Categoria: Comida

EMPRESA LANÇA CHOCOLATE PARA MULHERES COM TPM

Dizem que existem apenas duas coisas que amenizam o estresse de uma mulher com TPM: a visão de um rinoceronte albino cantando "My Way" com uma voz idêntica a do Frank Sinatra ou uma barra de chocolate. Considerando-se que a primeira opção é um pouco díficil de acontecer, a fábrica de doces Santa Gertrudes teve a idéia de investir em uma linha de chocolates feita exclusivamente para mulheres com TPM. "A idéia dos TPM Chocs aconteceu de tanto eu observar a minha mulher, que, na TPM, só se acalmava quando devorava quantidades assustadoras de chocolate. O mesmo acontecia com as minhas duas filhas.", revela Reinaldo Erlinhmeyer, proprietário da Santa Gertrudes Doces Ltda, líder atual no mercado brasileiro de geléias.

O doce em si não tem nada que o diferencie dos demais existentes no segmento. O grande destaque está na estratégia de marketing que, por incrível que pareça, nunca havia sido explorada junto ao público feminino - pelo menos aqui no Brasil. "O nosso chocolate quer passar uma mensagem clara para todas as mulheres que sofrem com o caos hormonal da TPM. Ele quer dizer algo como: 'eu entendo o seu drama, minha amiga. Você tem toda a razão: o mundo não presta e as pessoas só atrapalham. Me devore, que tudo vai melhorar!'", afirma Luíza Marconildes, gerente de novos produtos da Santa Gertrudes, certa de que a linha TPM Chocs funcionará como uma companhia fiel para as mulheres que estão naqueles famosos dias.

A embalagem dos chocolates trará mensagens que terão uma proposta contrária a daquelas balas com declarações de amor e otimismo. Ao invés de "Eu te amo", a consumidora irá se deparar com frases como "Eu vou esganar o primeiro que se colocar na minha frente", "Um chute no saco do meu chefe me faria mais feliz", "Bom dia para quê, idiota?", "Tenho certeza que o meu marido/noivo/namorado é um completo imbecil", "Ninguém me ama. NINGUÉM!!!" e outras tantas frases que servirão de consolo para as mulheres que buscarão um refúgio seguro na identificação com os TPM Chocs.

Nessa semana, estreará em rede nacional o primeiro comercial do produto na televisão. Nele, a atriz Carolline Linkermann, famosa por suas demonstrações públicas de mau humor e antipatia - sobretudo quando em TPM -, encena uma discussão com o gerente de uma loja de cristais. Inconformada com a falta de troco do local, ela começa a berrar, dizendo que não sairá dali sem os 2 centavos que lhe é de direito. Após quebrar a loja inteira, sob o olhar atônito dos clientes, ela tira da bolsa uma barra de TPM Chocs, que é degustada desesperadamente. Ao fim, chupando os dedos, Carolline olha para a câmera e diz, com um olhar atormentado: "TPM Chocs, só ele me entende!"

Quanto ao motivo da compra do chocolate, o fabricante faz uma advertência, que já consta na embalagem do doce: jamais, em hipótese alguma, deve se presentear uma mulher com o TPM Chocs. Afinal, ela pode achar que você está dando a indireta de que ela está brava ou sensível demais. E, sabe como é, convém não ter esse tipo de abordagem em determinados dias...


Permalink02.09.09, 01:00:26, by Tuca Hernandes Email , Comportamento, Humor, Publicidade, Comida 8 comentários

COMO SER FELIZ EM CINCO PASSOS

1 - Escolha um bom punhado de morangos maduros, desses que parecem ter saído de uma imagem photoshopada. Corte-os em pequenos pedaços.


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2 - Sobre os pedaços de morango, despeje uma calda de leite condensado sabor chocolate, de forma que seja criado um verdadeiro telhado marrom.


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3 - Espalhe sobre o telhado de chocolate uma porção generosa de chantilly. Quanto mais, melhor. Lembre-se, é a sua busca pela felicidade.


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4 - Misture tudo de forma que o encontro entre a calda de chocolate e o chantilly resulte num creme de cor similar a um salmão preparado pelas virgens ninfomaníacas da Guatemala Setentrional.


