Categoria: Cultura Pop

TWITTER E BLOGS X JORNAIS E TVS

Fiquei sabendo que tanto os funcionários da Globo quanto da Folha de São Paulo terão que se submeter a regras de condutas para o uso de twitter e blogs. Não quero perder tempo aqui especificando as orientações de cada veículo. De maneira bem simples e resumida, significa que todos poderão continuar emitindo suas opiniões, desde que essas não venham a comprometer a imagem da empresa. Dizer que simpatiza com um determinado partido? Não. Criticar alguma mancada que aconteceu no ambiente de trabalho? Também não, ora essa. E por aí vai.

Sinceramente, essa espécie de censura não fará diferença alguma para mim. Através de blogs e do twitter, celebridades deslumbradas com o próprio umbigo e jornalistas pedantes encontraram o meio perfeito para expressar suas asneiras. Costumo ignorá-los e admito que tenho uma certa dificuldade para achar normal a repercussão que esse povo provoca com seus posts e twittadas. Mas viver em sociedade nos dias de hoje é isso aí: basta aparecer mais de 15 minutos na televisão ou ser dotado de um sarcasmo contínuo e sem filtros para que uma legião de adoradores apareça. Mesmo encarando dessa forma, faço um esforço considerável para respeitar a situação. Acontece.

Apenas lamento pela minoria interessante que faz parte desses veículos de comunicação. Ficaremos privados das opiniões mais contundentes dos profissionais que realmente têm algo a dizer. Que, de fato, teriam revelações surpreendentes e de alguma utilidade para compartilhar conosco, em primeira mão. Mas, peraí, um momento. Estou tentando lembrar de alguém assim na Globo ou Folha de São Paulo que tenha blog ou perfil no twitter. Deixa eu ver... Não... Ué, não encontrei ninguém. Aonde está esse pessoal? Ainda off line? Ou será que o ignorante sou eu?

Sei lá. Na dúvida, continuarei seguindo o Vitor Fasano. ABS.


Permalink11.09.09, 01:15:58, by Tuca Hernandes Email , Blogosfera, Comportamento, Televisão, Comunicação, Blogs, Cultura Pop 3 comentários

MICHAEL JACKSON, APENAS MAIS UM BRASILEIRO

Era uma noite de quinta-feira bem atípica: Michael Jackson tinha acabado de falecer. Apesar de não ter ficado surpreso com a notícia, por achar que o cantor já estava numa espécie de sobrevida pela aparência cada vez mais fragilizada, eu me comportei como boa parte da população mundial, ao não tirar os olhos da televisão e do computador. Cada fato que surgia funcionava como uma pitada de fermento que só ia aumentando a minha curiosidade sobre o episódio.

Quase perto das nove da noite, recebi um e-mail que me deixou intrigado. Era de um homem que se apresentava como Marcos, dizendo que gostaria de falar comigo a respeito das manchetes do momento. Explicava que pretendia desabafar, uma vez que era um leitor antigo do meu blog, apesar de nunca ter comentado nele. Para demonstrar que falava sério, deu o número de telefone de sua casa. "Pode ligar a cobrar", destacou na mensagem, sinalizando mais ainda a necessidade de falar comigo. Apesar de desconfiado, resolvi entrar em contato, enquanto a televisão continuava sintonizada no canal de notícias.

Ele atendeu já no primeiro toque. Depois de me agradecer pelo retorno, parecendo bem ansioso, o cara pediu para que eu fosse até o apartamento dele, no bairro de Pinheiros. De imediato, recusei o convite. Como que um estranho vem me fazer um convite desse nível, naquele horário? Ele me assegurou que não iria tentar nada contra mim. Queria apenas fazer revelações que tinham a ver com o Michael Jackson. Para tanto, preferiu a mim ao invés de falar com alguém da imprensa, pelo tempo que lia o meu blog. "Pode acreditar, você é como um amigo para mim, é sério." Movido pela curiosidade, eu disse que iria encontrá-lo, mas com uma condição: que alguém de minha confiança fosse junto comigo. Apesar de contrariado, ele concordou. Chamei o Oliveira, vizinho e amigo meu que era investigador da polícia civil. De folga e devendo alguns favores pra mim, ele topou me acompanhar, resmungando um pouco por causa das últimas novidades que ele iria perder sobre o Michael Jackson. Paciência.

