Terça, Janeiro 31
[Crime Delicado]

Eu realmente me impressiono com a unanimidade em relação a este filme porque, na minha opinião, ele é a primeira bola fora de Beto Brant. O filme, baseado num texto muito pretensioso e pouco convicente de Sérgio Sant'Anna, que tenta incorporar a arte (ou as artes) à, digamos, essência da vida. Isso me soou pedante, metido à besta e mal resolvido. Esta preocupação é o eixo central do roteiro, que deixa escapulir, talvez conscientemente, uma história mais consistente para o protagonista. Os intermezzos com as encenações de teatro são longos demais para um filme tão curto. E a melhor cena - quem diria? - é a protagonizada pelo intragável Cláudio Assis, diretor de Amarelo Manga (2003), que está excelente (e parece bêbado).
Crime Delicado


Crime Delicado, Brasil, 2005.
Direção: Beto Brant.
Roteiro: Marçal Aquino, Marco Ricca, Beto Brant, Maurício Paroni de Castro e Luís F. Carvalho Filho, baseado em livro de Sérgio Sant'Anna.
Elenco: Marco Ricca, Lilian Taublib, Felipe Ehrenberg, Maria Manoela, Zecarlos Machado, Matheus Nachtergaele, Marcélia Cartaxo, Lourdes Hernández-Fuentes, Mário Schonenberg, Denise Weinberg, Nélson Perez, Alberto Guzik, Tácito Rocha, Cláudio Assis, Suzan Damasceno, Renata Bastos, Kelly McQueen, Xico Sá.
Fotografia: Walter Carvalho. Montagem: Willem Dias. Direção de Arte: André Montenegro. Figurinos: Joana Porto. Música: Caco Faria e Álvaro Fernando. Produção: Bianca Villar, Renato Ciasca e Marco Ricca. Duração: 87 min.
nas picapes: Judas, Raul Seixas.
posted by Chico Fireman at 20:27:00 | 9 comentários
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Comentários
Acho a unanimidade exagerada e até meio incompreensível - afinal Brant se posiciona, no embate crítico x artista que cria, completamente a favor do artista. Mas acho que o filme tem alguns pontos bem interessantes (escrevi sobre elelá no log, Chico).
01.12.07 @ 00:10
filmesdochico
Eu li, Guga. Acho suas reflexões muito boas, mas eu ainda acho que o filme não desce de um plano intelectual meio fake.
01.12.07 @ 00:33
Achei bem irregular, mas por hora me parece o melhor dele. A seqüência do pintor e da modelo, seguida da pintura do quadro, é ótima.
Acho que o Cláudio Assis é daquele jeito mesmo. Ou seja, bêbado.
Acho que o Cláudio Assis é daquele jeito mesmo. Ou seja, bêbado.
01.12.07 @ 02:40
Ai, até que enfim alguém que acha o filme pretensioso!!!
Achei muito, muito cabeçudo!!! A melhor parte é a seqüência do diálogo com a Maria Manoela e a visitinha que ela faz à casa dele, seguido da cena do teatro.
Bola fora do Brant, na minha singela opinião.
Ah, e o Cláudio Assis fez o papel dele mesmo ou não? rs...
Achei muito, muito cabeçudo!!! A melhor parte é a seqüência do diálogo com a Maria Manoela e a visitinha que ela faz à casa dele, seguido da cena do teatro.
Bola fora do Brant, na minha singela opinião.
Ah, e o Cláudio Assis fez o papel dele mesmo ou não? rs...
01.12.07 @ 11:48
Tb mais desgosto do que gosto do filme, estou tentando entender essa quase unanimidade...
01.12.07 @ 12:26
é o melhor filme do brant, na minha opinião. mas obra-prima é exagero. acho muito melhor que o invasor, e um pouco afrente de Matadores.
01.12.07 @ 14:55
Vi o Cláudio Assis umas dez, quinze vezes na minha vida. Se ele não estivesse bêbado, estava a caminho de ficar em todas elas, hehe.
Sobre o filme, anda tendo um embate grande no meio cultural a respeito. Tem sido o burburinho faz mais de semana, após ataques que o filme recebeu da VEJA (não li). Em cabine, muita gente já descia o pau desde a Mostra. Eu só li o texto do Inácio, elogioso.
Do filme, gosto bastante, mas não acho topo do trabalho do Beto. Acho que firma o Beto como autor importante, desvincilhando sua imagem de um gênero e estética específica, mas nem por isso perdendo unidade. Ainda que eu goste mais do Invasor (coloque o Matadores no mesmo patamer que o Crime).
Sobre o filme, anda tendo um embate grande no meio cultural a respeito. Tem sido o burburinho faz mais de semana, após ataques que o filme recebeu da VEJA (não li). Em cabine, muita gente já descia o pau desde a Mostra. Eu só li o texto do Inácio, elogioso.
Do filme, gosto bastante, mas não acho topo do trabalho do Beto. Acho que firma o Beto como autor importante, desvincilhando sua imagem de um gênero e estética específica, mas nem por isso perdendo unidade. Ainda que eu goste mais do Invasor (coloque o Matadores no mesmo patamer que o Crime).
01.12.07 @ 15:43
Concordo plenamente Chico. Finalmente, né?! heehhe Mas, veja, o Claudio Assis né intragável nao, ele é um puta ator, e tá rodando filminho novo... Abs, meu amigo!
01.12.07 @ 18:23
filmesdochico
Eu cheguei a escrever um texto, na primeira pessoa do Cláudio Assis, na época que vi "Amarelo Manga", deixando claro que o texto era uma obra de ficção. Acho que ele é muito bobo, muito metido a importante. Mas no filme, ele está excelente mesmo. Gugu, apareça mais aqui...
01.12.07 @ 20:31
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