do Pasolini, é um artista interessantíssimo.
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péssimo 