Com o endereço em mãos, fomos andando para o local do encontro, que ficava a algumas quadras do nosso prédio. O próprio Marcos nos recepcionou no apartamento dele, que ficava em um desses típicos prédios para famílias da classe média. Ele era um mulato meio gordo e simpático, dessas pessoas que vivem rindo. Para quebrar o gelo, o homem começou o papo comentando sobre alguns posts meus. "Rapaz, aquele que você fez sobre o Zé Pamonha... Que doideira, hein? Gostei bastante! E o das dicas pra mulherada arranjar namorado? Curti também!" Após minutos de conversas sobre posts e outras amenidades, ele me perguntou se era possível conversar a sós comigo, no quarto que servia como escritório. Olhei para o Oliveira, que imediatamente fez um sinal de positivo, enquanto afastava de leve a jaqueta, deixando a arma na cintura em evidência, indicando que, sim, tudo bem. Ele ficaria ali na sala, assistindo o canal de notícias. Qualquer coisa, já sabe.

Aquele homem tinha um leve sotaque, cuja origem não consegui reconhecer, de tão sutil que era. Por certamente perceber a minha curiosidade sobre isso, ele iniciou o nosso papo particular dizendo que era americano. "Mas e o nome?", perguntei. "Marcos? Bem, aqui no Brasil, resolvi me tornar Marcos Gerson. Entendeu aonde quero chegar?" Não, não tinha entendido. Ele continuou. "Foi o nome que julguei ter mais a ver com o que eu tinha lá nos Estados Unidos. Entendeu agora?" Eu ainda continuava a não entender. Ele suspirou fundo e disse, com um ar solene: "Marcos Gerson, Michael Jackson... Prazer, Michael Jackson." Como assim? "Não vejo nada de mais em alguém ter o mesmo o nome do astro que acabou de morrer", comentei. Rindo alto, ele finalmente foi direto ao que interessava: "Meu amigo, eu sou o Michael Jackson. Aquele mesmo, que começou a carreira no Jackson Five. That's me, man!" Não era possível, e aquele cara que agora devia estar num necrotério de Los Angeles? Com um gesto que pedia um pouco de paciência minha, ele começou a explicar toda a história.

"Era agosto de 1983, quando o Thriller ainda liderava as paradas de quase todo o mundo. Numa bela tarde, enquanto uma multidão de fãs surtadas chacoalhava a minha limusine, eu comecei a achar tudo aquilo um enorme pé no saco. Essas paradas estavam me sufocando, do you know what I mean, man? Naquele momento, me dei conta que eu já vinha pirando há algum tempo já. Acredita que, naquele ano, eu fiz cirurgia plástica no nariz só pra que ele ficasse idêntico ao da Diana Ross? Fininho, sabe? Nessa época, eu já vinha considerando a possibilidade de jogar óleo quente nos meus olhos, só pra ficar cego que nem o Stevie Wonder. Cheguei muito perto de fazer isso, acredita? Além dessas doideiras, tinha o bando de sanguessugas que ficava puxando o meu saco o tempo todo. Você não faz idéia como eu odiava tudo isso, man! Eu não estava nada bem. Tinha chegado no meu limite. Foi aí que resolvi cair fora dessa palhaçada de show business, pra sempre. Chega! Game over!"

Mas... e quanto ao Michael que morreu hoje?

"Eu gostava muito de Beatles e me lembrei daquela lenda de que o Paul McCartney tinha morrido em 1966. Que, no lugar dele, colocaram um impostor perfeito, que era praticamente uma espécie de irmão-gêmeo do cara, tanto no físico quanto no talento. Taí, vou fazer isso também, pensei. Como eu estava vivo, resolvi que fugiria para um lugar isolado, deixando um sósia no meu lugar. Alguém que realmente acreditasse que fosse o Michael Jackson. Meses depois, já no começo de 1984, conseguiram encontrar esse sósia, um rapaz idêntico a mim e que estava num hospício do Mississipi, dizendo para todos que ele era eu. E o figura cantava e dançava feito eu, impressionante. Figuraça! O melhor cover que poderia existir. Perfeito, pensei. O cara tem todas as habilidades e já pensa que sou eu, então vai esse mesmo. Daí, caí fora de vez, não sem antes fazer uma plástica que deixou o meu nariz do jeito que era, mais achatado. Peguei uma grana, coloquei pra render num banco da Suíça e deixei o figura lá me representando para sempre. Fui viver numa ilha do Pacífico, junto com uns nativos bem primitivos que não tinham a menor idéia de quem eu era. Maravilha. Cinco anos depois, ao ver umas fotos atuais do outro Michael Jackson, numa revista que apareceu na praia, percebi que eu já poderia voltar para a civilização. O rosto e o corpo daquele cara já não tinha mais nada a ver com o meu. Daí, decidi vir morar aqui, em São Paulo. Vida nova, man! Marcos Gerson! Pra provar que eu sou o Michael original, dê uma olhada nas coisas que estão nesta caixa..."