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5 - Coma tudo.

Parabéns, agora você é uma pessoa feliz.


Permalink06.07.09, 02:07:28, by Tuca Hernandes Email , Comida 12 comentários

CASAL DELIVERY

Hora da novela. A fome costumava aparecer logo depois do segundo intervalo. Mais pra ele do que pra ela. E não foi diferente naquela noite:

- Alô? Boa noite. Eu gostaria de fazer um pedido. Meia mussarela com meia portuguesa e... - a mulher o interrompeu com gestos frenéticos - um momentinho só. O que foi amor?
- Ah, pode desligar isso aí, Nuno!
- Mas...
- Agora!
- Tá, calma... - ele volta a conversar com o atendente - Amigo, me desculpe, surgiu um probleminha aqui. Eu ligo mais tarde, ok? Até mais.
- Até mais um ova! Pode esquecer desse papo de ligar mais tarde.
- O que foi, amor? A gente precisa jantar. Eu ia pedir uma pizza e...
- Pôxa, Nuno! Que falta de imaginação. Pizza? De novo?
- E daí?
- E daí que hoje é segunda.
- Ih, preconceito quanto ao dia? Nada a ver, hein?
- Ah, tá. Preconceito meu, sei. A gente vem comendo pizza praticamente um dia sim, um dia não. Tô cansada já.
- O que a gente faz então? Pede comida chinesa?
- Não, enjoei disso também.
- Lanche? Esfirra?
- Nuno, esquece esse telefone. Você já reparou que a gente só se alimenta nesse sistema de Delivery?
- Já sei, quer variar um pouco, né?
- Isso!
- Ok, vamos comer fora então. Que tal um McDonald's, hein?
- Não!!! Nada disso. Eu tava pensando em algo mais original.
- Amor, você sabe que não podemos ir a restaurantes por enquanto, pois ainda estamos pagando a nossa festa de casamento, a lua-de-mel e...
- Eu não tô falando de restaurante. A minha proposta é a seguinte: que tal irmos a um supermercado comprar umas coisas e fazer a nossa comida aqui mesmo?
- Ah, muito trabalho, benzinho! Além do mais, as panelas estão debaixo da cama. Imagine só o trabalhão que vai ser pra tirá-las de lá.
- Nuno, são as panelas que ganhamos no nosso casamento. Elas estão há seis meses lá, na caixa! Quase seis meses!!!
- Como passa rápido o tempo, hein?
- Vamos fazer isso então? Vamos? A gente tira finalmente essas panelas da caixa e vai direto para o supermercado comprar os ingredientes. A partir de hoje, comeremos a boa e velha comida caseira. Nada de porcariada na nossa janta.
- Não fale assim da pizza, amorzinho... Tadinha, alimentou tanto a gente... Taí, você nunca cozinhou na vida. E agora? Como você vai se virar?
- Não tem problema, a minha mãe vai me ajudar, pelo telefone. Da compra dos ingredientes até o preparo. Já combinei tudo com ela. Arroz, feijão, salada e picadinho de carne com batata!
- Ah, eu sabia! Tinha que ter a sua mãe no meio. Tinha que ter! Ê, Dona Zuleica! Taqueopariu, viu????
- Nuno, ela está pensando no nosso bem. Precisamos ter uma vida mais saudável. Olha como eu estou ficando - ela levanta a camisa, apertando a cintura. Gorda! Uma baleia!
- Meu amor, você é linda de qualquer jeito. Eu não me importo, de verdade.
- Até parece. Tá cheio de mulherzinha de academia lá no seu trabalho. Pensa que eu não fico de olho? Vamos!
- Aonde?
- No supermercado, homem de Deus!!!
- Tá bom, tá bom! Você e a Dona Zuleica venceram! Façamos um trato então: a gente passa numa barraca de hot dog antes. Tô morrendo de fome. Por favor, vai!
- E não vai comer o meu picadinho de carne com batata?
- Eu como o que você quiser, benzinho. O hot dog vai ser mais como um aperitivo, sabe?
- Sei... ok, fechado!
- Ih... Lembrei de uma coisa.
- Não tô gostando dessa cara. Nem vem, Nuno! Nem vem!
- Amor, como você vai ligar o fogão sem o... gás?
- ...
- Você pediu pra ligarem o gás aqui do nosso apartamento?
- Não.
- Nem eu.
- ...
- Alô? Por favor, uma meia mussarela com meia portuguesa.