Ele ficou durante quase uma hora me mostrando vários documentos, como passagens de avião, fotos da família Jackson, agendas, filmagens particulares dele na privacidade de sua mansão, essas coisas. Comecei a olhar para ele com mais atenção. De fato, apesar de meio gordinho, aquele homem tinha feições que lembravam bastante as daquele rapaz do início da década de 80, responsável por uma série de sucessos que marcariam gerações. Era ele mesmo, concluí. Michael Jackson não estava morto. Levava uma vida de cidadão classe média em São Paulo, no bairro de Pinheiros, sobrevivendo com a grana que pegara anos antes. Divorciado duas vezes, ele saía atualmente com uma morena que, segundo ele, "tem uma bunda que faria o Obama renunciar à presidência". Não teve filhos por não suportar crianças, razão pela qual se submeteu a uma vasectomia, pouco antes de abandonar os EUA. E quanto à série de esquisitices e escândalos que o Michael morto havia protagonizado? O que o Michael vivo achava disso tudo?

"Rapaz, aquele ali forçou a barra. Pirou mais do que eu poderia imaginar. Aquelas mudanças no rosto, man, achei assustadoras. Tudo bem que me ajudaram a ficar mais anônimo ainda por aqui. Mas, putz... O figura exagerou na dose, foi demais. Quanto ao comportamento dele com a criançada, sei lá se ele fez tudo aquilo mesmo. Quer saber a minha opinião? Eu acho que não. O doidinho era gente boa, todo inocentão, sabe? Delicado e confuso, tadinho. Fiquei triste pelo que aconteceu com ele. Esse fim, man... Muito triste. Por isso que eu precisava desabafar com alguém, entendeu? No fim das contas, se não fosse por mim, o branquelinho não teria vivido nada disso. O rapaz sofreu muito. Muito mesmo. Tô péssimo com tudo isso, man!"

O Michael Jackson começou a chorar na minha frente, atormentado por uma culpa que o vinha atingindo há tempos, toda vez que tinha conhecimento de mais uma notícia sobre a decadência do Michael que ficara nos EUA. Portanto, era mais do que compreensível aquele choro, considerei. O consolei dizendo que a vida é assim mesmo, impossível de se prever o que virá pela frente e que, naquele momento, o mais certo seria agir como o cara que negava a paternidade do filho da Billie Jean. Aquele problema não era dele e ponto final. Aos poucos, ele foi se recompondo, tanto que, em questão de minutos, o assunto era novamente um de meus posts. "Você quase me pegou com aquela história da Geléia de Banana Santa Gertrudes. Tomei um susto, rapaz! Você, fazendo esse tipo de coisa? hahahaha"

Ao nos despedirmos, combinamos de marcar alguns chopps para os dias seguintes. Percebendo que o Michael ainda continuava um pouco chateado com os acontecimentos daquela noite, coloquei as mãos nos ombros dele, olhei nos olhos, e disse, emocionado: "Marcão, bola pra frente, cara! Você criou o passo Moonwalk! Você é o cara, Marcão! Não se esqueça disso. Você é o CARA!"

No elevador, o Oliveira perguntou o que tinha sido aquilo. "Bobagem, cara... Bobagem, liga não. Deixa pra lá", respondi, encerrando o assunto ali mesmo. E fomos embora, vez ou outra arriscando uns passos moonwalk na calçada, enquanto continuávamos assoviando o refrão de Billie Jean. Grande Marcão!


Permalink28.06.09, 12:41:19, by Tuca Hernandes Email , Contos, Humor, Música, Cultura Pop 45 comentários

CONTROLE REMOTITE AGUDA

Sou desses que assinam TV à cabo mas não tem paciência alguma para acompanhar o que se passa nos canais disponíveis. O meu polegar direito no controle remoto parece pertencer ao de alguém com Síndrome do Parkinson em estágio avançado, de tão inquieto que ele fica no CH+ e CH-. Quando estou na casa de alguém mais normal, um certo desespero começa a me atacar se a TV fica sintonizada em um mesmo canal por mais de dez minutos. Não foram poucas as ocasiões em que me segurei para não saltar entre sofás para arrancar o controle remoto das mãos do responsável e sair sintonizando 10 canais por segundo, me aliviando como um alcóolatra que começou a virar goela abaixo aquela garrafa de cachaça. Eu reconheço, a coisa é feia.

E olha que eu sou de uma geração em que era preciso levantar do sofá para que se mudasse os canais. Quando eu era criança, o controle remoto não passava de uma realidade possível apenas nos desenhos dos Jetsons. Dessa forma, não era uma manobra tão simples assim querer sair do Magnum da Globo para o Bozo do SBT. De modo algum. Para tanto, era preciso respirar fundo e movimentar vários músculos para que os dedos alcançassem enfim o sintonizador. Clec, clec, clec. E tome mais movimentação de músculos na volta para o sofá. Se naquela época, no espaço de uma hora, a pessoa quisesse manter o padrão atual de zapeamento, ela ficaria tão esgotada quanto aquela maratonista olímpica que chegou cambaleante na linha de chegada. O que salvava eram as poucas opções de emisssoras, razão pela qual não havia muito o que procurar. Bozo ou Magnum? O pai ou o irmão mais velho decidia. Clec, Clec, clec.

Hoje em dia, para pessoas feito eu, que sofrem de controle remotite aguda, assistir televisão é um ato em que o descompromisso é a regra. Aquele programa está interessante, revelador quanto a mais uma peculariedade que o Tubarão Flatulento das Ilhas Komi-Komi exibiu diante das câmeras? Pode ser, mas, ao mesmo tempo pode ter começado um filme interessante em algum dos 30 canais de cinema. Ou então, que tal dar uma olhada naquela série engraçada que está passando agora? Vamos lá. Se bem que... já deve estar rolando a sessão erótica do canal Telettubies e... aonde é que eu estava mesmo? Nisso, umas duas horas se foram e apenas o polegar se movimentou, frenético.

Desconfio que me resta uma única opção para que se resolva esse impasse da atenção caótica: desligar a TV. A melhor alternativa, disparado. O problema é convencer o encosto que há tempos tomou conta do meu polegar direito. Sai desse dedo que não lhe pertence, DDA!


Permalink21.05.09, 00:25:58, by Tuca Hernandes Email , Comportamento, Cotidiano, Egotrip, Televisão, Meu Umbigo, Cultura Pop 7 comentários

STAR TREK - O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS

O que falar de um filmeco pretensioso, que procura dar uma roupagem moderninha para uma série que já rivalizava com a Turma do Chaves em matéria de elementos ridículos? A vontade é de terminar essa minha análise aqui mesmo, só para não relembrar o amontoado de bobagens que fui obrigado a acompanhar no cinema. Star Trek conseguiu a proeza de me provocar uma imensa vontade de ir para os Estados Unidos. Para quê? Só para jogar ovos e tomates podres nos responsáveis por esse lixo em forma de cinema. É um filme tão ruim que, se você quiser terminar um relacionamento, chame a pessoa para assistir esse desastre ao seu lado. Ela nunca mais vai querer olhar na sua cara. Pode apostar isso.

Para começar, o filme se ampara numa praga que há muito tempo vem infestando o cinema norte-americano: a de mostrar as origens de heróis já conhecidos do grande público. Isso aconteceu com o Batman, Hulk, Homem Aranha, Wolverine, Quarteto Fantástico e agora, pasmem, com a turminha mala do Dr. Spock. Não estranharei se daqui a pouco resolverem fazer o mesmo com o Pateta, que, do inocente e atrapalhado personagem da Disney, será transformado em um atormentado ser mitológico pelos maneirismos anêmicos dos roteiristas atuais. Finalmente saberemos se o Pateta é um cachorro mesmo ou uma entidade extraterrestre que ganhou superpoderes graças a um vazamento radioativo em uma sombria Patópolis. Nas mãos dos atuais gênios dos enredos hollywoodianos, não basta ser herói e ponto final. É preciso explicar as origens, que invariavelmente resultam em personagens atormentadinhos e cheios de motivações por causa de seus traumas. A moda agora é oferecer um embasamento psicológico para os que salvarão o mundo. E adivinha se não temos isso no novo Star Trek?