Permalink17.06.09, 10:01:47, by Tuca Hernandes Email , Comportamento, Culinária, Links, Relacionamentos, Comida 6 comentários

GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES

ATENÇÃO, ESSE É UM POST PAGO. O PROSSEGUIMENTO NA LEITURA E SUAS EVENTUAIS CONSEQUÊNCIAS SÃO DE SUA INTEIRA RESPONSABILIDADE

Ok, eu aceito. Tenho mais de 18 anos e quero continuar!
Não aceito. Tenho princípios e estômago fraco.

Eu andava meio deprimido ultimamente, incomodado com as notícias negativas que a humanidade produz no seu dia-a-dia. Das últimas bombas jogadas na Palestina ao mais recente assassinato em São Paulo, eu sentia um vazio de proporções inéditas na minha alma. Pra piorar ainda mais o quadro, me veio uma carência afetiva absurda, que só aumentava a cada lembrança dos amores que eu tive, todos longe de mim, cada qual agora com seus respectivos maridos, noivos, namorados, amantes, o que for. O meu amargor era tamanho que fui capaz de responder com uma careta medonha a um sorriso inocente que recebi de uma linda e inocente criança, bem no meio da rua. Justo que eu, que sempre adorei crianças. Pois é, meus amigos, eu não estava nada bem.

Semana passada, com meus pensamentos cada vez mais afogados em visões do apocalipse, resolvi sair de casa para comprar litros da pinga mais vagabunda. A sobriedade não me interessava mais, concluí. Assim, ao entrar no mercado aqui perto de casa, fui caminhando determinado na direção da seção de bebidas. No entanto, algo me chamou atenção no meio do trajeto, na prateleira onde estavam as geléias. De todas as opções ali, eu vi vários potes LINDOS que, não sei explicar como, pareciam emitir uma energia que até então eu NUNCA havia presenciado na minha vida. Algo que me provocou um sorriso de imediato, sabe? Foi como se o sol tivesse aparecido no meio de uma tarde cinzenta e feia. Intrigado, me aproximei e vi impresso naquele rótulo - de MUITO BOM GOSTO - a seguinte inscrição: "GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES". Hum... geléia de banana? Interessante. Resolvi levar um pote pra casa. As bebidas? Não peguei nenhuma. Até me esqueci que eu chegara ali por causa delas. Como diria o meu querido e saudoso bisavô Nhô Neco: "Deus escreve certo por linhas tortas". Graaande Nhô Neco! Esse era o cara!

Mas, ao chegar em casa, me deparei com uma questão: eu nunca fui fã de geléias. Pra piorar, banana está longe de ser a minha fruta preferida. Então, me questionei, por que eu resolvera comprar aquele pote de GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES? O meu ânimo estava bem melhor ao lado daquele pote, isso era bem visível. Mas isso não era justificativa para que eu começasse a consumir algo que, em outras ocasiões, eu jamais mandaria goela abaixo. Meio confuso, decidi deixar de lado meus preconceitos, abri o pote e passei um pouco de geléia numa fatia de pão de forma. Rapaziada, na primeira mordida, eu acho que vi Deus! Tô falando sério! Que coisa DELICIOSA! Que geléia ESTUPENDA! Em menos de meia hora, acabei com o pote e fui correndo para o mercado comprar o restante da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES que ainda tinha na prateleira. Meus amigos, eu renasci pra vida.

Agora, sou uma pessoa feliz e bem resolvida, dessas que conseguem gargalhar diante de toda e qualquer notícia a respeito de alguma tragédia que aconteceu no mundo. Quanto aos amores que tive e me deixaram lembranças tristes? Isso é passado, daquela época que ainda não existia a magistral, deliciosa e incomparável GELÉIA DE BANANA GERTRUDES. Nesse sentido, o meu astral melhorou tanto que eu já estou flertando com umas gatinhas no msn. ;) Tão pensando o quê? A coisa não é fraca aqui não! Agora, tenho energia e disposição de sobra, garantida pela exclusiva fórmula nutritiva da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES. E você, vai ficar de fora dessa festa também? Claro que não, né? Então, CORRA para o supermercado mais próximo e garanta hoje mesmo esse néctar dos deuses em seu paladar!