Sim, o jovem capitão Kirk, constrangedoramente interpretado pelo inexpressivo Chris Pine, agora pode se deitar do divã para contar todos os seus probleminhas. Rapaz sensível esse. Não basta ter que pilotar a Enterprise, que aqui mais parece uma dessas criações cafonas pra Hans Donner nenhum botar defeito. É preciso ir em busca de um objetivo de vida, algo que o motivará a viajar pelo universo, uma metáfora tão pobre que faz parecer qualquer letra de pagode uma obra-prima. Ao invés dos produtores terem se preocupado em oferecer uma diversão de qualidade para o público, resolveram passar uma mensagem edificante para nós, como se fossemos cordeirinhos perdidos em busca de pílulas de auto-ajuda. Mais irritante do que isso, impossível.

Faltou ousadia ao longa, que preferiu requentar de maneira indigesta os mesmos personagens entediantes que há décadas compoem o universo dessa série. Os responsáveis por essa versão perderam a chance de excluir o Dr. Spock, por exemplo. O orelhudo não teria feito falta alguma com o seu jeito recluso e esquisitão, que só abre a boca pra falar bobagens que envergonham a galáxia inteira. Mas não, criaram um Spock pior do que o original, agora jovem e com uma arrogância mais doentia ainda, que mais provoca vergonha alheia do que respeito. Já que resolveram preservar o personagem, era obrigação dos produtores responsáveis subverter a essência dele. Poderiam, por exemplo, ter dado a Spock um ar mais cômico, mais clown, traço esse que contrastaria de maneira inteligente com a chatice do Spock original. Mas não, resolveram optar pela opção mais burra. Tão burra que chega a causar indignação, dessas de querer sair no meio da projeção e exigir o dinheiro do ingresso de volta.

Roteiro pobre, interpretações dignas da pior novela mexicana, efeitos especiais medíocres, trilha sonora pavorosa e muito mais. Isso é o novo Star Trek. Se você tem amor pelo seu dinheiro e, sobretudo, à sua paciência, fuja. Agora, se você tem tendência ao masoquismo e quer castigar as suas retinas, vá em frente, que o povo da nave Enterprise fará isso com bastante competência.

Avaliação do Filme: eu ia colocar o símbolo de uma bomba aqui. Mas eu achei que seria elogio demais da minha parte. Se existir algo abaixo disso, me avisem.

Ps: essa é uma crítica de mentirinha. Me deu vontade de brincar desses projetos de críticos mal humoradinhos que tem aos montes por aí, em jornais, revistas, blogs etc. Não gostam de algo e resolvem polemizar, só para irritar quem pensa o contrário. Simples assim. Quanto a Star Trek, pouco conheço da versão original e ainda não vi o novo filme. Mas vou assistir e, a se julgar pelas opiniões de amigos meus que já conferiram no cinema, eu acho que gostarei também. :)


Permalink14.05.09, 02:13:55, by Tuca Hernandes Email , Artes, Cinema, Humor, Cultura Pop 6 comentários

GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES

ATENÇÃO, ESSE É UM POST PAGO. O PROSSEGUIMENTO NA LEITURA E SUAS EVENTUAIS CONSEQUÊNCIAS SÃO DE SUA INTEIRA RESPONSABILIDADE

Ok, eu aceito. Tenho mais de 18 anos e quero continuar!
Não aceito. Tenho princípios e estômago fraco.

Eu andava meio deprimido ultimamente, incomodado com as notícias negativas que a humanidade produz no seu dia-a-dia. Das últimas bombas jogadas na Palestina ao mais recente assassinato em São Paulo, eu sentia um vazio de proporções inéditas na minha alma. Pra piorar ainda mais o quadro, me veio uma carência afetiva absurda, que só aumentava a cada lembrança dos amores que eu tive, todos longe de mim, cada qual agora com seus respectivos maridos, noivos, namorados, amantes, o que for. O meu amargor era tamanho que fui capaz de responder com uma careta medonha a um sorriso inocente que recebi de uma linda e inocente criança, bem no meio da rua. Justo que eu, que sempre adorei crianças. Pois é, meus amigos, eu não estava nada bem.