Ah, e eu fiquei tão FELIZ, mas tão feliz com a GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES que resolvi - de coração, alma e sentimento - ajudar a divulgar uma campanha bem divertida e alto astral que o pessoal da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES está fazendo. Trata-se do Primeiro Festival de Dancinhas Super Legais da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES . É bem simples, basta você bolar uma dança bem transada, registrar em vídeo, colocar no youtube e divulgar isso no seu blog. E a brincadeira só terá sentido se você deixar claro que aquela dancinha bacana que você fez é em homenagem à GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES, combinado? Genial, concorda? E no vídeo abaixo, você já pode ver o primeiro dançarino ilustre que resolveu participar dessa corrente super transada. Nada mais, nada menos que o nosso querido KIKO:

Pessoal, fico por aqui, pois agora eu vou produzir o meu vídeo. Com o ânimo que só a maravilhosa GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES pode oferecer, é claro! :)


Permalink01.02.09, 16:18:14, by Tuca Hernandes Email , Blogosfera, Humor, Comunicação, Blogs, Cultura Pop, Comida 8 comentários

NUTRICIONISTAS, NÃO LEIAM!

Quem me conhece, deve achar que tenho alergia à clorofila, tamanho o meu desprezo pelo mundo vegetal. Vez ou outra, coloco uma ou duas folhas de alface no meu prato, nada mais, longe daquele estilo chapéu de Carmem Miranda que predomina nos pratos de outros mortais, coloridos por cenouras, brócolis, beterrabas e outros tantos. Antes de me achar candidato à desnutrição, sempre lembro do caso de um amigo meu na infância, que comia todos os dias apenas arroz, feijão, bife e batata frita, talvez a razão dele ser o maior da turma, quem sabe por causa da batata, sei lá.

Ao contrário da mãe de meu amigo, a minha fazia questão que eu encarasse a tropa de choque composta, dentre outros, pelos temidos couves-flores e brócolis. "Vai comer tudo!!! Ah, vai sim senhor!" Lembro que um dos argumentos pra que tudo fosse goela abaixo era clássico:

- Quero ver se você estiver no meio de uma guerra, viu? Pensa que é moleza? Numa guerra, a gente vai ter que comer de tudo!

Com o tempo, percebi que o Brasil era um país pacífico e passei a utilizar táticas pra enganar o legume inimigo, como usar o vão que ficava abaixo da mesa de madeira de nossa sala de jantar. Bastava fingir que o mastigava, passá-lo para o guardanapo como se estivesse limpando a boca, e daí para o vão debaixo da mesa, perfeito esconderijo. "Bom garoto, de repente passou a comer de tudo! Que bonito!"

Hoje, podendo até jogar barras de chocolate no meio do arroz e feijão, sem ninguém pra me ditar o cardápio, continuo tendo essa relação de estranhamento com as saladas e similares, como pôde ser comprovado na ocasião em que acompanhei um amigo meu num restaurante vegetariano. Me senti mais deslocado que metaleiro em roda de pagode:

- Sopinha de abóbora? Pasta de beterraba?
- Não, obrigado. Tem bife por aqui?
- Só se for de soja.
- Putz…

Apesar de tudo, pretendo um dia me tornar vegetariano, uma vez que quero ter uma velhice saudável, e nada como começar esse bom hábito na juventude. Eu sempre dizia que o início de meu entendimento com os vegetais seria na idade em que estou hoje. Ok, o futuro chegou, mas decidi prolongar o prazo pra mais cinco anos. Como aqueles cinco minutinhos a mais na cama, ao acordarmos de manhãzinha, gentileza pós-despertador. "Só mais um pouquinho, vai…" Afinal, ainda é muito cedo pra eu me tornar o chato dos churrascos.

(Texto escrito em 20/09/2005)


Permalink28.04.07, 12:00:38, by Tuca Hernandes Email , Memórias, Comida 1 comentário

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