Semana passada, com meus pensamentos cada vez mais afogados em visões do apocalipse, resolvi sair de casa para comprar litros da pinga mais vagabunda. A sobriedade não me interessava mais, concluí. Assim, ao entrar no mercado aqui perto de casa, fui caminhando determinado na direção da seção de bebidas. No entanto, algo me chamou atenção no meio do trajeto, na prateleira onde estavam as geléias. De todas as opções ali, eu vi vários potes LINDOS que, não sei explicar como, pareciam emitir uma energia que até então eu NUNCA havia presenciado na minha vida. Algo que me provocou um sorriso de imediato, sabe? Foi como se o sol tivesse aparecido no meio de uma tarde cinzenta e feia. Intrigado, me aproximei e vi impresso naquele rótulo - de MUITO BOM GOSTO - a seguinte inscrição: "GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES". Hum... geléia de banana? Interessante. Resolvi levar um pote pra casa. As bebidas? Não peguei nenhuma. Até me esqueci que eu chegara ali por causa delas. Como diria o meu querido e saudoso bisavô Nhô Neco: "Deus escreve certo por linhas tortas". Graaande Nhô Neco! Esse era o cara!

Mas, ao chegar em casa, me deparei com uma questão: eu nunca fui fã de geléias. Pra piorar, banana está longe de ser a minha fruta preferida. Então, me questionei, por que eu resolvera comprar aquele pote de GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES? O meu ânimo estava bem melhor ao lado daquele pote, isso era bem visível. Mas isso não era justificativa para que eu começasse a consumir algo que, em outras ocasiões, eu jamais mandaria goela abaixo. Meio confuso, decidi deixar de lado meus preconceitos, abri o pote e passei um pouco de geléia numa fatia de pão de forma. Rapaziada, na primeira mordida, eu acho que vi Deus! Tô falando sério! Que coisa DELICIOSA! Que geléia ESTUPENDA! Em menos de meia hora, acabei com o pote e fui correndo para o mercado comprar o restante da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES que ainda tinha na prateleira. Meus amigos, eu renasci pra vida.

Agora, sou uma pessoa feliz e bem resolvida, dessas que conseguem gargalhar diante de toda e qualquer notícia a respeito de alguma tragédia que aconteceu no mundo. Quanto aos amores que tive e me deixaram lembranças tristes? Isso é passado, daquela época que ainda não existia a magistral, deliciosa e incomparável GELÉIA DE BANANA GERTRUDES. Nesse sentido, o meu astral melhorou tanto que eu já estou flertando com umas gatinhas no msn. ;) Tão pensando o quê? A coisa não é fraca aqui não! Agora, tenho energia e disposição de sobra, garantida pela exclusiva fórmula nutritiva da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES. E você, vai ficar de fora dessa festa também? Claro que não, né? Então, CORRA para o supermercado mais próximo e garanta hoje mesmo esse néctar dos deuses em seu paladar!

Ah, e eu fiquei tão FELIZ, mas tão feliz com a GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES que resolvi - de coração, alma e sentimento - ajudar a divulgar uma campanha bem divertida e alto astral que o pessoal da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES está fazendo. Trata-se do Primeiro Festival de Dancinhas Super Legais da GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES . É bem simples, basta você bolar uma dança bem transada, registrar em vídeo, colocar no youtube e divulgar isso no seu blog. E a brincadeira só terá sentido se você deixar claro que aquela dancinha bacana que você fez é em homenagem à GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES, combinado? Genial, concorda? E no vídeo abaixo, você já pode ver o primeiro dançarino ilustre que resolveu participar dessa corrente super transada. Nada mais, nada menos que o nosso querido KIKO:

Pessoal, fico por aqui, pois agora eu vou produzir o meu vídeo. Com o ânimo que só a maravilhosa GELÉIA DE BANANA SANTA GERTRUDES pode oferecer, é claro! :)


Permalink01.02.09, 16:18:14, by Tuca Hernandes Email , Blogosfera, Humor, Comunicação, Blogs, Cultura Pop, Comida 8 comentários

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